Ética x pirataria
Com relação à pesquisa realizada pelo Instituto Provar (Economia, pág. 4, 27/3), dizendo que o consumidor não tem ética na hora de levar vantagens ao bolso e por isso compra produtos piratas, gostaria de saber se este órgão pesquisou também os industriais, empresários, artistas ou produtores para apurar se os mesmos têm ética na hora de lançar seus produtos no mercado com preços absurdos? Se já pequisou as prefeituras que aprovam a construção de prédios destinados ao comércio de produtos piratas? Se não, essa pesquisa é sem valor. Quanto aos R$ 30 bilhões de impostos deixados de arrecadar devido à pirataria é só usar a ética que temos em Brasília, nas Câmaras de Vereadores ou nas licitaçoes forjadas, assim esse dinheiro entraria nos cofres públicos.
EDSON MOREIRA SENE (prestador de serviços) - Londrina

SOS biblioteca
Muito louvável a iniciativa da Prefeitura de Londrina em destinar R$ 33 milhões para a construção do Teatro Municipal. Mas gostaria de dar uma sugestão: doem (porque lá parece que é só na base da doação) 0,5%, ou mesmo 0,1%, deste valor à nossa tão sucateada e desatualizada Biblioteca Municipal, com enciclopédias editadas há 30 anos e outros livros superados. Por incrível que pareça, o livro ainda é cultura e informação para muita gente que também vota.
JOÃO BATISTA DOS SANTOS (escriturário) - Londrina

CPMF
Defendo a manutenção CPMF, pois o imposto é aplicado de forma igual a todos. Sua forma é a mais inteligente. O governo arrecada utilizando uma estrutura terceirizada de arrecadação que não lhe custa nada. Os bancos fazem este recolhimento e entregam à União os recursos que foram arrecadados sem custo operacional. As pessoas de baixa renda estão protegidas através das contas-salário e da poupança, investimento popular. A única ressalva que faço é que os valores pagos pelos contribuintes poderiam ser deduzidos de outros impostos a pagar como IRPF, IRPJ, IPI, etc. Desta forma a base de arrecadação aumentaria a tributação seria mais justa e os contribuintes poderiam escapar de serem tributados duas vezes.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (representante comercial) - Londrina

Recado do mosquito
Embora o problema da dengue atinja a todos, é evidente que as péssimas qualidades sanitárias contribuem para a sua proliferação. Não basta o governo gastar milhões quando as coisas começam a ficar insuportáveis. O ideal seria gastar bilhões a longo prazo para melhorar a qualidade de vida. É investindo pesado na educação que iremos dar aos futuros cidadãos consciência crítica, dignidade e capacitação. Fica difícil imaginar que, por causa do mosquito e das multas, amanhã todos estaremos numa cidade limpa, onde as pessoas, mesmo vivendo na periferia, habitam casas simples mas limpas e cercadas por flores e gramas aparadas e, o mais importante, servidas por água encanada, rede de esgoto, escolas, iluminação e segurança. O mosquito não tem culpa, na verdade ele está avisando: ''É preciso primeiro erradicar a hipocrisia''.
OSÉAS PEÇANHA (músico) - Londrina

Desperdício de água
Há uma preocupação que se espalha pelo mundo com a ameaça de faltar água potável dentro de 50 anos. A ciência permanece em alerta. A elevação do nível das águas do mar virá pelo degelo das calotas polares há milhões de anos acumuladas. Enquanto isso, estamos sendo aconselhados a gastar menos água para evitar desperdício. Mas basta sair à rua para nos deparar com o ignorante esguicho de água em que se lavam calçadas seja em edifícios ou em casas de remediados, imitados nesse dispêndio de água tratada que pagamos à Sanepar. É uma incoerência.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina

Sobra de empregos
Fiquei indignado com a colocação do gerente do Sistema Nacional de Empregos (Sine) em Londrina, Roberto Gonçalves, segunda-feira na FOLHA. Não adianta vir a público e ficar falando que estão sobrando vagas de emprego e não fazer nada para capacitar os trabalhadores. Hoje todos os empregadores querem profissionais experientes e atualizados. Mas o que os empregadores e os órgãos estão fazendo para aumentar a qualificação desses trabalhadores? Quando você aumenta sua qualificação a remuneração tem que ser proporcional ou será que o mercado está querendo um doutor no assunto e remunerar com um salário?
LUCAS CALVI (gestor comercial) - Londrina

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