CARTAS
Violência nas escolas
Extremamente corajosa a entrevista da professor Virgílio Tomasetti domingo na FOLHA. Ele ignorou a hipocrisia que domina nossa sociedade e colocou o dedo na ferida da violência. Espero que outros educadores e toda a sociedade se solidarizem com esta causa, que não se omitam. A violência tomou conta dos centros urbanos, do campo e agora dos templos sagrados das igrejas e das escolas. A mais absoluta inversão do valores morais: atacar quem quer promover o bem e libertar seu agressor. Não adianta o discurso paternalista e demagógico de políticos, sociólogos, sindicalistas. É preciso ouvir o discurso da população que contribui, paga impostos, gera empregos, cria oportunidades de desenvolvimento para o país. É esta a população que está sendo roubada, agredida, humilhada e cerceada em sua liberdade de expressão. Enquanto só nosso patrimônio físico for atacado podemos suportar criando novas frentes. Mas nosso patrimônio familiar é irrecuperável e insubstituível. É muito bom saber, ainda, que um professor de escola particular se preocupa com os alunos de escolas públicas. Isso é ser um educador! Parabéns, professor Virgílio pela coragem de dizer a verdade por mais irônico que isso possa parecer.
CLAUDIA MARIA GUIMARÃES ROSSETTO (proprietária rural) -Londrina
Direitos da maioria
O que fazer com a violência nas escolas? Além das disciplinas, diretores e professores acumulam as funções de pai, mãe, conselheiro sentimental, psicólogos, analistas, médicos, delegados, advogados e ainda teriam que carregar uma maleta de primeiros socorros. Como mudar isso? O problema é que raramente temos nas escolas públicas, principalmente no período noturno, filhos de presidente, de governadores, de deputados, de artistas famosos, de Ronaldinhos, de juízes e de promotores.
JOÃO GONÇALVES DE SOUZA SOBRINHO (técnico administrativo) - São Tomé
Tubarão 51 anos
Realmente o Londrina Esporte Clube não teve muito o que comemorar nos seus 51 anos no último dia 5. Sem títulos e prestígio, restaram apenas três carros numa carreata deprimente para um clube que já conseguiu um dia dar alguma alegria aos seus torcedores. A única coisa que não faltou no aniversário foi lixo que se encontra acumulado em frente ao Estádio VGD nas ruas Jorge Casone e Amazonas. Triste maneira de comemorar 51 anos.
FERNANDO GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina
Usina no Tibagi
A construção de uma usina acarreta muitos impactos ambientais e sociais. A fauna e a flora serão atingidos, os solos férteis tendem a desaparecer e muitos pequenos produtores também sofrerão as consequências desta grande obra no Rio Tibagi. Isso não é preocupante? Concordar com a construção é concordar com o extermínio da fauna e da flora. A história nos mostra que a construção da usina de Itaipu trouxe consequências ambientais e sociais sentidas até hoje, a vegetação do Parque Iguaçu afetada, fauna em extinção, terras férteis inundadas, pequenos produtores perderam suas terras, tribos indígenas dizimadas, crescente número de favelas em Foz do Iguaçu (muitas pessoas que perderam as terras e não tinham lugar para onde ir). É claro que a proporção é menor, mas o mal é o mesmo e tem de ser evitado. Parabenizo aqueles que são contra a construção que trará mais malefício à sociedade. Investir em outras fontes de energia se faz necessário.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina
Absurdo
Não existe palavra mais coerente para a situação que vemos na Exposição de Londrina todos os anos. É sempre a mesma história: tiros disparados e ninguém analisa o verdadeiro erro. Rural, Ministerio Público e Polícia Militar decidem fechar as barracas universitárias. Quando a PM irá revistar as pessoas que entram no Parque Ney Braga? É fácil culpar as barracas apenas porque ali ocorreram os disparos, mas para estar ali teve que passar pelas entradas do parqueou não? Vamos esperar acontecer uma morte para passarmos a revistar as pessoas e evitar que fatos como esses ocorram novamente?
ALEXANDRE GUIMARÃES MELATTI (estudante de Direito) - Londrina
Guarda Municipal
A guarda municipal de Foz Do Iguaçu é um exemplo para o País. Morava lá e ela protege a população e o patrimônio público dando um pouco mais de segurança, bem diferente do que vejo em Londrina nestes três anos que moro aqui. O que vejo são os agentes da CMTU apavorando os camelôs no Calçadão e escondidos atrás dos postes nos sinaleiros multando quem pára na faixa e quem estiver falando ao telefone.
EDILSON VANDERLEI DAMIAN (gerente administrativo) - Londrina





