CARTAS
Locadoras x camelôs
Quando cheguei em Londrina, havia o Cine Ouro Verde, o Cine Jóia, o Cine Augustus e o Cine Londrina, o Cine Vila Rica, o Cine Espacial e o Cine Com-Tour (um dos poucos no Brasil com sala especial para fumantes assistirem aos filmes). Cadê eles? Sumiram. Só restou o Com-Tour. Grande parte da culpa por isso deve ser creditada às videolocadoras. Na época, nenhum proprietário se queixou ou assumiu parte da culpa. Agora, as lojas de locação de vídeos se voltam contra os camelôs. Deviam se lembrar que o mundo gira e a história se repete: ''Quem com ferro fere, com ferro será ferido''. Em tempo: sou cliente de vídeolocadora.
ALEX SOARES DE ALMEIDA (professor) - Londrina
Vergonha
Gostaria de parabenizar a FOLHA DE LONDRINA por mais este exemplo para a administração municipal de Londrina. Fiquei perplexo ao ver na capa da edição de domingo a foto de um dono de locadora quebrando seus produtos como forma de protesto, pois a administração prefere fazer vistas grossas a fazer valer a lei. É difícil ler o diretor de fiscalização da CMTU, Álvaro Grotti Jr., afirmar que seus fiscais não podem fiscalizar a pirataria, mas o que tem a dizer a respeito dos muros do terminal de ônibus central onde vemos capas de DVDs piratas? Será que ele não vai fiscalizar isso também?
MILTON ALEXANDRE DOS SANTOS (representante comercial) - Cambé
Violência
A violência só pode ser contida a longo prazo. O trabalho tem de ser de base na educação das pessoas, no lar, na escola. Tem que se oferecer um novo horizonte às classes menos favorecidas, dar condição de conhecerem o lado bom da vida. E isso as autoridades não estão fazendo. É o caso dos computadores cedidos pela Sercomtel às escolas municipais e que foram recolhidos sem explicações plausíveis, interrompendo o processo de informatização. Eles prestavam grande auxílio aos estudantes. Assim não vamos chegar a lugar nenhum.
VALDIR ARMANDO BOEING (estudante) - Londrina
Ensino Fundamental
É lamentável a postura do professor Arnaldo Vicente, membro do Conselho Estadual de Educação do Paraná, que em suas declarações à FOLHA afirma que o juiz não leu a Constituição e errou em sua decisão em primeira instância ao conceder a liminar que garante a matrícula de nossos filhos no primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos. Surpreende-nos a forma que este conselheiro acusa que esta decisão judicial atende a critérios econômicos das escolas particulares, pois elas não têm medido esforços para elevarem a qualidade do ensino fundamental aos níveis de países desenvolvidos, conforme o próprio conselheiro afirma. Com que direito um membro do Conselho Estadual de Educação pode dirigir-se à família paranaense, aos magistrados e às escolas particulares com tamanha falta de educação?
PAULINO MITSUO KAKUNO (cirurgião-dentista) - Londrina
Redução da maioridade
Excelente e oportuno o artigo do advogado e professor Gabriel Bertim Almeida (25/2) sobre a delicada situação da redução da maioridade penal. A questão não está em reduzir a maioridade penal, mas sim, na discussão ampla e profunda pelo Estado, família e sociedade da aplicação e execução das medidas aplicadas aos menores. O Estado não está cumprindo suas políticas sociais básicas, a família não tem estrutura e abandona a criança e a sociedade não exige do poder público a execução de políticas sociais voltadas à criança e ao adolescente. O Brasil precisa crescer, gerar empregos, e investir em melhorias sociais.
INACIO GOMES DA SILVA (estudante de Direito) - Londrina
Cão para servir
A questão dos ataques cães se mostra polêmica. Porém, o erro está na cultura associada à criação de cães. Alguém se pergunta antes de comprar: ''Por que devo escolher determinada raça?'' Londrina ainda vende animais em ''pet shop'' sem o menor critério, causando sofrimento aos filhotes. Tudo pelo impulso consumista. Cães devem ter funções bem definidas em um ambiente familiar. A família é sua nova matilha. Cães de trabalho, como os de guarda, devem ser tratados como soldados que são: alimentação, treino físico e relação de subordinação. O American Pit Bull Terrier tem por função a rinha. No entanto, a adaptação permite que desempenhe a guarda. Por isso, não se compra animais sem ter condições de criação e sem um papel delimitado no ambiente em que ele será inserido.
CLÁUDIO ANTÔNIO DE PAIVA SIMON (estudante) - Londrina





