Caso Alexandre
O medo gerado pela violência desmedida que tomou conta de Londrina foi um dos motivos que contribuiu para a prisão do deficiente auditivo Alexandre Pontes. Um comerciante enxergou além da realidade e criou em sua mente uma fantasia que estaria sendo roubado. Talvez, tudo isso não tenha passado de um engano. Entretanto, os erros cometidos pelas autoridades e, inclusive pela promotoria, foram absurdos. Eles simplesmente se esqueceram que bandido segue um padrão de comportamento, estilo, roupa e linguagem, enfim, atitude de delinquente. Todos esses adjetivos faltam a Alexandre. Afirmar que houve indícios para a prisão utilizando-se do argumento que nos crimes patrimoniais a palavra da vítima tem grande valor é um ato irresponsável. Posso citar o exemplo de todo o patrimônio municipal que vem sendo roubado há décadas, sendo de conhecimento do Ministério Público e das autoridades sem que os responsáveis permaneçam na cadeia. Aqui prevalece a máxima: cadeia é para negro, pobre e prostituta e com recentes espaços criados para surdos-mudos.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Polícia deficiente
Com relação à prisão do jovem Alexandre Pontes, o que temos que lamentar é a forma como a prisão do jovem portador de necessidades especiais ocorreu. Tudo indica que houve precipitação e despreparo das autoridades policiais. As circunstâncias que levaram Alexandre à detenção também não nos deixam seguros de que a Justiça foi feita. Segundo a matéria da FOLHA DE LONDRINA, a funcionária do estabelecimento comercial que atendeu o réu (ou seria a vítima?) nada percebeu quando da presença de Alexandre. E passaram-se 13 dias para que o rapaz recebesse a liberdade provisória. Está cada vez mais difícil saber quem são os nossos inimigos. Estamos todos amedrontados com a violência que nos ronda e todos parecem ser culpados até que se prove o contrário. Mas não teria que ser o contrário? A ''deficiência'', neste caso, parece que não está do lado do jovem Alexandre.
FÁBIO LUÍS IWAKURA (administrador de empresas) - Rolândia

Petrobras
O artigo ''Quem paga o custo do lucro da Petrobras?'', de autoria do sr. Gerson Machado (Espaço Aberto, 2/3, pág. 2), constitui um relato surpreendente. O povo vem pagando o custo do extraordinário lucro que a Petrobras vem obtendo ao longo de muitos anos. Poderíamos pagar pelo litro da gasolina um valor igual ou até muito aquém aos R$ 0,20 que vigora no território venezuelano e não os R$ 2,50 ou mais que pagamos aqui. Se o país é auto-suficiente em combustível, por que não compartilhar com o povo esse enorme lucro?
JUVALDIR BILHÃO (corretor de imóveis) - Londrina

Dia da Mulher
Estamos mais inseridas nas várias esferas da sociedade, mas ainda persistem as desigualdades. Somos minoria na política, recebemos salários diferentes para trabalhos iguais, mais de seis milhões de mulheres são agredidas por ano (a maioria dentro de seus lares), e há uma grande insuficiência em políticas públicas e em equipamentos sociais capazes de garantir os direitos humanos das mulheres. Entretanto, hoje, estamos mais fortes, mais seguras e destemidas. E, ao lado dos homens de boa vontade, continuaremos apostando e trabalhando duro, para que as gerações futuras possam finalmente desfrutar das sementes de igualdade de oportunidade que nossa geração vem plantando em solo ainda tão árido. Que todos os dias, também sejam nossos!
ELZA CORREIA (coordenadora da Região Metropolitana de Londrina)

Mulheres poderosas
Não poderia deixar passar em branco este 8 de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, tenho que parabenizá-las pelo desenvolvimento e sucesso alcançado em todas as atividades onde a presença da mulher é percebida ou exigida. Será que não estaria na hora das mulheres se unirem, fazer valer o poder do voto e assumirem os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário? O Brasil necessita de grandes mudanças e verdadeiros líderes. As mulheres têm o poder de gerarem filhos, amá-los, educá-los e protegê-los. É disso que cada brasileiro precisa.
FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina

Às mulheres
O Dia de Internacional da Mulher é uma ocasião para que a mulher faça uma reavaliação dos verdadeiros valores e se torne merecedora da exaltação de suas virtudes. É preciso que ela assuma com responsabilidade, dedicação e amor o papel que lhe cabe fazendo-se respeitar, e respeitar o outro. Uma advertência às companheiras de qualquer faixa etária: um corpo jovem e sadio já é bonito, faz bem aos nossos olhos, em qualquer idade é necessário cuidá-lo e melhorá-lo, mas acho não precisa exibi-lo como um mostruário de vitrine.
IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina

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