CARTAS
Vantagem
A reportagem ''Roubando para levar vantagem'' (Folha Cidades, pág. 4, 8/3) é reveladora do estado em que chegou a sociedade. Os casos de corruptos que não são punidos, de governantes omissos (incluídos os do Executivo, Legislativo e do Judiciário), nepotistas e hipócritas são tantos que o exemplo se alastra. Infelizmente, nossos filhos têm muito exemplo a seguir e está plantado o ovo da serpente em nosso meio. Não pensem que é gratuito o fato de elegermos governantes corruptos, de fazermos crianças abandonarem a escola, que não ensina nada, de soltarmos ladrões, de degradarmos o meio ambiente, de fazer que não é conosco. Nada disso fica impune. As consequências estão aí para quem quiser ver. O resto é a festa e a violência que estão nas ruas.
EDNALDO BONETTI (comerciante) - Londrina
Furto e hábito
A matéria ''Roubando para levar vantagem'' (Folha Cidades, pág. 4, 8/3), sobre os pequenos furtos cometidos por pessoas que poderiam pagar pelos objetos furtados é de extrema importância. Os crimes patrimoniais, como o furto, manifestam-se de forma muito banalizada. A abordagem da matéria foi pertinente no que se refere aos crimes e a moral. Todo crime, além de ser uma transgressão da norma positiva, denota uma transgressão moral. A questão da moral é tão relevante que é nela em que se baseiam as leis (ou, pelos menos, assim deveria ser) e se ocorrer uma deturpação nessa entidade, isso se refletirá nas normas: se a prática for a de entrar em um supermercado e sair sem pagar pelo que compra, ou consumir sem comprar, haverá a descriminalização desse tipo de furto por força do hábito. Pior, tal conduta será implantada no inconsciente coletivo e o processo se tornará constante.
DIEGO ALEXANDRE RODRIGUES FERREIRA (estudante de Direito) - Londrina
Tragédia
Tragédia lamentável ocorreu no último domingo no Parque Barigui. Um jovem, que foi se refrescar em um lago público sem fiscalização ou placas de orientação, morreu afogado. Curitiba necessita de modelos de lazer como os piscinões do Rio de Janeiro. Aqui não há opção no calor. Que Deus console a família do jovem de apenas 17 anos e que sua alma seja iluminada por Deus.
VAGNER RODRIGO CRUZ (pedagogo) - Curitiba
Hugo Chávez
Como paranaense nato, repudio a idéia da Assembléia Legislativa de conceder o título de cidadão honorário do Estado ao sr. Hugo Chávez, por se tratar de um governante avesso à liberdade de expressão, à democracia e a soberania dos países vizinhos. Também discordo da moção de ''persona non grata''. Certamente o povo paranaense se sentirá envergonhado em concordar com essa honraria ao ditador venezuelano. Os nossos deputados precisam trabalhar para resolver problemas muito mais importantes do nosso Estado, como a segurança pública, por exemplo. Eles custam muito caro para se ocupar de inutilidades.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Vamos educar
Alana Ezequiel, 13 anos, mais uma pessoa morta por bala perdida no Rio (Morro dos Macacos, 5 de março). Recentemente, o caso João Hélio comoveu o país. Até quando vamos sobreviver a essa onda de violência? A primeira solução que nos vem à cabeça é acabar com essa roubalheira federal e investir em educação. Vamos dar boas escolas à população carente para que curse o nível superior por seus próprios méritos. Vamos dar apoio aos pais para que possam estimular seus filhos a levarem seus estudos a sério. É no ensino fundamental e médio que se tem oportunidade de adquirir disciplina, e a educação que se recebe em casa é essencial para isso. Práticas esportivas e carga horária integral nas escolas têm se mostrado mundialmente eficazes no combate à violência. Por que não investimos mais nisso?
LORAINE SALVADORI (estudante de Jornalismo) e RENATA MACIULIS DIP (médica) - Londrina
Carnaval importado?
O coordenador de Festival de Dança de Londrina, Leonardo Ramos, disse durante a transmissão dos desfiles das escolas de samba, feita pela TV Taroba, que o carnaval da Gaviões Londrinense é ''importado'', que compramos tudo no Rio de Janeiro. Isto é um desrespeito às dezenas de profissionais que trabalharam arduamente confeccionando fantasias, carros alegóricos, adereços e alegorias. A Gaviões recebeu apenas R$ 26 mil para fazer um desfile com 200 participantes. Para o seu festival de Dança, o sr. Leonardo conta com R$ 50 mil, mais apoio do Prêmio Funarte/Petrobras (em 2004 foram R$ 70 mil). O Carnaval é uma indústria, mas, parece que o sr. Leonardo Ramos deseja que o Carnaval de Londrina permaneça encerrado numa espécie de gueto cultural, que se restrinja ao fundo de vila, uma visão bem próxima de uma coisa chamada limpeza étnico-social.
ARIANE CRISTINA RODRIGUES (porta-bandeira da Escola de Samba Gaviões Londrinense) - Londrina





