Violência nas escolas

Como perito criminal, educador, pai e dentro de alguns dias avô, não poderia me calar diante de uma matéria espetacular como essa que a FOLHA DE LONDRINA publicou a respeito dos direitos da maioria, numa entrevista especial da jornalista Rosângela Vale com o educador Virgílio Tomasetti Jr. Concordo com tudo o que foi exposto pelo professor, acrescentando que aí está um caminho a ser seguido pelas autoridades: punição para aqueles que saírem da linha em prol dos que andam nela. Já recortei a bela matéria da FOLHA para enviar para a minha filha que será mãe em alguns dias e irei adquirir o livro ''Educando nossos Filhos'' do professor Virgílio. Apenas um senão: ao citar o caso do rabino que furtou gravatas e foi preso na Flórida, o professor relata que fica difícil entender o ato. Porém, me parece que isso não acontece com o governador Roberto Requião, que finge não conhecer Londrina, pois em mais um dos seus infinitos deslizes divulgou nota ''se solidarizando'' com o ladrão de gravatas num horroroso exemplo. Pode?

LUIZ VICTOR VAL MYSZKOWSKI (perito criminal) - Londrina


Violência estudantil

Li com muita atenção a entrevista do professor Vergílio Tomasetti, ontem na FOLHA, e gostaria de parabenizá-lo. Opiniões verdadeiras e corajosas das quais concordo plenamente. Quando não se valoriza a maioria a favor de poucos, o caos é implantado. Há muita acomodação com desculpa de miséria e frustração. Dias atrás, conversando com uma comerciante, ela me disse: ''Não consigo mão-de-obra nem para ensinar, as pessoas chegam precisando do trabalho e se dão ao luxo de duas horas depois nos deixar na mão dizendo: 'Não gostei do serviço', ou 'Tem que trabalhar aos sábados'''. Já trabalhei nos Estados Unidos e o que mais admiro lá, é que só ganha quem trabalha. Faltou, não recebe. Quer trabalhar de segunda a segunda, pode. Aqui, muitos direitos e poucos deveres. Quando, de fato, começarmos a aplicar, as penalidades para aqueles que não cumprem os seus deveres, seja em qualquer idade, lugar e classe social poderemos pensar em um futuro melhor.

SORAIA DE OLIVEIRA MACARINI (administradora de Empresas) - Londrina



Apagão aéreo

É lamentável o apagão aéreo que pode colocar em risco a vida de muitas pessoas. A Justiça determinou a instalação de uma CPI, mas a base governista não aceita. Poderia fazer uma CPI para atender aos pobres que andam de ônibus Brasil afora? As nossas rodovias são uma forca de Tiradentes, o transporte urbano é caro e desumano. Gostaria que os governantes andassem de ônibus nesta época do ano na rodovia que liga Juína, Colniza e Aripuanã no Mato Grosso ou então fossem transitar nas estradas de terra do Pará.

NELSON CARLOS FERREIRA (comerciante) - Barbosa Ferraz


Radares no trânsito

De acordo com o divulgado pela FOLHA, o objetivo da contratação de uma empresa para a instalação de radares no trânsito de Londrina, por R$ 11,8 milhões para 30 meses de contrato, é decorrente do histórico de acidentes nos últimos anos. Mas que o histórico de furtos, roubos, sequestros relâmpagos e assassinatos é exponencialmente maior que os acidentes no trânsito. Deveríamos ter câmeras de segurança, mas o Executivo e o Legislativo não vêem dessa forma. Só podemos concluir que a preocupação da atual administração está voltada para as receitas das multas advindas dos radares e não para a segurança do cidadão.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Curiosidade

Será que se a Inglaterra capturasse marinheiros iranianos xeretando em suas águas ela também os libertaria, todos sorridentes, bonitinhos e arrumadinhos, após 15 dias? Duvido! Provavelmente a esta altura, atendendo obedientemente a determinação do colega norte-americano, estariam em Guantanamo fazendo companhia a centenas ou milhares de outros prisioneiros, que sofrem torturas que fazem qualquer um falar até o que não sabe ou fez.

HABIB SAGUIAH NETO (professor) - Marataízes (ES)



Imputabilidade penal

A imputabilidade penal não se satisfaz com a capacidade de entender o fato ilícito, é necessário a capacidade de discernimento. O critério utilizado pelo artigo 228 da CF/88 é meramente biológico, ou seja, completamente fora da realidade dos jovens de hoje. Imagine se fôssemos considerar adolescentes pelo critério utilizado pela OMS, que diz que a adolescência vai até os 24 anos. Teríamos muitos problemas nessa questão. O artigo 228 da CF/88 é conexo com o artigo 60, º 4º, IV da mesma carta, mas como vimos, foi elaborado pelos critérios biológicos, o que não é aconselhável, diante da realidade de informação e de formação dos jovens nos dias atuais.

ANDERSON CARLOS SACHETIM GARCIA (bacharel em Direito) - Londrina

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