CARTAS
Violência e mentiras
Nesta semana minha esposa se tornou mais uma vítima dos seqüestres relâmpagos. Na esquina da Rua Goiás com a Rua Brasil, uma mulher se lançou à frente do veículo forçando-o a parar e dois marginais armados tomaram a direção. Depois de tomar tudo o que tinha e destruir o carro com manobras desvairadas, deixaram-na no meio do mato com o carro quebrado. Sem saber onde estava, ficou 6 horas (até 4 horas da manhã) esperando que eu ou a polícia a encontrasse. A observação da polícia é sempre interessante nestes casos: Tem acontecido muitos casos iguais e este em nossa cidade. Como se não tivessem nada a ver com isso e demonstrando sua incapacidade em conter o avanço da violência. Até quando vamos achar que a violência é um fenômeno social gratuito, sem razões profundas? Até quando vamos achar que a violência pode ser contida somente nos seus efeitos, com maior número de presídios, com a maioridade penal diminuída para 16 anos, com penas mais rigorosas, etc.? Até quando vamos achar que a crise econômica e política são maiores que a crise moral e ética que vivemos? Se somente um dos três poderes não fosse corrompido, não haveria corrupção.
JORGE LUIZ AUDIBERT
(engenheiro civil) Londrina
Obrigado, FOLHA!
Sou um assíduo leitor deste jornal que há 59 anos vem vivenciando e escrevendo a história de nossa cidade, prestando um serviço de qualidade, credibilidade, em diversas áreas do conhecimento, levando informações importantes aos seus leitores de Londrina, e do Paraná. A FOLHA DE LONDRINA está entre os melhores jornais do País. Quando pego o jornal pela manhã, vejo os acontecimentos da primeira página, em seguida, viro a página para o que mais me chama atenção: Página 2 Opinião. Tenho o prazer de saber a opinião dos leitores, e também de escrever as minhas dúvidas, questionamentos, cobranças, reflexões. Quando vejo que foram publicadas fico contente e me dá mais ânimo para estar sempre escrevendo sobre temas de interesse social. Temos um espaço na FOLHA, onde podemos exercer nossos direitos como cidadãos democráticos, protestando, revindicando o melhor para nossa cidade e população.
FLORINDO DA SILVA LIMA
(comerciante) Londrina
Aquecimento
Precisamos urgentemente preservar nossas matas e nascentes. Mas para brecar o aquecimento global é preciso fazer um arrastão para conscientizar a população a parar de aumentar, pois quanto mais gente mais poluição, destruição, lixão. Pare e olhe nas escolas quanta criança. Aonde vamos parar? E ninguém quer trabalhar. Pela lei menor não vai preso e não pode trabalhar. Quem não começa trabalhar desde cedo, não acostuma e nem aprende. É igual estudar, tem que começar desde pequeno para poder pegar gosto. Trabalho desde os 11 anos, tenho 49 hoje, e não morri por isso. Acho que um casal deveria ter direito a ter no máximo dois filhos. Deveria haver uma lei multando os casais que tivessem mais de dois filhos, e não o governo ter que sustentar com bolsa escola.
VERONICA VOLOSKI SANTOS
(dona de casa) Roncador
Maioridade penal
O problema a ser discutido pelo Congresso não é a redução da maioridade penal para 16 anos, é sim discutir o combate das causas que levam o jovem à violência e à cirminalidade. O mal deve ser cortado pela raiz. Desemprego, falta de educação de qualidade, preconceito com o pobre e o negro e muitos outros fatores que marginalizam os jovens das periferias. O Congresso deveria discutir e criar leis sobre o primeiro emprego, criar condições para a abertura de mais vagas nas universidades públicas, melhorias na qualidade do ensino fundamental e médio. Deveria discutir como investir em cultura e educação e levá-las aos jovens que estão em risco social.
ANTONIO FABIANO PEREIRA
(auxiliar administrativo) Cornélio Procópio
CORREÇÃO
- A queda de um raio provocou incêndio em um tanque carregado com 672 mil litros de álcool combustível, na Destilaria Americana, em Nova América da Colina, e não 672 litros como foi publicado na edição de ontem.





