CARTAS
Bush no Brasil
Em meio à onda de violência que toma conta do País, não pega nada bem para o presidente Lula deslocar 4 mil homens nas ruas a fim de prestar segurança a Bush. E os 600 membros da Infraero deslocados para cuidar do sistema aéreo, será que se esqueceram das crises nos aeroportos? E todo este aparato para um encontro mais de marketing do que de negócios. Esta visita, que trouxe muitos gastos, revolta o povo brasileiro. Logo Lula que era tão crítico dos líderes das grandes potências, principalmente de Bush.
FRANCISCO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo
Bush e protestos
Com relação aos protestos contra a visita do presidente Bush ao Brasil, será que eles sabem ao menos contra quem e o que estão protestando? Poderiam aproveitar também para protestar contra a violência, contra as péssimas condições da saúde pública, contra os altos salários dos políticos e a corrupção, contra as injustiças, contra o cartão de crédito sem limite do presidente Lula, etc. Quem dera se tivéssemos um presidente como Bush.
SÉRGIO TORETO (escriturário) -Goioerê
Hugo Chávez
Ridícula esta moção de repúdio que um deputado oportunista fez votar na Assembléia Legislativa tornando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ''persona non grata''. O governo venezuelano apóia integralmente as relações comerciais entre o Paraná e Venezuela, e é de mau gosto político e diplomático um parlamento brasileiro fazer este tipo de politicagem querendo atacar ''todos os amigos do governador''. O deputado Ney Leprevost deveria sim apresentar nota de repúdio ao ''senhor da guerra'' George W. Bush.
MILTON AZEVEDO DOS SANTOS (técnico em administração) - Curitiba
Chávez: déspota
É um absurdo conceder título de cidadão honorário a um déspota aloprado. Os mesmos deputados que aprovaram a moção de repúdio, aprovaram a concessão de tal título. Dizer que foi desatenção é hilário. Afinal, senhores deputados, vocês (não merecem o tratamento de excelências) aprovam leis e outros assuntos sem ler?
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz
Título a Chávez
Pior que a falta de noção do deputado Ney Leprevost, é o funcionamento da Assembléia. Impressionante a hipocrisia e a irresponsabilidade dos nossos deputados.
MARTA SANTOS (cantora) - Londrina
Descaso na PR-445
Todos os dias pedestres e estudantes da Faculdade Metropolitana sofrem para atravessar as marginais da PR-445 na zona Sul de Londrina. Não há sinalização que auxilie os pedestres. Os estudantes são obrigados ainda a enfrentar barro ou mato para chegar até o ponto de ônibus. Por que ninguém toma atitude? A faculdade diz que o problema é do DER, mas nada é feito. Será que os alunos terão que comprar um caminhão de pedras e jogar no ''caminho'' para chegar à faculdade? E a rotatória para evitar acidentes?
JOSIANE KELLY RIBEIRO (estudante de Direito) - Londrina
Acorda povo!
Sabiam que existe uma lei no Brasil exigindo que empresas devem ter em seu quadro de funcionários de 2% a 5% de deficientes? Por incrível que pareça, sabiam que existe uma falta de deficientes e sobra de empregos? A Agência do Trabalhador de Londrina tem vagas para o deficiente que quiser trabalhar. Mas, curiosamente, vejam só a realidade em nossa cidade: tem uma porção de surdos-mudos que ficam esmolando nas esquinas e não querem os empregos. Claro, deve ser mais fácil pedir esmolas do que trabalhar.
OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina
Carnaval importado?
Durante meus comentários na TV Tarobá, na cobertura do desfile das escolas de samba, não disse que o ''carnaval da Gaviões é importado'' como afirmou ontem a porta-bandeira Ariane Cristina em carta publicada pela FOLHA. Se, em minhas colocações, algo deu a entender isso, peço desculpas. Em minha fala queria destacar a importância da troca de informações. Quanto aos valores apresentados pela Ariane, esclareço que: o Festival de Dança, na sua programação, em 2004, recebeu R$ 37.700,00 do Promic/PML. O Festival nunca recebeu verbas da Funarte. Quanto ao ''Prêmio Funarte/Petrobras'' (que na verdade se chama Prêmio Funarte Klauss Vianna) foi conferido em 2006 para a montagem do espetáculo Fale Baixo, do Ballet de Londrina, do qual sou diretor. Essa verba (R$ 30 mil) nada tem a ver com o Festival. Se formos comparar recursos destinados a cada projeto cultural, todos teremos dificuldades de ''medir'' e definir a justeza. Cada projeto tem sua história, sempre estará inserido em algum lugar que prefiro chamar de comunidade cultural e não de gueto.
LEONARDO RAMOS (professor de balê) - Londrina





