CARTAS
Invasões e pedágio
Sobre o artigo ''As invasões das praças de pedágio'' (28/04), não adianta o diretor da ABCR-PR tergiversar. Ao informar um prejuízo na ordem R$ 3,1 milhões causado pelo MST, em um curtíssimo período de abertura de cancelas, deixou clara a dimensão do fabuloso lucro que as concessionárias têm para ''maquiar'' nossas rodovias: são arrecadações estratosféricas para pouquíssimas obras. Por que quando o ex-governador Lerner baixou em 50% o preço da tarifa para se reeleger a ABCR-PR não divulgou na imprensa o montante do prejuízo que isso iria causar? Porque era uma jogada política para conquistar votos. As atitudes do MST não são corretas, porém, mesmo que haja uma concessão legal, o paranaense mais consciente enxerga na praça de pedágio um elemento estranho em nossas rodovias: ela nos dá uma imagem de invasão a uma propriedade construída com o nosso dinheiro.
LUDINEI PICELLI (administrador de Empresas) - Londrina
Réu confesso
No intuito de criticar a invasão recente de praças de pedágio, o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias no Paraná, João Chiminazzo Neto, acabou revelando o quanto as concessionárias faturam nas suas praças: estupendos R$ 3,1 milhões em apenas dois dias. Se o número está correto, o diretor acaba de revelar que o pedágio é um furto, uma vez que ele arrecadaria no mês perto de R$ 45 milhões, o que no ano corresponde a R$ 540 milhões, o que ao final da concessão chegaria a estratosféricos R$ 16 bilhões. Estes números revelam que a concessão, ao contrário das rodovias, é de mão única. Os contratos favorecem apenas as concessionárias. Seria importante uma CPI na Assembléia Legislativa para investigar estes contratos e descobrir por que este fantástico faturamento não reverte para a melhoria das estradas. Querendo se explicar, o diretor se tornou um réu confesso da extraordinária fonte de renda que o pedágio representa.
GINO AZZOLINI NETO (advogado) - Londrina
PAC
Até agora, tudo o que vi do PAC foram propagandas e mais propagandas. Isto me lembra de agências de propagandas (Valerioduto). Espero que o PAC não seja um ''Programa de Aumento de Corrupção'', pois caso alguém ainda não saiba, o governo Lula bateu recorde histórico entre os presidentes brasileiros: gastou mais de 1 bilhão em publicidade em 2006 e vem mais por aí este ano.
ALDO BOARETTO NETTO (servidor público) - Tamarana
Dorico
Gostaria de parabenizar o grande amigo e fotógrafo Dorico da Silva, principalmente pelo seu profissionalismo e sua conduta como ser humano maravilhosos que sempre foi. Convivi profissionalmente com Dorico durante mais de 25 anos e minha maior segurança era quando ele era escalado para documentar ações das quais participei em minha profissão. Muito embora a visão dos meus companheiros, na maioria das vezes, fosse até avessa à ação da imprensa, sempre gostei de poder ter Dorico como fotógrafo, mesmo porque, além da sua decência como profissional, também sentia na alma quando precisávamos reintegrar posses em atendimento a determinações judiciais. Além do profissional competente, Dorico sempre foi um grande amigo.
EDWALDO GOMES MACHADO (major da reserva da Polícia Militar) - Guarapari (ES)
Agricultura
Até quando uma rede nacional de televisão vai ficar mostrando mentiras sobre a agricultura? Todo santo dia mostra que a agricultura é uma maravilha! Faz três anos que o agricultor não vende seu produto com preço real. Estamos vendendo 50% abaixo do preço real. Venha em minha cidade mostrar as empresas que vendem o veneno agrícola e sementes, tomando tratores, colheitadeiras, terras e casas dos agricultores. Ameaçam executar o agricultor e pressionam até o coitado entregar seus bens. O agricultor possui uma dívida impagável. Venha ver a situação que o pequeno e médio agricultor está passando. Esta política econômica será um verdadeiro desastre para estes agricultores e não haverá saída se nada for feito.
LAÉRCIO VANDERLEI FOLEIS (agricultor) - Sertanópolis
Revolta
Domingo, às 6h15, cheguei ao PAM acompanhando minha irmã com crise de cólica renal. A atendente que estava na recepção pediu para aguardamos. Passados 10 minutos, disse a ela que minha irmã estava muito ruim. Ela pediu novamente para aguardamos. Logo em seguida, pegou suas coisas e foi embora deixando a recepção sozinha. Esperamos 30 minutos para sermos atendidas. Acredito que isso ocorreu porque estava no horário de troca do plantão. Fico revoltada em ter certeza de que não podemos contar com o sistema público de saúde, começando do mais alto nível (governo) até os funcionários.
JULIANE DIAS CAMPOS (estudante de Administração) - Londrina





