Escravos do governo
Se acrescentarmos o pedágio aos 146 dias que trabalhamos para pagar nossos impostos, certamante serão mais de cinco meses de trabalho escravo. Se como acontece em outros países, especialmente do hemisfério norte onde o imposto retorna em serviço de qualidade para todos, eu os pagaria com alegria. Dói saber que todo este dinheiro que poderia estar dando qualidade de vida a todos, está tirando aos poucos (principalmente dos pequenos e médios empresários) o patrimônio que adquiriram com tanto esforço e mantendo a máquina voraz e corrupta pilotada pelos governos municipais, estaduais e federal. E se todos nós, unidos, resolvêssemos parar de pagar os nossos impostos?
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã

Culpa nossa
O presidente do Banco Central americano (FED) pediu demissão. Motivo: havia favorecido com melhor salário a companheira amante e que trabalhava como secretária na instituição. No Japão, o ministro da Agricultura se suicidou ao ser flagrado em atitude corrupta. Comparando com o que existe no Brasil, estas notícias nos causam inveja. Educação, cultura, tradição são fatores que colocam aqueles países nestas condições contra o que sucede no Brasil, onde a permissividade e a impunidade são gritantes. A culpa é nossa e dos partidos políticos, que deixam entrar em suas fileiras pessoas sem qualificações. Cabe a nós mesmos as soluções: basta escolher melhor na hora de votar. E se não encontrar em que possa confiar, então simplesmente não vote em ninguém. Se não corrigirmos isto, continuaremos a sentir inveja de outros países.
RICHARD FONTANA (empresário) - Londrina

Se a moda pega!
É lamentável saber que um ser humano perdeu a vida por vergonha da coisa errada que fez. Como bem sabemos, os japoneses são um povo rigído com relação aos seus costumes e tradições. A vergonha perante seu povo fez com que o ministro da Agricultura do Japão cometesse o suicídio. Já pensou se a moda pega no Brasil?
MAURÍCIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) - Londrina

Ministro suicida
Lá no Japão o povo cobra, aqui somos obrigados a votar e dizer que vivemos em uma democracia. Se o povo é obrigado a votar, basta comparecer às urnas e nada fazer, apenas pegar o comprovante de votação, mas também não irá adiantar. Contudo, se a moda pegasse no Brasil e os políticos corruptos se suicidassem, faltariam crematórios. Sim, crematórios porque nosso território se tornaria pequeno para enterrar tantos.
HÉLIO APARECIDO CORDON DELIBORIO (comerciante) - - Londrina

Pobre professor
A carta ''Professor desprezado'' (28/05) e a magnitude do salário de R$ 418,65 oferecido em um concurso público, fez um bem enorme à nossa classe. Ninguém percebe que um professor exerce várias outras funções. É advogado quando interfere e propõe acordos em discussões e brigas de alunos. É médico quando socorre alunos afoitos em recreio ou auxiliar de enfermagem quando precisa providenciar remédios. Também é fonoaudiólogo quando ensina a pronúncia correta das palavras. Psicólogo quando tenta saber a razão daquele olhar vago e procura dar ânimo para enfrentar a vida. Ainda administra uma sala de aula com alunos de temperamentos diversos. Profissões exercidas no anonimato, não possui graduação, diploma específico. Um ser polivalente que não tem o valor reconhecido através do salário recebido.
SUAMI DE SOUSA (professora) - Arapongas

Bolsa Família
Que o programa Bolsa Família é uma conquista para aqueles que estão à margem da sociedade não se discute. A questão é a humilhação à qual as pessoas são sujeitadas para permanecer recebendo este benefício que, para muitas famílias, é a única forma de sobrevivência. Com isso, a tendência é que as pessoas fiquem eternamente dependentes desses paliativos. Mas o pior é as pessoas serem maltratadas por alguns atendentes insensíveis e despreparados nos Núcleos de Assistência Social ou ainda terem o benefício suspenso sem aviso. Isso coloca os beneficiários em situações constrangedoras junto aos mercadinhos em que compram por antecipação para pagar com o benefício.
VALDEMIR FERREIRA DA COSTA (jornalista) - Londrina

Correção
- Na reportagem de ontem ''Campo de Refugiados no Líbano está à beira de um colapso'' ( Mundo, pág. 10), o número correto de palestinos que deverão residir na área é 36 mil.

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