CARTAS
Guarda municipal
Como ambientalista sempre procurei caminhar em áreas verdes. No entanto, nunca mais andarei próximo aos bosques em área urbana, pois foi aí que num fim de tarde, indo pra igreja, que um adolescente puxou minha bolsa e fugiu para dentro do bosque (Bosque do Índio em Umuarama). No bosque há tempo ignorado pela prefeitura havia várias trilhas (usadas por usuários de drogas) e locais de despejo ilegal de lixo e entulho e que servia de escape aos assaltantes. No dia seguinte ao assalto, a guarda municipal me chamou e recuperei meus documentos e minha bíblia. Lá pude ver um trabalho sério e bem feito. Por isso, sou a favor da instalação da guarda municipal em Londrina. Além de ajudar nas escolas, a GM poderá ajudar a manter os bosques com a sua verdadeira função: área de lazer e contemplação.
LIANE LIE TODA LOTURCO (tecnóloga ambiental) - Assaí
Radar pra quê?
Se tem uma coisa que considero uma afronta é a multa de trânsito. Não vejo motivo para esse tipo de atitude a não ser a arrecadação, pois nunca sabemos para onde vai e quais os fins tomados com tanta arrecadação. Afinal, serão R$ 141 mil só para pagar os aluguéis dos radares! Considerando um valor médio de R$ 100 cada multa, terão que ser autuados pelo menos 1.410 carros por mês. Temos que considerar o lucro que a CMTU quer obter com isso, e não deve ser pouco. A quantidade de veículos multados será muito maior. Se queremos um trânsito educado temos que proceder para que isso aconteça. Se um condutor dirigir de forma arriscada, deveria ser advertido e depois da segunda advertência refazer sua carteira de habilitação.
LUCIANA FLÁVIA MUNHOZ (administradora de empresas) -Londrina
Terra de ninguém
O nosso prefeito não se conteve em apenas deixar Londrina com tantos buracos, com tamanha vergonha na saúde. Ele tinha que fazer mais e conseguiu: a cidade está nas mãos dos bandidos. Agora ele autorizou os radares. A intenção nem é arrecadar dinheiro, pois são apenas 47. Mas acredito que no último sábado, ele tremeu de tanto rir em seu sofá, quando foi ao ar, no jornal Hoje, que Londrina estatisticamente está mais perigosa que São Paulo e o Rio de Janeiro. É uma pena que um prefeito só possa ter dois mandatos seguidos, pois o nosso o deveria concorrer a mais um mandato. Imagine o que mais ele conseguiria em quatro anos?
CARLOS FERNANDO AMANCIO (representante propagandista) - Londrina
Tudo ao contrário
Neste momento em que vivemos o aumento da criminalidade e do grande surto de dengue, aparecem políticos mostrando um pouco de serviço à comunidade. Na cidade em que resido, somente após constatar inúmeros casos de dengue é que as providências foram tomadas. Em cidades com grandes índices de criminalidade estão pedindo a presença do Exército. Seria mais viável se as providências tão propaladas em palanques eleitorais fossem realizadas antes dos fatos se concretizarem. Como não é o pagador de impostos que decide o que se deve fazer, esperamos que um dia uma mente iluminada possa fazer deste nosso Brasil um país consciente e sério.
ROMEU EDISON PAULINO (professor aposentado) - Florestópolis
Médicos
Não é só Londrina que não dá valor aos médicos, em Maringá também. As duas maiores cidades do Norte do Paraná pagam pouco para quem cuida das nossas enfermidades. Eles são obrigados a se expor à sua própria saúde, pois têm que trabalhar o triplo de suas forças. São dois empregos e mais horas extras à noite em plantões quase sem dormir direito nos hospitais. Já houve caso de médico plantonista em hospital em Maringá morrer de parada cardíaca no próprio serviço de tanta estafa. Se um vereador ganha R$ 5.700 para dar nome de ruas, por que um médico tem que ganhar tão pouco?
THEREZA MARIA BARROS (aposentada) - Londrina
Atendimento na Caixa
Gostaria de que algum gerente da Caixa Econômica viesse a público esclarecer o procedimento para que se marque um horário de atendimento. Liguei antes das 10h e a atendente disse que ainda não havia iniciado o agendamento. Tentei ligar às 10h e só consegui ser atendido dez minutos depois. Aguardei mais dez minutos para então a atendente me dizer que não havia mais horário no setor de FGTS. A impressão que temos é que a Caixa não quer as pessoas numa fila dentro do banco, mas não percebe que existe uma fila do lado de fora para marcar horário. Até quando a Caixa Econômica continuará desrespeitando as leis e as pessoas?
RUBENS BARBOSA JUNIOR (assistende de departamento pessoal) - Londrina





