Não aos radares

Enquanto balas perdidas ferem e matam pessoas, professores são assaltados, jovens são mortos, ocorre arrastão no semáforo da Tiradentes com Maringá, traficantes usam os banheiros públicos de dia e de noite para seu comércio, lojas são arrombadas e assaltadas, carros e motos são tomados à mão armada, a administração municipal de Londrina pretende instalar mais uma indústria para arrecadar com os radares a um custo de quase R$ 12 milhões. Mais uma terceirização para mostrar a incompetência dos administradores da coisa pública. Se o trânsito é caótico, vamos investir esse dinheiro na solução dos problemas viários, como sincronização dos semáforos, readequação dos cruzamentos perigosos, onda amarela nos horários mais perigosos. Vamos construir viadutos, rotatórias, proibir conversões perigosas, instalar câmeras de vídeo para surpreender indivíduos suspeitos e capturá-los antes que ajam. É hora de deixar de lado essa infeliz idéia dos radares.

REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor e professor) - Londrina


Basta de insegurança

Plagiando o prefeito Nedson, também acho que Londrina está bem-cuidada: pelos omissos, bandidos, baderneiros, traficantes, desocupados, invasores, aventureiros, flanelinhas, políticos corruptos, etc. A ousadia dos bandidos em Londrina deve estar, guardadas as devidas proporções, superando a do Rio de Janeiro. O número de sequestros-relâmpago é alarmante; assaltos e assassinatos ocorrem todos os dias; agressões e sequestros de professores estão se tornando rotina; e até os policiais têm tido as motocicletas e armas roubadas. Em um assalto, recentemente, jogaram álcool em duas freiras e com a caixa de fósforos na mão fizeram ameaças de incendiá-las. Enquanto isso, o Governo do Estado, o nosso prefeito, os vereadores e a população permanecem inertes, como se tudo isso fosse normal. Temos que tomar uma posição urgente. Nós, cidadãos de bem, não podemos aceitar que uma minoria nos domine.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Trem-bala

A História, num arroubo de generosidade, está oferecendo ao presidente Lula a oportunidade singular de imortalizar-se, como ocorreu com Juscelino Kubitschek com a construção de Brasília. É imprescindível entabular urgentes negociações com a França e o Japão para definir qual a melhor proposta desses países para a construção de uma linha do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro. Só assim, o principal aeroporto do país, Congonhas, seria descongestionado aliviando a segunda mais importante ponte-aérea do planeta. Essa iniciativa seria muito oportuna dado o ''apagão aéreo'' que castiga os passageiros há sofridos meses.

ANTONIO D™NATZ RIBEIRO DA SILVA (auditor fiscal) - Curitiba


Exposição e sujeira

Lendo a FOLHA de domingo observei o Arquivo Folha sobre o final da feira agropecuária em abril de 1986. Nessa época, tinha 1 ano de idade. Hoje a feira evoluiu, mas a sujeira continua. Moro no Jardim São Francisco e todo ano que estive na feira observei que as ruas estão sempre limpas, pois são contratadas pessoas para esse serviço. Porém, cadê a consideração com os moradores do bairro que, do início ao término da feira, ficam à mercê da sujeira (saquinhos de maçã-do-amor, copos descartáveis, palitos de churrasquinhos e vários outros)? Acho que poderiam olhar um pouco para fora da feira e espalhar lixeiras na calçada em volta do Parque Ney Braga e pôr pessoas para catar a sujeira. Afinal, a sujeira ocorre devido à feira.

ÉRICA VANESSA HENRIQUES DA SILVA (auxiliar administrativo) - Londrina


Concurso do teatro

Sobre o artigo ''Teatro Municipal de Londrina'', do arquiteto e professor Eduardo Suzuki, a administração municipal gostaria de esclarecer: 1º- As críticas construtivas do professor podem e devem ser observadas pelos arquitetos vencedores do concurso. Verificada, é claro, a autonomia destes na realização do projeto executivo do teatro; 2º- A única exigência da Prefeitura ao IAB-PR, quanto à formação do júri, foi o notório saber de seus membros, quesito prontamente atendido; 3º- Acreditamos que Londrina possui profissionais deste naipe. Destacamos que, a bem da isenção do processo, a seleção dos membros do júri ficou a cargo do instituto, que é o único no Brasil capacitado e habilitado para realizar concursos públicos de arquitetura; 4º- É preciso reiterar que a Prefeitura tem recebido inúmeros apoios e elogios pela iniciativa do concurso e está plenamente satisfeita com seu resultado. Pretendemos realizar outros ainda nesta gestão; 5º- A realização do concurso, o desenvolvimento do projeto executivo pelos arquitetos vencedores, a doação do terreno para o município e a aprovação de emenda orçamentária para o início da obra são os passos mais importantes e concretos dados pela cidade na realização desse sonho de 60 anos. O Teatro Municipal começa a se tornar realidade.

NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA

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