Caos no trânsito

Quem ainda não comprou um bom remedinho anti-stress é melhor fazê-lo o quanto antes, ao menos se deseja sair de carro pelas ruas de Londrina. Se não bastasse o péssimo estado de conservação que nos obriga a trocar nossos veículos por tratores para poder transitar pela cidade, a falta de sincronismo nos semáforos, o péssimo planejamento urbano, a falta de agentes de trânsito para orientar os motoristas em horários de pico ao invés apenas de ''fabricarem'' multas, deixam os motoristas de cabelo em pé. E ainda locais impróprios para estacionamento que tiram a visibilidade dos motoristas transformados em vagas. Para conferir é só transitar pelas ruas que cortam as ruas Bahia e Guaporé, Pernambuco, Av. Bandeirantes ou mesmo a JK.

MARCOS ALEXANDRE SANTA FÉ FARIAS (técnico em edificações) - Londrina




Propaganda

As propagandas em Londrina têm melhorado muito no aspecto visual. Com a utilização de modernos equipamentos digitais, com custos menores, maior facilidade de aquisição e de operação, a propaganda local tem surpreendido em todas as formas de veiculação. O que falta são bons redatores e boa argumentação. As que utilizam trilha sonora, também conhecida por ''jingles'', é sofrível. Não sei se isso acontece por culpa do anunciante que insiste em dizer tudo que a empresa faz no espaço de um minuto. Mas mesmo empresas com maior estrutura, deveriam rever seus conceitos. A campanha da Sercomtel - ''Londrina é nossa paixão'' - está muito focada para uma empresa que já opera na região e tem pretensões de expandir sua atuação por todo o Estado. E se o cliente de outra cidade achar isso um bairrismo? Isso sem falar que a música utiliza chavões e lugares comuns fartamente conhecidos por todos.

JOSÉ LUIZ ALVES NUNES (servidor público) - Londrina




Junta militar

O Tiro de Guerra de Londrina tem uma área ampla, possui pátio, estacionamento e instalações sanitárias que podem atender grande demanda de pessoas. No entanto, há alguns anos transferiram a Junta de Alistamento Militar para Rua Gago Coutinho, bairro residencial. Além de dispender valor desnecessário dos cofres públicos sem nenhuma contrapartida à população, o local é tomado por milhares de jovens desde as primeiras horas da manhã. Esta aglomeração e o barulho perturbam as casas vizinhas. Não bastasse isso, eles não se acanham em jogar lixo e urinar na rua já que não têm instalações compatíveis. Sugiro que transfiram este atendimento às casas dos militares defronte ao Tiro de Guerra e que um deles venha morar na Gago Coutinho onde será muito bem recebido.

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (representante Comercial) - Londrina




Maioridade penal

Com a aprovação da redução da maioridade penal pela Comissão de Constituiçção e Justiça do Senado, acende-se uma tímida luz da esperança. A falácia dos que defendem a impunidade dos ''anjinhos infratores'' não merece guarida. O indivíduo de índole criminosa é irrecuperável, e esse perfil não tem idade. É chegada a hora de se eliminar do sistema penitenciário a condição de educandário ou recuperador de presos. Esta missão é de responsabilidade dos estabelecimentos de ensino, em todos os graus, onde a população estudantil ordeira e responsável bebe cultura na fonte. Aquele que comete ilicitudes assume o risco de ser responsabilizado pelo que fez. A lei e as autoridades não punem ninguém. Punir o menor infrator que transporta as características do bandido é como separar o joio do trigo, eliminando-se o galho podre para a salvação da árvore. É, enfim, agir contra um, em favor da esmagadora maioria.

RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix




Questão de consciência

Todos sabemos que a base de uma civilização é a cultura, a saúde e a segurança. Disso vem todas as qualidades pertinentes a uma boa nação, sólida e capaz. O que vemos atualmente é um Brasil que pensa que tem cultura e saúde, um governo que insiste em tampar o sol com a peneira e sair dizendo ao seu eleitorado que está tudo caminhando bem. Diante do cenário atual, muitos técnicos capazes que poderiam estar nos palácios ou ministérios, secretarias, são os primeiros a serem barrados pela voracidade dos governantes que almejam nada mais que o poder. Muitos desistem de prestar um bom serviço à pátria, não por omissão, mas pela incapacidade de transpor esse muro construído pelas elites que governam as cidades, o país. Londrina e o brasil merecem mais respeito. Cabe agora aos eleitores serem mais seletivos nas suas escolhas e perceberem que possuem responsabilidades diante do cenário político do município, do Estado e do país.

ANDERSON CARLOS SACHETIM GARCIA (bacharel em Direito) - Londrina




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