CARTAS
Rabino Sobel
É inconcebível que o sr. Virgílio Tomasetti Jr., um educador com 55 anos de idade e cabelos brancos como ele mesmo afirma, coloque na entrevista dada domingo à FOLHA uma comparação tão descabida apontando o rabino Henry Sobel como um simples ladrão. O educador demonstra falta de informações. O rabino Sobel não é o ''rabino maior do Brasil.'' Talvez seja o mais conhecido. Há vários rabinos no país tão ou mais importantes. Ele é o presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista. Citá-lo apenas como um ladrão de gravatas é grosseiro. O educador deve ter faltado a alguma aula sobre ética e não aprendeu nada com o célebre problema da Escola Base de São Paulo quando equívocos e acusações falsas levaram à ruína a escola e seus proprietários.
JULIO ERNESTO BAHR (publicitário) - Londrina
Indignação
Ao ler a matéria ''Por que ninguém luta pelos direitos da maioria'' (Especial, pág. 10), domingo na FOLHA, fiquei perplexa com as afirmações de uma pessoa que se intitulava educador. Após tomar conhecimento que o educador tratava-se de um diretor de uma das maiores escolas particulares de Londrina, compreendi suas colocações. Fica fácil tratar de exclusão quando o problema não faz parte de sua realidade. Difícil é trabalhar com a escola pública, nas periferias, aonde se o aluno for excluído a família não terá como contratar outra escola particular. Torna-se fácil culpar famílias, adolescentes, quando os retira de um contexto nacional, quando não se faz uma análise ampla de um país sucateado, pela ausência de políticas públicas e pela corrupção sem precedentes. Difícil é ter atitude de em público cobrar mais justiça, melhor distribuição de renda e acesso de todos aos bens de consumo.
JACQUELINE MARÇAL DE SOUZA MICALI (assistente social) - Londrina-á
Futebol pé-vermelho
Moro em Curitiba há 33 anos, sou ''pé-vermelho'' com muita sastifação e gostaria de saber quando é que os homens ligados ao esporte de Londrina e os empresários da ''filha de Londres'' vão criar um time de futebol competitivo? Existe um bom estádio, o ''Café'', e Londrina é a segunda cidade do Paraná. Está mais do que na hora de parar de brincar com o futebol e criar um time que orgulhe os ''pés-vermelhos'', os senhores não acham?
DANIEL SILVA ANDRADE (empresário) - Curitiba
Seduzido pelo crime
Os fatos narrados na reportagem da FOLHA, domingo, são estarrecedores. A solução para conter o crime está aos olhos de todos. O exemplo tem de vir de cima, do governo. Os crimes cometidos por parlamentares e sem punição e o dinheiro desviado que poderiam ser aplicados na educação e reestruturação familiar, são um dos motivos para o aumento da criminalidade. A escola não tem atenção devida das autoridades que estão apenas preocupadas em enriquecer e garantir o futuro dos seus filhos, deixando os filhos dos menos favorecidos sem segurança.
VALDIR ARMANDO BOEING (estudante) - Londrina
Esperança nas escolas
As últimas notícias são muito tristes com relação à violência nas escolas, mas felizmente também ocorrem fatos marcados pela emoção e pelo reconhecimento. Como vou ficar um ano afastada da sala de aula para participar de um programa de desenvolvimento educacional, fiquei emocionada com as manifestações de carinho recebidas dos alunos na minha despedida. Tenho certeza que não foi o ''meu'' trabalho, mas sim o esforço de toda uma equipe, que busca o melhor para nossa escola. Ainda há esperança que existem jovens responsáveis e solidários. É preciso acreditar que nem tudo está perdido.
JEANNE ANNA MARIA VAN HELVOORT LENGERT (professora) - Londrina
Toca ruidosa
Como morador do edifício vizinho à fraternidade católica Toca de Assis julgo necessário tecer considerações sobre os hábitos da entidade. Afigura-se um desrespeito com os moradores da região a fraternidade organizar uma celebração barulhenta, em pátio aberto, fazendo uso de instrumentos musicais amplificados até as 2 horas da madrugada. A extremada manifestação só terminou neste horário, aos gritos dos seus guardiões de ''vamos acordar todo mundo e Feliz Páscoa''. Infelizmente, para os que tentavam dormir, a Páscoa não começou tão feliz como o desejado. O respeito mútuo que pregam deve atingir a todos, e não somente aos pobres moradores de rua.
ROBSON MARCELO ANTUNES MARTINS (advogado) - Londrina
Correção
- Diferentemente do informado ontem na matéria ''Guarda Escolar previne criminalidade'' (Cidades, pág. 3), o valor de R$ 640 mil é repassado anualmente pela prefeitura de Cambé para o Conselho Comuntário de Segurança, mantenedor da Guarda Escolar Comunitária.





