Educação esquecida

Motoristas das empresas de transportes ganham, em início de carreira, R$ 1.200. Os cobradores R$ 757. O inicial da Polícia Militar é R$ 1.200. O da Polícia Civil, R$ 1.400. O inicial de carreira no magistério do Estado é R$ 515 por 20 horas-aula. A Prefeitura de Londrina paga R$ 750. Inicial de carreira do ensino superior no Paraná é de R$ 960 (40 horas-aula). Para ser soldado, motorista e cobrador não há necessidade de curso superior, recebendo, além do salário, uniforme, transporte, cesta básica. Já o professor... Aliem-se a esse caos nos salários dos professores, a insegurança, as agressões. E quando se fala em reposição para o magistério, governantes e apaniguados vêm com a história da Lei de Responsabilidade Fiscal. Desenvolvimento e cidadania só existem quando se tem uma estrutura educacional.

ERNESTO FERREIRA DE OLIVEIRA (professor) - Londrina




Barulho na noite

Com relação à entrevista da promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin (30/3), e o Editorial da FOLHA (31/3), gostaria de informar alguns números. Somente a empresa que represento na região faz por ano a cobertura de foto e vídeo em 180 eventos de formatura para, em média, 3 mil formandos. Em um baile de formatura - para 600 convidados - trabalham 100 pessoas e os valores movimentados por uma única turma chegam a R$ 450 mil, sem contar os impostos e taxas recolhidos pelas empresas. O que estamos vendo é o resultado de uma falta de análise para autorizar a implantação de clubes em locais residenciais ou para implantar-se residências onde já haviam esses estabelecimentos. Se pensarmos só barulho, se o município adotou a posição de cidade universitária autorizando a implantação dessa quantidade de instituições, tem que saber que no final de 4 ou 5 anos existe uma formatura que é a única fonte de renda para muitas famílias.

ELLINTON HENRIQUE JOSÉ BOTELHO (empresário) - Londrina




Ursinho

Dias atrás um simpático ursinho ficou mundialmente conhecido. Desprezado pela mãe e adotado pelos humanos, o ursinho espalhou sua natural simpatia em todos os meios de comunicação. É brincalhão e sua imagem encanta a todos. Se ficamos tão embevecidos com um bebê ursinho, então é natural que um bebê humano nos desperte muito mais sentimentos. Então, como explicar tantos quase-bebês espalhados pelas ruas? Quando passamos por pequeninos implorando esmolas nos sinaleiros, na nossa mente passa um filme veloz e nos perguntamos o que acontecerá com essa criança no resto do dia? Não queremos ''ver'', mas o filme é projetado e instiga. O filme da história de vida dessa criança, não tem trilha sonora e as imagens são cinzas. O enredo? Todos conhecemos. Então, temos alguns segundos de indignação, ''cortamos nosso coração'' e ''lavamos nossas mãos''. Por quê? Porque a culpa não é nossa é dos nossos governantes, ''afinal, já pagamos muitos impostos''.

OSÉAS PEÇANHA DO NASCIMENTO (músico) - Londrina




Trincheiras da covardia

Estão pressionado a instituição errada. A violência não é culpa da polícia dos vereadores, do prefeito ou do governador, mas dos deputados federais, dos senadores e do inerte presidente da República. Passeata, roupa branca, preta ou qualquer outra cor é demonstração de fraqueza. É isto mesmo que os bandidos querem. Precisamos de atitudes concretas. Leis de iniciativa popular que tornem o crime não compensador, que resgatem a família, a qual se deteriora junto com a sociedade e inversamente proporcional à bandidagem. Estas medidas não serão tomadas por esta sociedade que se esconde atrás dos muros, alarmes, carros blindados e condomínios, verdadeiras trincheiras da covardia.

JOSÉ MARIA DE CARVALHO (auditor) - Londrina

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