CARTAS
Cartel
Até hoje não justificaram o preço tão alto de gasolina em Londrina. Basta percorrer alguns quilômetros para encontrar gasolina, em Cambé, a preços muito inferiores àqueles cobrados pelos postos de nossa cidade. Na divisa entre as duas cidades, o referido combustível é de R$ 2,42 o litro, enquanto que aqui o produto é comercializado a R$ 2,54, uma diferença absurda de 0,12 por litro. Em Campo Mourão, encontra-se gasolina a R$ 2,29, ocorrendo uma diferença de R$ 0,25 em comparação a Londrina. Comenta-se que na Capital do Estado a gasolina é vendida até a R$ 2,05. O que justifica tamanha diferença de preços? Estaria ocorrendo cartel entre os postos de combustíveis de Londrina? Alô Ministério Público e Procon!
ANTONIO ESTEVES DA SILVA (servidor público aposentado) - Londrina
'Grande quintal'
Os países ricos prometem investir no Brasil em usinas de álcool, no financiamento de plantações de cana, no subsídio à indústria do setor. Tudo para incrementar a produção de álcool e seus derivados. Daqui a poucos anos nos orgulharemos deste feito: seremos os maiores exportadores do produto e nos encheremos de orgulho verde-amarelo. Porém, na realidade, o povo continuará a passar fome, a receber as migalhas dos programas sociais do governo, enquanto os megausineiros, os grandes latifundiários e os investidores internacionais colherão todos os lucros. Continuaremos a ser o ''grande quintal'' dos países desenvolvidos, os maiores exportadores de matéria-prima, enquanto a população não tem onde plantar e nem ao menos onde morar.
ESMERALDINO FRANCO (professor) - Londrina
Crime ambiental?
Desmatar e cuidar de terrenos públicos para plantar hortas e frutas é crime ambiental. Só não é crime ambiental quando a Prefeitura de Londrina deixa as praças abandonadas e, às vezes, até avenidas criando insetos e oferecendo risco para a comunidade. Temos o exemplo da duplicação da Rua Goiás: logo temos que acender uma velinha para comemorar o primeiro aniversário. Tamanha irresponsabilidade, também não deveria ser crime?
NELSON MEIRA DA SILVA (técnico em telecomunicações) - Londrina
Radares
Londrina tem se tornado uma cidade violenta. No município de Praia Grande (SP), a violência estava muito grande. A prefeitura instalou câmeras de segurança e monitoramento por toda a cidade para controlar a criminalidade, além dos reforços policiais. A cidade possui hoje cerca de 800 câmeras, em avenidas, no calçadão da orla da praia, em edifícios públicos e locais de grande movimento. Desde dezembro de 2002, com a central de monitoramento e o trabalho integrado da guarda municipal com as polícias Civil e Militar, os índices de homicídio e assaltos tiveram queda de 36% e os de vandalismo de mais de 90%. As câmeras não são apenas um instrumento de auxílio nas investigações, mas também inibem a ação dos marginais. Ao invés de adotar medidas úteis como essa, Londrina irá instalar 40 novos radares de fiscalização de velocidade.
MARLON TUMUSHI (estudante de Marketing e Propaganda) - Londrina
Natalidade
Sou a favor do controle de natalidade. Deve-se dar o direito a ter filhos. Mas as prefeituras, através dos servicos sociais, deveriam percorrer as favelas e perguntar ao casal se quer ter mais filhos. Caso a resposta seja não, oferecer gratuitamente à mulher ou ao homem (vasoctomia) cirurgia gratuita pela rede municipal de saúde. Certamente, o índice de criminalidade, principalmente em Londrina, diminuiria consideravelmente. Não adianta dizer que há programa de controle de natalidade através de palestras e uso de camisinha, pois a realidade social e cultural das favelas não coloca em prática estes ensinamentos.
GERSONLY RODRIGUES DE OLIVEIRA (funcionário público) -Londrina
Serviço jurídico
Em artigo publicado pela FOLHA (24/2) denunciei que o serviço jurídico da Prefeitura de Londrina não promove o regular andamento dos processos de cobrança dos impostos e citei um exemplo próprio, da execução 99-97, da 6 Vara. O procurador do Município, Sérgio Veríssimo, contestou (27/2) dizendo que não é verdade. Disse também que o Município tem cerca de 50 mil processos judiciais de cobranças. Mas a questão é mais profunda: há processos de cobranças de IPTU retidos desde 2003, 2004 e 2005, certamente por desinteresse do Município. Como estão as dívidas vencidas e as cobranças dos IPTUs milionários, como do Shopping Catuaí, das grandes loteadoras, enfim dos grandões inadimplentes? Quantos advogados o Município têm para essas cobranças? Quantos tinha em 1980, 1990? Qual o último concurso para advogado? Se os que tem o Município são poucos para o serviço, que se terceirize a custo zero. Será que algum interesse outro impede a contratação de mais advogados?
OSVALDO GIMENES (advogado) - Londrina





