CARTAS
Incentivo à leitura
Concordo com o jornalista Osvaldo Cardoso Ribeiro no artigo ''Brasileiros não gostam de ler'' (Espaço Aberto, pág. 2, 30/05) e gostei de sua sugestão de se criar um programa de incentivo à leitura. É a grande realidade em nosso país: a maioria alfabetizada e ao mesmo tempo analfabeta lê e não sabe interpretar. Todos os colégios deveriam ter projetos de leitura desde as séries iniciais e levar as crianças e jovens a ter o prazer de ler. Mostrar a leitura é um presente de presença de alma e um convite a descobrir novos ideais. Vamos erguer esta bandeira a favor da leitura. Um dos grandes fatores que leva o povo a não ler é a falta de tempo, mas fica uma sugestão: trace uma meta: leia dez páginas por dia, 300 por mês e, no final do ano, serão 12 livros lidos.
MARIA BELA MOLINA (professora e comerciária) - Arapongas
Preço do álcool
Quero saber da posição do Procon e dos órgãos de defesa do consumidor do que está acontecendo com o preço do álccol combustível. No dia 30/03, no início da safra, o litro vendido pelas destilarias era de R$ 0,96, sem os impostos. Com o aumento da oferta do produto, houve uma queda violenta do preço chegando hoje a R$ 0,60 o litro. Mas o preço na bomba para o consumidor continuou o mesmo. Quem está ficando com essa diferença? Só podem ser as distribuidoras e os postos de combustíveis. Enquanto os produtores e as destilarias que são os responsáveis pela produção estão recebendo 0,60 centavos, postos e distribuidoras ficam com 0,30 centavos. Mas quando o álcool sobe os produtores são tachados de aproveitadores, desonestos. E agora como fica?
SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina
Insegurança na UEL
Londrina convive com um alto nível de criminalidade. A dor aumenta quando tomamos conhecimento que ela está presente também na UEL. O quadro divulgado pela Divisão de Segurança da UEL de ocorrências policiais abrange todos os tipos de crimes e é crescente. Causa espanto ser proibida a entrada da polícia em seus mais de 2 milhões de m2 o que torna o local um convite à marginalidade. Diariamente as mais de 22 mil pessoas que lá transitam representam além da família londrinense, outras milhares de todo o Brasil. A tendência desta violência aponta para níveis de calamidade e a reitoria, com o apoio da sociedade organizada, precisa apresentar imediatas soluções sob o risco de estar assumindo a responsabilidade pelas vidas que lá estarão expostas. A Loja Maçônica Cavaleiros da Paz se coloca à disposição da reitoria da UEL como auxiliar interessado na busca do constitucional direito à segurança apoiando todos os procedimentos que se fizerem necessários.
LOJA MAÇÔNICA CAVALEIROS DA PAZ - Londrina
Cine Com-tour
O Cine Com-tour/UEL é o único cinema da cidade que passa filmes alternativos. Fui terça-feira assistir ao filme ''Felizes juntos'' e, para minha surpresa, o filme não estava em cartaz devido a má qualidade da fita. Já que estava lá, resolvi assistir ao filme que os organizadores resolveram passar: ''Segredos do amor''. Para minha ''sorte'', como só apareceu mais um rapaz de Cambé, fomos informados - após 20 minutos de espera - que não poderíamos assistir ao filme porque não havia número mínimo de 5 pessoas. Não há nenhuma informação sobre o mínimo de pessoas para que o filme seja exibido. É uma pena o desrespeito que o Cine Com-tour tem com seu público. Se algum dia o cinema fechar, saberemos o porquê!
JEAN CARLOS DI ÂNGELO BRITO (estudante de Biblioteconomia) - Londrina
Povo x corruptos
Parabéns ao editorial da FOLHA ''No Japão, suicídio por descoberta de corrupção'' (Opinião, pág. 3, 29/05). Nada impede os cidadãos de levar sua indignação para as ruas e exigir a prisão preventiva dos acusados na Operação Navalha. O poder é do povo, basta ele se reunir, debater o fato e manifestar-se publicamente nas ruas e perante as instituições, de forma articulada e pacífica, no caso, exigindo a prisão dos acusados. Certamente, as mesmas autoridades públicas que os colocaram em liberdade, quanto maior for esta manifestação, certamente se sentirão obrigadas a decretar a prisão preventiva deles para manter a ordem pública. Não adianta só se indignar, tem é que se manifestar. O Japão precisou de vários anos de guerras e destruição para a construção de seus valores. Que futuro o povo brasileiro quer para os seus filhos?
GERSON MACHADO (servidor público federal) - Londrina





