Banheiros públicos

Não entra em discussão o fato de que não existem sanitários públicos em condições de utilização em nossa cidade. A questão é que os comerciantes não podem tomar isso como justificativa para não oferecer banheiros em seus estabelecimentos. Quando todos buscam encantar os clientes, é impossível que as lojas, principalmente as grandes redes, não consigam ver isso como uma oportunidade de negócio. Quanto mais as pessoas estiverem em contato com os produtos oferecidos, maior a oportunidade de venda. O que vale um elevador panorâmico, sendo que a loja não possui banheiros para que seus clientes possam levar uma criança? Será que eles têm uma pesquisa que comprove o exorbitante número de pessoas que frequentam a loja somente para utilizar o banheiro? Eles sabem se essa pessoa nunca comprou ou se virá a comprar na loja? Sem contar que é uma falta de respeito com o cidadão, seja ele cliente ou não, não poder usar o sanitário de um estabelecimento.

FERNANDA PIRES SARDINHA (relações públicas) - Londrina



Sem-banheiro

Na matéria ''Cliente passa mal e enfrenta via sacra'' ao não conseguir encontrar um banheiro (Cidades, pág. 3), faltou a informação do nome e endereço do responsável pelo cumprimento da referida lei, já que segundo o informado a lei obriga os estabelecimentos comerciais a disponibilizar banheiros aos clientes. A quem recorrer ao constatarmos o descumprimento da lei? Será que teremos que denunciar ao bispo?

LOURIVAL BARBOSA (estudante de Direito) - Londrina



Brincos em servidores

Segundo a coluna Informe FOLHA (25/4), o governador Roberto Requião disse que o Lactec também deveria fazer ''brincos'' de identificação para o funcionalismo público. Ou seja, diretamente classificou todo o funcionalismo público paranaense de ''gado''. Depois anunciou um reajuste ínfimo de 3,14%, quando as perdas salariais são muito maiores. Desde janeiro de 2003 quando assumiu o Palácio Iguaçu, o governador não concede a revisão anual de salários, conforme preconiza a Constituição. Isto é que é gostar do funcionalismo público!

ROBERTO DE ANDRADE SILVA (presidente do Sindicato do Estado da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins) - Curitiba



Haverá futuro?

Em plena época de aquecimento global, atitudes grotescas são tomadas contra a natureza. Fala-se bastante em educação ambiental, em não desmatar e degradar a natureza, mas quando pessoas promovem ações no intuito de educar os jovens e ainda contribuir com a natureza, órgãos públicos perdem o seu tempo e gastam o dinheiro público e degradam a natureza. No último final de semana foram plantadas árvores por crianças de uma escola pública de Cambé no Jardim Alcântara em Londrina. Além de educar as crianças, tais pessoas contribuíram com a natureza. E o que fez o órgão público que deveria gastar seu tempo protegendo o ambiente? Retirou as árvores plantadas com argumentos prolixos e sem motivos. Enquanto alguns preservam, outros destróem.

FÁBIO RICARDO RODRIGUES BRASILINO (estudante de Direito) - Cambé



Memória falha

Dia 31 de março passou como se fosse um dia normal. Entretanto, como a memória da sociedade é falha, somente poucos jornais e sites se lembraram do dia em que se iniciou longo e triste período da ditadura militar com milhares de pessoas torturadas e de gritos abafados pelo ''milagre do crescimento''. Enquanto em outros países há uma intensa luta por justiça, aqui insistimos na ''conciliação''. Vamos esquecer do passado e olhar para o futuro. Que futuro tem um país impune? Os carrascos da ditadura e os governadores biônicos do passado andam por aí como se nada tivesse acontecido. Será que esse é o melhor caminho para a democracia?

AMANDA SOARES DE BRITO (estudante) - Londrina



Professores x sindicato

Acompanhando a luta por ''reajuste, reconhecimento e salário'' dos professores do Estado, observei que o grupo que domina a máquina sindical das escolas particulares possui atitudes meramente populistas, sedimentadas em ações sindicais de negócios que ao invés de demonstrar indignação às negativas do empregador ou das dificuldades para negociações salariais, não mobiliza sua base para a pressão de uma revisão do piso salarial nacional ou na busca efetiva de ganhos, sejam eles salariais ou em benefícios. Apesar de estarmos no século XXI, ainda presenciamos o velho esquema do assistencialismo sindical que procura garantir convênios com médicos, dentistas, financeiras, com garantia de um endividamento mais barato, sem contar, os espelhinhos, as ''bolsas'', agendas e canetas.

MARIA ELIZA CORRÊA PACHECO (professora) - Londrina

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