CARTAS
Políticos pra quê?
Exemplos vêm sempre de casa, bons ou ruins. A classe política que o diga. Assistir a um pronunciamento a respeito de seu próprio aumento é de causar pena dos pobres parlamentares ''assalariados''. A pouca vergonha se estende agora ao Legislativo estadual e logo ao municipal. Nós ficamos com a pior parte: só pagar. Quando será que alguém vai fazer alguma coisa? Onde estão o Ministério Público, a OAB e os cara-pintadas? Só não jogo meu título de eleitor fora por força de uma lei descabida que me proíbe, porém não compactuo com tudo isto. Não sei qual a utilidade desses políticos. Passaríamos muito melhor sem eles, não correríamos o risco de enfartar por tanta falta de moral de ética e vergonha na cara.
VALTER APARECIDO LANDGRAF (assistente técnico comercial) - Cornélio Procópio
Violência
Sazonalmente, a discussão sobre violência e criminalidade ressurge nos meios de comunicação através de trabalhos acadêmicos e técnico-científicos que apresentam soluções como políticas sociais e socioeducativas como forma de tentar diminuir a insegurança. O trágico é que o Estado não toma atitude no sentido de implantá-las. Paralelamente, cresce de forma assustadora a indústria do crime. O que se tem feito para vencer essa chaga social? Para que se possa buscar a redução deste mal a patamares suportáveis, é preciso entender que a responsabilidade é de toda sociedade. Ao Estado cabe a implantação e o fortalecimento dos meios de defesa da população. À sociedade cabe o papel de exigir mais do Estado e não se mostrar conformada. Só assim a violência poderá ser vencida.
INÁCIO GOMES DA SILVA (estudante de Direito) - Londrina
Papa e a violência
A visita do Papa Bento XVI conseguiu algo que há muito não se via no Brasil, principalmente nos meios de comunicação de massa. Durante cinco dias, as notícias e reportagens da visita do Papa ocuparam mais espaço do que as notícias sobre violência. Respirou-se paz por um curto espaço de tempo, como há muito não se via. Diante disto, faço um apelo a todos poderes constituídos, aos líderes sociais, civis e religiosos e à imprensa: pensemos sempre nas consequências do que falamos ou fazemos. Sugiro que se faça um amplo pacto social, só por 30 dias, durante os quais nenhum filme ou notícia sobre violência sejam exibidos e depois, se faça um balanço dos resultados. Desafio alguém provar que não tenhamos um saldo marcadamente positivo a favor de uma sociedade mais segura e tranquila.
JOSÉ LAURINDO PETRI (professor) - Ibiporã
Ignorância política
Interessante a pesquisa Inbrape/FOLHA, publicada no último dia 6, mostrando que o londrinense é apolítico. O povo é ignorante político, aqui e no resto do Brasil. O povo não sabe o que é política, para que serve e de que forma ela poderia ajudar a sociedade. O povo pratica a anticidadania: critica os políticos, mas não os troca, e quer que eles resolvam seus problemas pessoais. Quando isso vai mudar? Quando o povo perceber que precisa se politizar e agir crítica e construtivamente.
FÁBIO HENRIQUE PAULO DA SILVA (bacharel em Direito) - Londrina
Segurança na UEL
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) está enfrentando o mesmo problema que as demais áreas da cidade: falta de segurança. A prefeitura do campus universitário elaborou um projeto para enfrentar e eliminar tal situação, pois é direito de todas as pessoas que frequentam o campus terem sua segurança garantida. A iniciativa da instituição criou simpatizantes e opositores à idéia, tudo bem, faz parte da democracia. O que tem me causado espanto é a forma estridente que os opositores têm se manifestado e a passividade que os simpatizantes têm demonstrado. Quero crer que as forças vivas da comunidade londrinense (Igrejas, rotary, associações, sindicatos, OAB, CREA, etc.) ainda não se deram conta da gravidade do problema. A população se mantendo omissa deixará este grande patrimônio largado à própria sorte. Vamos entender e lutar pelo Plano de Segurança da UEL .
COSME FRANCISCO DE LIMA (comerciante) - Londrina
Ônibus na UEL
No último domingo fui pego de surpresa ao dirigir-me para a UEL de ônibus. Peguei a linha 307 e, para minha surpresa e de outros passageiros, o ônibus não entrou na UEL e deixou-nos na PR-445. Indaguei o motorista, e ele disse que a partir daquele dia a linha 307 não entraria mais na UEL aos domingos. Como ficam os funcionários que precisam do ônibus para trabalhar e os estudantes que moram na cidade universitária? Disseram para usar a linha 305. Acontece que aos domingos só colocam um ônibus fazendo o itinerário. Fiquei revoltado pois não avisaram sobre a mudança. Faço plantão de 12 horas no Hospital Veterinário e, com sono e cansado, vou ter que ir até a PR-445 para pegar o ônibus.
OSVALDIR GOMES DE OLIVEIRA (funcionário público) - Londrina





