Educandário
Não é de admirar que a maioria dos brasileiros seja a favor da pena de morte. Com a rebelião do último sábado no Educandário fica praticamente impossível acreditar na tão aclamada ressocialização do criminoso. Se estes menores que são superbem tratados, têm acesso à educação, aulas de artes, artesanato, serviços médicos e dentários comida de ótima qualidade, não apresentam em sua maioria qualquer sinal de mudança de conduta e fazem uma rebelião por nada (eles não tinham reivindicações claras para esse motim), o que esperar dos presos comuns amontoados e ociosos nas prisões tradicionais?
MAIARA ALEXANDRE (estudante de Direito) - Londrina

Tragédia na Saúde
Acometido de uma severa dor, procurei o Hospital Universitário de Londrina no dia 3/5. Lá testemunhei o abandono da população e a falta de meios à disposição dos profissionais de Saúde. Dois cidadãos, de 83 e 86 anos, mesmo diante de grave enfermidade, aguardavam atendimento desde às 9 horas. Passavam das 17h30 quando deixei o HU, e esses senhores ainda aguardavam deitados nos toscos bancos de madeira. Nada restava além do desespero de seus acompanhantes. Sobra dinheiro para propagandas e licitações mal dirigidas, para apadrinhar ONGs e cargos DAS, patrocinar o MST e assemelhados, brigas tolas contra transgênicos, mas falta dinheiro para a saúde. Espero que o Ministério Público do Paraná não deixe tal situação cair no esquecimento.
HWIDGER LOURENÇO FERREIRA (bacharel em Direito) - Londrina

Papa no Brasil
A imprensa tem divulgado amplamente a vinda ao Brasil do Papa Bento XVI. Infelizmente, por questões de segurança, pessoas importantes e mundialmente conhecidas não podem se expor livremente. Nunca são vistas de fato, estão sempre distantes do povo e cercadas por sofisticados aparatos de segurança. Fico pensando na tristeza que devem sentir os famosos por não poderem circular livremente. Eles se tornaram ídolos eletrônicos. Em breve veremos a imagem do papa no Brasil sendo veiculada pelos canais de TV. As lentes estarão focando a imagem de um homem intelectual, mas tão simples quanto qualquer mortal. A diferença está na multidão que fica do outro lado esperando a mídia produzir os shows. De um lado os astros, do outro, passivos e conformados, a massa dos que não ousam questionar. A massa dos que sustentam todo o sistema econômico, político e religioso.
OSEAS PEÇANHA DO NASCIMENTO (músico) - Londrina

Repúdio aos radares
O Conselho Comunitário de Trânsito de Londrina, a Associação Comercial e Industrial de Londrina, o Clube Engenharia Arquitetura de Londrina, a Associação Médica de Londrina, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná, o Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina, o Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina, o Rotary Club de Londrina Universidade, o Rotary Club de Londrina Sudeste, o Rotary Club Londrina Cinquentenário e a Associação de Moradores da Vila Brasil tornam público que rejeitam a pretensão antidemocrática e arbitrária do Poder Executivo Municipal em locar 46 radares a um custo mensal de mais de R$ 390 mil totalizando R$ 11,811 milhões no prazo de 30 meses, recursos que irão direto para o caixa de empresa privada, tendo em vista que o interesse privado está se sobrepondo ao interesse público e sendo que há patente interesse econômico-financeiro em tal medida. Requerem desde já, em nome de toda a sociedade e da população de Londrina, que o Poder Público cancele a licitação iniciada e que um novo modelo seja adotado, que priorize a educação, a prevenção e fortes investimentos em obras no setor.
CONSELHO DE TRÂNSITO DE LONDRINA

Show de indignação
Relato alguns fatos ocorridos no show de Ivete Sangalo, na última sexta-feira, no Centro de Eventos. A cantora contagiou a todos com seu carisma, mas não imaginava o que acontecia ''lá fora'': congestionamento de quilômetros, motoristas imprudentes, nenhum agente ou policial para orientar o trânsito. No estacionamento não havia funcionários direcionando os carros para as vagas. Com ingresso de camarote comprado com antecedência por R$ 50, fui impedida de entrar sob alegação que o recinto estava lotado. Só consegui entrar porque encontrei um conhecido que trabalhava no local, mas o acesso ao camarote foi impossível. Por falta de controle muita gente entrou na área dos camarotes ou venderam ingressos além da capacidade. Para sair do estacionamento demoramos mais de duas horas: tumulto e congestionamento novamente. Carros que ficaram estacionados na rua foram arrombados, tiveram suas rodas e rádios roubados. Não vimos segurança, polícia ou alguém da organização. Fica registrado meu protesto.
ANA CARLA SITTA (fonoaudióloga) - Londrina

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