CARTAS
Pra beneficiar quem?
Gostaria de expressar minha indignação com os serviços de corte de árvores. Moro ao lado de um fundo de vale e, semana passada, fui surpreendida pelos trabalhadores da Prefeitura fazendo o corte de um pinheiro-do-paraná (Araucária) que está em extinção. A justificativa é que estaria podre. Não sei a quem isto pode beneficiar, pois não existe nada ao redor já que se trata de um terreno vazio coberto pelo matagal. O mato ficou no mesmo lugar. Não bastasse isso, colocaram fogo em alguns troncos e ainda deixaram galhos no local. Como podemos acreditar em órgãos públicos que vão arrancar árvores em terrenos vazios?
LUCIANA VITORETTI DE OLIVEIRA (dona de casa) - Londrina
Médicos públicos
Londrina vem enfrentando problemas na saúde. Temos uma alta demanda por serviços médicos. No entanto, em alguns dos concursos públicos realizados pela Prefeitura para contratação de médicos sequer houve o número esperado de inscritos devido aos salários baixos. Uma cidade, que é referência nacional em medicina, não poderia pagar tão pouco aos médicos que têm a responsabilidade de evitar que vidas se percam por falta de atendimento. A cidade de Toledo está oferecendo 20 vagas para médicos com salários de R$ 3.900, Telêmaco Borba oferece nove vagas com salários de R$ 6.200, enquanto Londrina oferece apenas cinco vagas para quase 600 mil habitantes com um mísero salário de R$ 2.500. O prefeito Nedson Micheleti deveria repensar sobre os salários pagos aos médicos.
ANTONIO APARECIDO SILVA (publicitário) - Londrina
Serviços da Sanepar
Creio que quando a Sanepar cobra por um serviço, deveria executá-lo completamente. Ela é a primeira a cobrar por serviços prestados e até mesmo desligar a ligação de água quando não há o pagamento. Pedi a ligação do esgoto em minha residência, paguei o quanto me foi cobrado e na rua ficou o buraco aberto já faz três meses. Pedi à Sanepar que o buraco fosse tapado e me responderam simplesmente que quem faz este serviço é o Pavilon e que há uma grande fila de espera aguardando serem realizados.
MAURICIO KALAU GONZÁLES (professor universitário) - Londrina
Menores impunes
Em plena tarde, na Av. São Paulo, um menor e um maior assaltaram um jovem na semana passada. A população reagiu e capturou o menor. A Polícia chegou, mas nada pôde fazer, pois a legislação não permite uma ação mais efetiva. Segundo o policial que atendeu a ocorrência, o menor já era conhecido por praticar furtos e arrombamentos. Apesar da reação da população, ele foi solto sem punição e pronto para assaltar mais um na outra esquina. Até quando nossa legislação irá permitir que menores continuem livres para praticar crimes? Chega de impunidade! Devem ocorrer mudanças no sistema prisional, no Estatuto da Crianca e do Adolescente e no Código Penal.
ALEXANDRE GUIMARÃES MELATTI (estudante de Direito) - Londrina
Só eu estou certo?
As declarações do prefeito Nedson de que Londrina está bem-cuidada e do secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, de que quase não há problemas de violência em nossa cidade me fazem lembrar, por analogia, os meus tempos de Exército. Quando das ordens unidas, comandados pelo sargento, às vezes acontecia de todo o pelotão bater o pé direito e um único soldado, o esquerdo. O sargento, então, paralisava a ordem unida e dizia ao soldado: ''Vou tirar uma foto sua e você vai levar para a sua mamãezinha dizendo que só você está certo''! Será que devemos fazer o mesmo com nossas autoridades?
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Discriminação
Lendo a matéria ''Estado capacita professores'' (Cidades, 20/4), fiquei indignado com algumas atitudes da Secretaria de Estado da Educação. Para este programa, mil e duzentos professores da rede estadual de ensino estão afastados de sala de aula para dedicar toda carga horária ao Programa de Desenvolvimento Educacional. Nós, professores que também estamos fazendo um mestrado ou doutorado, mas que não fazemos parte desse PDE, temos que ficar em sala de aula. Até podemos nos afastar do trabalho para nos dedicar aos estudos, mas o que nos permitem é uma licença sem remuneração, diferente dos professores do PDE que continuam recebendo. Quais as diferenças entre esses professores e nós, se todo nosso estudo ou pesquisa será para benefício do próprio Estado?
RICARDO DESIDÉRIO DA SILVA (professor mestrando) - Londrina





