Crianças na cadeia
O Congresso Nacional estuda proposta para a redução da maioridade penal para 16 anos de idade. Estamos exigindo desse jovem, que ainda não alcançou seus plenos direitos sociais e de cidadania, que ao completar 16 anos possua as mesmas condições que têm os que já viveram a vida para discernir sobre as ilicitudes. Com a aprovação dessa proposta, o Estado teria que construir inúmeras penitenciárias. Não seria mais prudente construir escolas? Estudiosos apontam o aparecimento de comportamentos anti-sociais e delituosos entre 5 e 9 anos de idade, com base nisso poderemos rebaixar a imputabilidade penal para 10 anos de idade, como ocorre na Inglaterra, ou 7 anos como ocorre no Paquistão. A sociedade tem que estar ciente de que não podemos separar a realidade social da Justiça, elas devem estar presentes em todos os momentos da vida do Direito.
HILBERALDI CORREIA DE LIMA (comandante da 2 Companhia Ambiental Força Verde) - Londrina

Farinha argentina
A matéria ''Importações de farinha crescem 50%'' (Economia, pág. 4, 3/5), relata muito bem o que pode acontecer com a cadeia produtiva do trigo. Se nenhuma medida for adotada pelos órgãos competentes contra as regras impostas pelo governo argentino, que subsidia os moinhos locais e mantém alíquotas diferenciadas de exportação para favorecer os produtos industrializados, as alternativas para os moinhos brasileiros seriam: migrar para Argentina, tornar-se meros ''distribuidores'' de farinha, reduzir a produção ou fechar as portas. Os triticultores teriam dificuldades para vender os seus produtos, visto que no Brasil não há política de comercialização de longo prazo. É lamentável que o Brasil com agricultores competentes, tecnologias de produção, cultivares adequadas para cada região e excelente sistema de produção de sementes, ostente o título de maior importador mundial de trigo, pois produz somente de 20% a 50% da sua necessidade de consumo.
LAURO AKIO OKUYAMA (engenheiro agrônomo) - Londrina

Pombas e mau cheiro
Londrina precisa dar um jeito nessas pombinhas amargosas que estão infestando a cidade com seus odores, sujando as ruas, nossos carros, nossas camisas, nossas cabeças e o que é pior: nossos pulmões. Essas aves não estão em extinção, por isso não carecem de tantos cuidados e protestos, como acontece quando se tenta dar uma solução para o caso. Crianças carentes é que necessitam de todos os cuidados possíveis.
FRANCISCO ALBERTO MACHADO (contador) - Londrina

Galvão e o ACP
O locutor esportivo Galvão Bueno e o ex-árbitro Arnaldo César Coelho deveriam ser considerados ''personas non gratas'' em Paranavaí pelas gafes que cometeram contra o Atlético Clube Paranavaí (ACP) no programa ''Bens amigos'' (SportTV) da última segunda-feira. Ao comentarem a vitória do ACP sobre o Paraná, Galvão se referiu ao nosso ''Vermelhinho'' como CAP (Clube Atlético de Paranavaí), confundindo com o Clube Atlético Paranaense. O ex-árbitro disse que o Paranavaí é uma zebra, ignorando o fato de termos feito sete confrontos contra o trio-de-ferro e não perdemos nenhum. Ambos deveriam se informar melhor sobre o futebol paranaense.
PAULO CÉZAR FELIPE (advogado) - Paranavaí

Solidariedade
Num mundo marcado pela ''era das incertezas'' e violência gostaria de compartilhar um gesto de amor e solidariedade que presenciei no dia 27/4 no ônibus Higienópolis sentido Alto da XV. Um moça em uma cadeira de rodas estava no ônibus que não tinha elevador. Quando ela precisou descer, o cobrador e um estudante a ajudaram a sair do ônibus. Orientado pela moça, o cobrador desmontou as rodas da cadeira para retirá-la do ônibus. O rapaz carregou a moça nos braços e a colocou na cadeira já montada. Perguntei ao estudante se conhecia a moça. Ele disse que não e que praticou aquele ato de solidariedade pela força da moça em seu desafio de ir trabalhar à noite. Nossos heróis estão nas pessoas simples e anônimas como o cobrador e o estudante, e na coragem e determinação em vencer os desafios dessa moça.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ecologista) - Curitiba

Imposto saúde?
Enquanto o governo federal se vangloria de estar colecionando um superávit após outro nas contas públicas e está com a burra transbordando, nós pagadores de impostos temos que nos acostumar com a ineficiência do poder público nas coisas mais elementares que seria de sua competência. Medicamentos, como os utilizados por portadores de esclerose múltipla, há um bom tempo não são encontrados nas farmácias do SUS em Londrina. A resposta é sempre a mesma: estão aguardando o envio dos remédios pelo governo. Será que vão ter que instituir mais um ''impostozinho'', nos moldes da CPMF, para custear a saúde?
LOURIVAL BARBOSA (estudante) - Londrina

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