Insegurança

Seria cômico, se não fosse trágico o fato da Câmara de Vereadores aprovar um requerimento pedindo ajuda ao Exército para a segurança da cidade. O trágico é o reconhecimento que a situação é crítica e não há nenhuma ação da Prefeitura, nem do governo estadual, para amenizar a sensação de insegurança. Se do lado do governo nossa majestade e seus vassalos acreditam que a segurança pública do Paraná é a melhor do mundo, do lado do município o prefeito insiste em não criar a guarda municipal lavando as mãos no caso da segurança.

WILSON FRANCISCO MOREIRA (agente penitenciário) - Londrina



Exército em Londrina

O presidente do Conselho de Segurança de Londrina, Jorge Zeve Coimbra, deveria dar alguma contribuição para a cidade e deixar de puxar o saco do prefeito e do governador. Ele que apresente uma idéia melhor a curto prazo. Parabéns aos vereadores que tiveram esta idéia. Afinal, o Exército é pago com o dinheiro do trabalhador e não pode ficar ocioso. O povo vai se sentir mais seguro por algum tempo.

SHIRLEY DOS SANTOS SOUZA (pedagoga) - Londrina



Estado frágil

Instalação de porta giratória em lotérica de Cambé e o pedido da Câmara de Vereadores de Londrina para uso das Forças Armadas na cidade são consequências da fragilidade do Estado no combate à violência. Não podemos deixar de ressaltar que, segundo a Constituição, o Exército não auxilia nos trabalhos de outros cargos governamentais, mas sim assume a condução do combate ao crime. Ao contrário do que muitos pensam o uso de militares não é o milagre para a paz urbana. A solução é de longo prazo e com investimento na educação.

PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante de Jornalismo) - Londrina



Erradicação de árvores

Chegamos ao limite da ignorância. Agora a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, representada pelo seu secretário, diz que permitirá a erradicação de árvores para se valorizar a fachada da loja (como tem feito os grandes supermercados). Entramos nos mercados para fazer compras e não para ficar admirando a arquitetura. A população precisa muito mais de uma empresa que valorize o meio ambiente e não a estética.

YURI AUGUSTUS BARBOSA VARGAS (estudante de Direito) - Londrina



Corte de árvores

A discricionariedade do poder público é limitada pelo interesse público, ou seja, atos discricionários não podem atingir o interesse da coletividade. Erradicar árvores sadias para atender interesses individuais de comerciantes afronta o interesse público. Isso ocorre numa cidade onde se divulga aos quatro ventos que as políticas ambientais são firmes e sérias e cujo secretário, que é advogado e entende de leis e princípios administrativos, promete que vai estancar a sanha destruidora de árvores. Mais parece uma arbitrariedade do que uma discricionariedade. Também esquece o secretário o princípio da isonomia e igualdade entre os contribuintes, ao permitir que, discricionariamente, quem tem mais dinheiro pode erradicar árvores sadias.

LORIANE COMELI (jornalista) - Londrina



Crime ambiental

Lendo na FOLHA a entrevista com o senhor Gérson da Silva, não tenho dúvidas que o prefeito Nedson cometeu um crime ambiental ao colocá-lo como secretário do Meio Ambiente de Londrina.

JUAREZ REZENDE ARAUJO (membro do Conselho Municipal de Cultura) - Londrina



Árvores

Sugiro ao prefeito Nedson Micheleti que aconselhe seu secretário de Meio Ambiente, Gérson da Silva, e ter mais cuidado com as declarações públicas. O secretário defendeu, em entrevista à FOLHA, a erradicação de árvores sadias se isto contribuir para a valorização imobiliária. Recentemente, também na FOLHA, disse que rejeita todo pedido de erradicação por motivo de segurança. Assim, derrubar árvores com fins comerciais, pode; em benefício da segurança pública, não.

JOSÉ ANTONIO PEDRIALI (jornalista) - Londrina



Natureza agradece

Associação Santa Ruth de Sertanópolis, loteamento de chácaras às margens da Represa Capivara em Sertanópolis, parabeniza a Duke Energy pela volta do nível da represa após longa estiagem de mais de um ano. Tivemos que contemplar um horizonte vazio, seco e triste com uma vegetação rasteira no lugar das águas deslumbrantes que nos fortalece, enchendo os chacareiros de alegria.

ASSOCIAÇÃO SANTA RUTH - Sertanópolis



Correção

- A foto da matéria ''Empreiteiro discorda de Requião e nega repasse'', publicada na edição de ontem da FOLHA (Política, pág. 5), é do advogado Mário Lobo.

mockup