Direitos da maioria

Li a entrevista do professor Virgílio Tomasetti Jr., e algumas cartas criticando a sua postura. Conheço esse conceituado educador e ele tem razão: temos que eliminar as ''maçãs podres'' do cesto. Não importa se o colégio é particular ou público, do centro ou da periferia, não podemos ''passar a mão na cabeça'' de alunos que não querem estudar e rotulá-los como ''coitadinhos'' vítimas da má distribuição de renda do país. Mau caráter não é sinônimo de pobreza, portanto é preciso excluir sim os desordeiros das salas de aula, pois os bem-intencionados, que felizmente são maioria, querem se preparar para o futuro. Os pais que não souberam, não quiseram ou não foram responsáveis pela ''educação de berço'' dos seus filhos que busquem outras soluções. Vamos parar com essa mania de botar a culpa de todas as mazelas do país na exclusão social. No caso da violência contra professores, a Secretaria de Educação tem que agir com rigor e firmeza, sem condescendência com os marmanjos e covardes agressores: polícia neles!

LUDINEI PICELLI (administrador de Empresas) - Londrina


Direitos da maioria 2

Achei descabida a comparação que o leitor Julio Ernesto Bahr fez entre o rabino Henry Sobel e a Escola Base de São Paulo. A ruína daquela escola deveu-se às acusações infundadas feitas por colegas seus, publicitários, acusando os proprietários de práticas libidinosas com alunos. O furto das gravatas ainda não teve explicação convincente. Não compreendo qual relação possa haver com os problemas levantados pelo professor Virgílio Tomasetti Jr., que não teve medo de pôr o dedo da ferida da impunidade e da hipocrisia.

NATHÁLIA TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina


Que maioria?

Fiquei perplexa com a reportagem com o educador Virgílio Tomasetti Jr., principalmente com a denominação ''educador''. É o que está acontecendo em nosso país: os educadores deixaram de exercer o seu papel e se tornaram julgadores e supostas vítimas de um sistema que eles e nós criamos. O sr. Virgílio tem razão ninguém luta pelo direito da maioria, somente está equivocado de quem seja a maioria. Talvez, esteja defendendo a maioria de seus ''pagadores'' que pagam por uma educação. Porque a maioria que conheço são jovens de famílias que sequer têm acesso a uma educação sucateada.

ANA LUCIA CONDE (assistente social) - Londrina


Dever cumprido

Foi com tristeza que li ontem o matéria ''Usina de asfalto está com dias contados'' (Cidades, pág. 5). Eu como meus colegas que, trabalhamos desde a implantação desta usina de asfalto, acompanhamos a vida desta incansável máquina de fazer asfalto. De tantos serviços prestados, de inúmeros buracos tapados, milhões de ruas recuperadas e sem contar dos milhões de metros quadrados de pavimentação da nossa querida Londrina. Dói-me pensar que, desde a extinção da Autarquia do Serviço de Pavimentação de Londrina (Pavilon) criada pelo então prefeito Dalton Paranaguá, este patrimônio construído ao longo dos anos tenha chegado o fim. Solidarizo-me com os colegas da matéria e todos os colegas que puderam acompanhar a vida desta gloriosa autarquia.

LUIZ HIROSHI OMOTO (engenheiro civil) - Londrina


Infidelidade partidária

Gostaria de discordar da opinião do advogado Moises de Godoy (''Infidelidade partidária'', Espaço Aberto, pág. 2). O povo sem instrução pode até votar no candidato sem perceber a sigla, mas isso sobremaneira deve servir como argumento para o vergonhoso troca-troca de partidos. A questão é mais ampla: quando um candidato trai a legenda e bandeia-se para um partido ''diferente'' do de origem, o mesmo fere a democracia que apregoa o equilíbrio de bases ideológicas e o exercício republicano. Maior exemplo é a própria CPI do Apagão Aéreo. O povo a deseja obviamente, dado a vergonha que se encontra a situação dos vôos no Brasil, sem falar nas denúncias de corrupção dentro da Infraero e, em virtude dos deputados que mudaram de oposição para situação, os deputados de oposição não conseguem a quantidade suficiente de votos para implantá-la.

MARCO ANTONIO CITO (empresário) - Londrina


Evangélico esclarece

A respeito da matéria ''Sem abrigo, mãe passa Páscoa com filho na UTI'', publicada na FOLHA, no dia 9/4, o Hospital Evangélico esclarece que presta toda assistência para pais de crianças internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. Os pais têm apoio psicológico, assistência social, recebem alimentação, têm direito a banho e telefone, têm livre acesso à UTI onde o filho está internado, e quando a família não é da cidade, o hospital providencia estadia em casas de apoio.


ASSESSORIA DE IMPRENSA DO HOSPITAL EVANGÉLICO


Correção

- Diferentemente do que a FOLHA publicou ontem na matéria ''PSDB protocola ação em que requer vagas na Câmara'' (Política, pág. 4), o filiado tucano Fabiano Rocha não é advogado.



- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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