CARTAS
Guarda mirim
Parabéns à FOLHA DE LONDRINA pela matéria de ontem ''Guarda Mirim devolve dignidade a adolescentes'' (Cidades, pág 3). Na qualidade de conhecedor da história da guarda mirim e patrulheiros mirins, desde os idos de 1966, seu trabalho em prol do adolescente em situação de vulnerabilidade social e de apoio à família como verdadeira instituição formal social expressa o cumprimento do artigo 227 da Constituição. A guarda mirim resgata a dignidade da pessoa humana, introduz o adolescente no meio social de forma progressiva e lhe oportuniza meios para a realização de seus sonhos, de acordo artigo 3º do ECA. Parabéns ao conjunto de diretores, professores e funcionários que os tratam com dignidade e isonomia.
DENIS PESTANA (promotor de Justiça) - Arapongas
Estudantes x UEL
Foi com tristeza que vi como alguns estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se manifestaram quarta-feira contra a construção de um muro no campus e a presença da polícia na instituição. O único objetivo é protegê-los da criminalidade que aumenta todos os dias em Londrina. Gostaria de ver os estudantes se manifestando contra políticos corruptos que desviam verba que deveria ser destinada para investimento na educação, saúde e prevenção da criminalidade. Infelizmente, este tipo de manisfestação faz com que os estudantes percam a credibilidade frente à sociedade.
VANESSA APARECIDA PIERONE (estudante de Direito) - Londrina
Terra de ninguém
O Brasil da democracia, da liberdade, dos direitos individuais e do presidencialismo não passa de propaganda enganosa. O que vemos são políticos legislando em causa própria, corrupção, guerra civil, desobediência e corporativismo. Em Colniza-MT existem gangues armadas matando e fazendo o que bem querem naquela região sem qualquer constrangimento às leis. Ainda não deu repercussão porque os mortos eram trabalhadores anônimos. Como ter esperança neste país de faz-de-conta?
NELSON CARLOS FERREIRA (aposentado) - Barbosa Ferraz
Criminalidade infantil
Devido à sensação de impunidade, a sociedade clama por punições mais severas, por redução da maioridade penal e outras soluções imediatistas e sem precedência de um estudo mais sério como àquele realizado na elaboração do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Convido o empresariado local e a sociedade londrinense a conhecer o trabalho realizado no Educandário (Cense) para juntos tentarmos buscar melhores resultados e oferecer ajuda ao adolescente que sai de lá com a intenção de trabalhar e estudar. Ou seja, ajudá-lo a protagonizar a sua história e ser o agente da mudança de sua vida. Uma oportunidade de trabalho lhe dará um pouco de dignidade e alegria para sua vida e de seus familiares e ele dará sua parcela de contribuição na sociedade como sujeito de direitos.
ORIDES ARANTES FILHO (educador social) - Londrina
Falta de respeito
No dia 1º/03 paguei inscrição do processo seletivo de um curso de especialização da PUC-PR (campus Londrina) para minha filha. No dia 12 de março, efetuei o pagamento da primeira parcela do referido curso. Em 04/04, uma funcionária da PUC enviou e-mail com um formulário que deveria ser preenchido para a devolução dos valores pagos, uma vez que o curso não ocorreria em virtude do não preenchimento de vagas. Cumprimos o exigido e nos informaram que o dinheiro seria restituído em 30 dias. Como não recebemos o dinheiro no prazo, minha filha procurou o Procon que entrou em contato com a PUC de Curitiba. Foi constatado que nada havia sido enviado para lá. Então no dia 28/05 foi feita ordem de pagamento para a minha filha no HSBC de Curitiba (foi pedido depósito no BB). Só após vários telefonemas à PUC e ao banco, ela conseguiu o dinheiro de volta no dia 30/05, porém sem juros, correção monetária e ressarcimento dos prejuízos. Não bastasse isto, a universidade enviou cobranças indevidas do curso que ela mesmo cancelou.
TEREZINHA DE SALES MARQUES FORLÍVIO (professora) - Londrina
Escândalo da navalha
Estamos assombrados com mais um escândalo de corrupção. A Operação Navalha revelou que um programa social para fornecer energia aos carentes se transformou em um mega-esquema que enchia o bolso de empresários, governadores e membros da política nacional. Enquanto vivermos em um país repleto de programas sociais e licitações públicas cobertas de falhas e direcionadas por barões da política nacional, o desvio de verba pública tende a aumentar. Alguém acredita que um candidato a deputado federal ou governador gaste milhões em campanhas eleitorais a troco de um salário de R$ 12 mil?
FRANCISCO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo





