Violência nas escolas

A matéria deste Jornal sobre violência nas escolas e a entrevista com o educador Virgílio Tomasetti Jr. vão gerar muita polêmica, mas também deverão ser um marco sobre o assunto. Quando ele fala de exclusão, vejo isso como alternativa para mudanças: é a escola ter autonomia para dizer ao aluno ou à família que determinado aluno tem que estudar em outra sala, turno ou até mesmo em outra escola. Seria uma forma de punir aluno agressivo que vive causando problemas. Só que o direito da escolha do aluno ou da família não pode ser ferido conforme diz o Estatuto da Criança e do Adolescente. O problema não é só social, é cultural e político. O dia em que nossos deputados se preocuparem mais com a escola em vez de ficarem brigando com o governo para nomear assessores, saírem dos seus gabinetes e conhecerem a verdadeira realidade das escolas, as coisas poderão mudar.

EZIDIO BIASI REDE (professor) - Santa Cruz de Monte Castelo



Violência nas escolas 2

Confesso ter ficado decepcionada ao ler as cartas publicadas na edição de quarta-feira da FOLHA. ''Indignação'' foi o que senti às palavras da sra. Jacqueline Micali, não apenas pelo comentário, mas principalmente por se tratar de uma assistente social. Em vez de acreditar que exista violência somente em escolas públicas, inicie seu trabalho, assistindo famílias com dificuldades para educar seus filhos, por exemplo. O professor Virgílio foi bastante suscinto ao dizer que educar não é realizar as vontades dos filhos e, pelo que vejo, isso também é uma falha de algumas famílias da classe alta ( basta lembrar os jovens ricos que incendiaram o índio pataxó em Brasília anos atrás). Parabéns, prof. Virgílio pela clareza de suas palavras.

MAÍSA FERNANDA DE ALMEIDA (estudante de Odontologia) - Londrina



Um mundo à parte

Vamos criar um mundo à parte: os bonzinhos de um lado, os ruinzinhos de outro. Afinal resolverá todos os problemas da violência. O ensino de qualidade é um privilégio de poucos que têm como pagar e muito bem. Vamos todos levantar a bandeira da discriminação, ou até mesmo do extermínio, pois se pessoas não podem ser incluídas após cometerem um erro, vamos exterminá-las de vez. Em outras palavras, foi estas afirmações que o ''educador'' Virgílio Tomassetti Jr. colocou ao tratar de excluir aqueles que ele intitulou como delinquentes. Aonde falta educação, sobra violência, quanto maior a exclusão mais resultados negativos teremos e toda sociedade sofrerá com isso, mesmo aqueles que acreditam que estão protegidos pelos muros de seus condomínios fechados.

VALQUIRIA APARECIDA DIAS CAPRIOLI (assistente social) - Londrina



Direitos da maioria

Será que a solução da violência é um estado de raça pura? Fiquei chocado com a entrevista do educador Virgílio Tomassetti Jr. (Especial, 8/4) e com o conteúdo segregacionista que ele emprega. É fácil retirarmos das escolas os marginais e darmos aula como se o problema estivesse resolvido. Ele pode não nos causar danos dentro de sala, mas e lá fora? Você estará a salvo? Que tal investirmos na Educação? Por que ao invés de excluirmos o ''marginal'' não incluímos profissionais qualificados para trabalhar com tal clientela (como por exemplo psicólogos nas escolas)? Por que não montar uma estrutura psico-pedagógica eficaz? Não seria melhor do que apenas deixarmos de lado um problema que só tende a virar uma bola de neve?

FÁBIO RICARDO RODRIGUES BRASILINO (estudante de Direito) - Cambé



Rabino Sobel

Solidarizo-me com o educador Virgílio Tomasetti Jr. A história é sempre a mesma: pobre furta para comer (crime famélico) um pote de margarina, vai para a cadeia. Um cidadão furta gravatas de 650 dólares cada, a séria polícia norte-americana o prende e o ladrão ''sofre de distúrbios''. Ressalte-se que o ladrão pagou a fiança de US$ 3.500.

ODAIR MEDEIROS (advogado) - Santo Antônio da Platina



Henry Sobel

Quanto à carta da estudante Nathália Teixeira, gostaria de dizer que os médicos do Hospital Albert Einstein emitiram laudo atestando que o rabino Henry Sobel está sofrendo de transtornos comportamentais. Várias pessoas já haviam testemunhado episódios de confusão mental anteriores ao ocorrido em Miami. O rabino ainda não foi julgado, portanto, está na condição de suspeito, não de culpado (daí a comparação com o caso da Escola Base). Quem estuda Direito sabe a diferença. É interessante conhecer a biografia e as grandes realizações do rabino para deduzir que ele não se encontra em seu estado mental normal. Por tudo isso, contestei o educador, pois enquanto a imprensa apenas se limitou a noticiar o fato, ele emitiu juízo de valor sem conhecimento global do caso, denegrindo a imagem do rabino.

JULIO ERNESTO BAHR (publicitário) - Londrina

mockup