Atitudes politiqueiras
Quanto mais me informo mais revoltada fico com os líderes deste país. Enquanto a mídia focalizava o Papa no Brasil, deputados planejavam reajuste de seus salários. Até quando teremos que ler notícias desagradáveis? Minha única saída, como professora com 40 horas semanais e um salário miserável, é alertar os alunos para que percebam quem são os nossos líderes políticos, quanto recebem ao mês, quantas sessões costumam frequentar e os absurdos que discutem em assembléias. Levo a eles reportagens que denunciam os abusos que nos são ''enfiados goela abaixo''. Parece que o problema da Educação não será resolvido pelas autoridades. Tenho a obrigação de fazer uma nação melhor através do meu testemunho aos alunos e da conscientização desses jovens para que cresçam e saibam quem são e compreendam o que podem e devem fazer para mudar o rumo deste país.
VÂNIA LÚCIA BETTAZZA (professora) - Rolândia

Professores em risco
Pouco tempo atrás a escola era considerada um lugar seguro onde nossos filhos iam apenas para adquirir conhecimento e aprender a lidar melhor com os problemas da vida. Hoje, infelizmente, tudo mudou. Semana passada, uma aluna feriu outra nos olhos em uma sala aula em Londrina, uma professora perdeu o bebê em Rolândia devido às dificuldades em lidar com as malcriações e desacatos de um aluno. Também em Londrina uma professora foi agredida. Até quando as autoridades vão ficar de braços cruzados? Pseudo-estudiosos da Educação insistem em dizer que a culpa é do professor, da escola ou da direção, mas não vêem os verdadeiros culpados: pais despreparados. Os ''pais modernos'' estão deixando de fazer o essencial: esquecem de dar amor e atenção e nem querem saber como viverão no futuro.
CESAR EDUARDO PINHEIRO (professor de História) - Londrina

Mãos ao alto!
Estou sabendo que a Polícia Militar está fazendo um grande trabalho de repressão ao crime. Mas também estou sabendo que a bandidagem não dá folga e ataca à mão armada o povo, comércio e residências. Geralmente assaltam em duplas ou com mais elementos, fugindo em seguida de moto e atirando para todos os lados. Seria bom se a PM fizesse blitze relâmpago em lugares e horários incertos para prender quem anda portando armas. Nos sentiríamos mais seguros, se vez ou outra ouvíssimos a expressão: ''Mãos ao alto!''. Aí, teríamos certeza de que, além de verificarem documentos de motos, carros, cintos de segurança, também retirariam de circulação os bandidos armados.
OSVALDO SANTOS JR (arquiteto) - Londrina

Radares
Gostaria de perguntar ao sr. Luis Riogi Miura, perito em trânsito, se quando era diretor em Brasília a prefeitura da capital mantinha agentes multando às escondidas, como acontece em Londrina? Aqui só se vê os famosos ''agentes'' quando corre o boato de que vai aportar algum figurão na cidade. Acredito que a melhor solução seria colocar lombadas eletrônicas.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário) - Londrina

Radares 2
Gostaria de parabenizar a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público pela iniciativa de solicitar a suspensão da instalação de 47 radares em ruas de Londrina. Se a CMTU viesse a instalar esses radares estaria resolvendo os problemas de trânsito apenas nas proximidades dos pontos de instalações. Todos sabem que se não tivermos conscientização no sentido de obedecer os limites de velocidade, serão necessários apenas algumas dezenas de metros para reduzir a velocidade aos limites dos radares e outras poucas dezenas para voltar a exceder. A idéia de instalação de radares pode não ser a de estabelecer uma indústria de multas, mas provavelmente seja a de criar uma fonte de receita pública e privada para a Prefeitura e o locador dos radares, respectivamente.
WILMAR SILVEIRA (gestor de RH) - Londrina

Radares 3
Mesmo que toda sociedade seja contra os radares a Prefeitura vai mandar instalá-los. Os leitores devem lembrar-se dos insistentes pedidos dos moradores para colocação de um semáforo na Rua Bahia, esquina com Piquiri. Fizeram estudos e instalaram na esquina da Amapá. A chiadeira continuou e a Piquiri também foi contemplada. O molho saiu mais caro que o peixe. É incrível a falta de consideração da administração para com seus munícipes, pois não dão a mínima ou não lêem o que a FOLHA publica. Se lêem, sugiro que publiquem um artigo pago com a seguinte menção: não aceitamos colaborações.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina

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