CARTAS
Socorro
Infelizmente este é um relato de um assalto à mão armada. Dois bandidos, jovens e apresentáveis, cada um com sua arma. Um tomou o lugar de meu marido e fiquei com minha filha no colo no banco do passageiro. Logo ficamos livres, graças a Deus. Levaram uma carteira, o carro e alguns bens materiais. Deixaram conosco o medo, a descrença e uma experiência negativa, cada vez mais comum e banalizada. O consolo é que poderia ter sido bem pior. Que bom que fomos vítimas obedientes, entregamos tudo o que exigiram e voltamos para casa sãos e salvos. Espero que os bandidos sejam bonzinhos com suas próximas vítimas. Eu não vou perder minha fé. Considero Londrina uma cidade linda, e sei que revolta não nos leva a nada. A história da minha família é número nas estatísticas da violência. Só poderemos reverter um quadro assim quando as estatísticas mostrarem o crescimento do investimento em educação.
WALKIRIA SANTOS (jornalista) - Londrina
Educação
A falta de tempo para nossas próprias vidas é um problema constante da sociedade. Coisas simples que nos traziam bem-estar são deixadas de lado para que possamos passar mais horas na frente da TV ou do computador. Mas o que todo mundo esquece é da importância do ser humano do ponto de vista biológico e psicológico, do ser que deve estar em constante integração com o meio em que vive. Nesse ponto entra a educação. Quem tem qualidade de vida tem educação e consciência de que atitudes simples, como passar a vez para quem está com menos mercadorias em uma fila de supermercado, fazem a diferença. A educação melhora a relação eu-outros. A partir do momento que haver interesse das pessoas em educar para vida, aí sim teremos uma sociedade com menos diferenças acentuando valores básicos como amizade, cooperação, aceitação e auto-estima.
MAURÍCIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) -
Londrina
Carreta atropela LEC
Londrina merecia um time à altura das suas tradições esportivas. Há muito que repensar, mas a questão principal permanece: o que acontece com as lideranças econômicas da cidade não se interessam em mobilizar-se em torno do objetivo esportivo comum que é criar e manter um clube de futebol solidamente estruturado? Será que o futebol londrinense desapareceu com o Carlos Antônio Franchello? O LEC deveria, por obrigação, estar disputando pelo menos a série B do Brasileiro.
DOUGLAS NELSON ROTHEN (engenheiro civil) - Curitiba
Indignação
Dói o coração saber que o grupo de mulheres batalhadoras, que tanto se dedica tentado manter o Centro de Educação Infantil Haydee Colli Monteiro, foi obrigado a reduzir em 50% o atendimento prejudicando tantas crianças. Mesmo com todas promoções feitas para angariar fundos, é inviável a continuidade nas mesmas proporções. Tudo isto causado por redução de verbas para folha de pagamento. A diminuição do tempo de trabalho do corpo funcional de 8 para 6 horas obrigou a dobrar o número de funcionários e a ajuda fornecida pela Prefeitura de Londrina não corresponde na mesma proporção. Isso inviabilizou a continuidade do número de atendimento, contrariando a política social governamental que é dar maior atendimento às classes mais necessitadas. Espero que a prefeitura colabore com as pessoas que se disponibilizam voluntariamente para minimizar desigualdades sociais.
MARGARIDA CELESTINO PIGATTO (comerciante) - Londrina
Terceirização
Em entrevista a uma rádio, o secretário de Gestão de Londrina, Jacks Dias, questionado sobre a terceirização fez sérias críticas a prefeitos anteriores que usaram a tal frente de trabalho de forma ilegal e imoral. Isso desrespeitou a pessoa inatacável do ex-prefeito Wilson Moreira, em cuja gestão foi criada a frente de trabalho. Originariamente a frente de trabalho era composta apenas por operários braçais e seu objetivo era a limpeza e manutenção da cidade. Quem desvirtuou a finalidade original da frente de trabalho foi o sucessor de Moreira, que a transformou em um antro que abrigava profissionais liberais, presidentes de bairros e todo tipo de apaniguados e bajuladores.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina
Fúria anti-Bush
Não aguento mais ouvir falar mal dos Estados Unidos. Quase todos sonham em conseguir um ''green card'' e correr para terra do ''tio Sam''. É muita hipocrisia dos que falam mal de Bush e idolatram o Hugo Chávez da Venezuela. Isso está mais parecendo inveja de um país poderoso. Temos muitas coisas erradas no Brasil e ninguém saiu para protestar como na visita do presidente americano. Francamente, como existe trouxa nesse país.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina





