CARTAS
Segurança
Londrina tem 500 mil habitantes. É muito melhor discutir um plano de segurança para esta cidade agora, do que quando ela tiver dois milhões de habitantes, a exemplo do que acontece no Rio de Janeiro. Já escrevi panfletos e falei na mídia para alertar a sociedade e os políticos da região, mas foi tudo em vão. Esperaram casas serem invadidas por marginais, balas perdidas, tiroteios, roubos em semáforos e morte de inocentes para dar início ao debate. O poder público municipal também é responsável pela violência em Londrina por não atrair empresas para se instalarem no município, oferecendo emprego e melhor condição econômica para a população. Sabe do que Londrina precisa? É de uma Secretaria Municipal de Segurança para que possamos trabalhar com a realidade local. Poderíamos implantar a guarda municipal e trabalhar em conjunto com as várias forças para diminuir a violência.
EDISON BALDUINO MARINHO (policial militar) - Londrina
Secretário ET
Pode ter sido Londrina a primeira cidade do mundo a filmar, entrevistar e fotografar um autêntico extraterrestre. Geneticistas de todo o planeta estarão se dirigindo à cidade. Pela desfaçatez demonstrada, tudo leva a crer que as pesquisas científicas comprovarão que a face deste ET é composta unicamente pelos genes que, aqui na Terra, caracterizam a madeira. Se couber o trocadilho, madeira da lei.
MÁRCIA GUIMARÃES (professora) - Londrina
Tragédia nos EUA
Que direito temos de julgar a tragédia provocada por um jovem franco atirador que assassinou 32 pessoas e feriu outras 21 no campus da Universidade de Virginia Tech, no leste dos EUA. E no nosso país, esse governo que mata e exila dezenas de pessoas por dia? São crianças, adultos, idosos que morrem de fome, frio, violência, nas filas dos hospitais, por falta água, remédio, comida, ensino, segurança, casa, esperança. Mas falta mesmo é vergonha na cara dos que governam um país rico em recursos naturais e que o povo vive na miséria. O salário é mínimo e miserável para quem tem casa para sustentar, filho para criar, educar. O caso do jovem atirador será estudado por especialistas, e o Brasil será estudado?
FERNANDA MAMPRIN (turismóloga) - Londrina
Pessoas especiais
Na última segunda-feira assisti ao VII Festival Regional Nossa Arte realizado no Cine-Teatro Ouro Verde pela Escola de Educação Especial (ILECE), APAE de Londrina e Coordenadoria Regional de Artes. O evento reuniu centenas de crianças e adolescentes com necessidades especiais que estudam nas APAES da região. Fui para a dança ''Quatro Elementos'' da APAE de Cambé, grupo que meu tio com síndrome de Down faz parte. Fiquei encantada com tamanha dedicação e energia de todas aquelas crianças que, com um simples olhar, fazem você repensar sobre o verdadeiro significado da felicidade. Algumas não andam, outras têm dificuldade para falar, mas todas têm algo em comum: simpatia e a alegria estampada no rosto que, mesmo diante das dificuldades, não economizam um sorriso sequer. A sociedade precisa entender e aceitar que pessoas com síndrome de Down ou com alguma necessidade especial têm condições de fazer e participar de atividades artísticas, trabalhar, passear e até mesmo namorar. Mais festivais como esse deveriam acontecer.
MICHELI MONGE (jornalista) - Cambé
Força ao ACP
É trio-de-ferro pra cá, é trio-de-ferro pra lá e nem uma ''linhazinha'' sequer sobre o Atlético Clube Paranavaí (ACP). É com pesar que percebo na ''Folha Esporte'' a ausência de notícias sobre o valente ''Vermelhinho do fim da linha'' e, consequentemente, do futebol do interior do Paraná. É preciso destacar o desempenho heróico de um clube que sem recursos maiores vem ano a ano honrando sua torcida, a exemplo do ''Tigre Cianorte'', do Rio Branco e outros times. Vamos reconhecer, ainda que só nesta semana decisiva do Campeonato Paranaense, o trabalho iniciado em 1946 com Natal Francisco, Waldemiro Wagner e tantos outros que ainda hoje percebem no futebol uma ferramenta de psicoterapia de extrema eficácia.
ELOY MACHADO DE MORAES FILHO (autônomo) - Palotina
Ladrão conselheiro
Li domingo a reportagem da FOLHA sobre os assaltos nas propriedades rurais da região. Incrível, até o bandido aconselha o sitiante a se mudar para um apartamento na cidade. Não há lugar seguro num país sem segurança. Só se ele se mudar para a penitenciária, aí nenhum ladrão vai lá. Engraçado, se pegam um cidadão que nunca fez nada errado com uma arma ele vai preso.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis





