CARTAS
Carmen Hilst
Quando vejo uma cena como a da foto estampada na primeira página da FOLHA na última sexta-feira - uma veterinária alimentando um pássaro na boca - penso que ainda há esperança. Me ''alimento'' de cenas como essa para continuar a crer no ser que se torna humano, que se humaniza. Enquanto alguns querem matar, existem ainda pessoas especiais, como a dra. Carmen Hilst, que querem salvar. Essa pequena grande mulher franzina é uma gigante no trabalho que faz, assim como tantos outros que não ganham as páginas do jornal, não recebem homenagens e nem vão se aposentar com milionários salários vitalícios. Enquanto cientistas se reúnem e gastam milhões para estudar os efeitos do clima na destruição do planeta, há pessoas que plantam árvores, brigam anonimamente pelos animais, meio ambiente e dignidade. Gostaria muito que a televisão e os jornais pudessem nos alimentar, mesmo que em pinceladas, com exemplos como este da dra. Carmen Hilst e da equipe Força Verde, porque é desse tipo de notícias que precisamos alimentar os nossos jovens e crianças. Parabéns à FOLHA e ao repórter Guilherme Borges pela matéria.
MARISTELA DE MELLO KOSINSKI (psicóloga) - Londrina
Desperdício
Em tempo de vacas magras o melhor negócio é poupar e otimizar, e não desperdiçar recursos. Ontem pela manhã na Rua Milão aconteceu um ritual que se repete quase todos os meses: a pseudo-operação tapa-buracos. Indagados por qual razão não executavam o serviço com mais eficiência os operários responderam que eram profissionais, sabiam fazer o trabalho com correção, mas recebiam ordem de fazer daquela maneira (só jogar o asfalto, não limpar os buracos, recolher as pedras soltas e nem passar o rolo-compressor). Senhores administradores do Município: a Rua Milão, e muitas outras, necessitam de recape total ou de tapa-buracos decente. Vamos parar de jogar dinheiro do povo pela janela e nos deixar contrariados pela demonstração de ineficiência?
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina
Vergonha
Foi o que aconteceu no jogo da última quarta-feira (28/2) entre LEC e Coritiba. A torcida coxa deveria ter saído do estádio não comemorando, mas sim com vergonha. Faço um apelo à torcida do LEC: quando os times da capital vierem jogar em Londrina, fique em casa descansando ou pegue a família e vá passear, economize dinheiro pois o filme é sempre o mesmo: árbitros mal-intencionados e a torcida da capital rindo de nossas caras.
RICARDO PINTOR DE MELO LIMA (embarcador) - Londrina
Prisão absurda
Londrina volta a ter destaque negativo na mídia nacional. O motivo foi a prisão de um deficiente auditivo que não conseguiu se expressar. Ele foi acusado de roubo e está preso há dez dias. Isso revela a atuação frustrante dos poderes. O Executivo e o Legislativo são os piores da nossa história. O Judiciário, mantendo a mastodôntica letargia, nem tenta justificar por que precisa ganhar R$ 22 mil mensais. A polícia, coitada, atende a roubos e assassinatos diários, mas raramente prende os criminosos, demonstrando o despreparo ao não conseguir distinguir um deficiente auditivo e o colocando atrás das grades. A bandidagem continua livre, ficando presos apenas os inocentes. Talvez, a autoridade competente se mexa e cumpra a sua obrigação de libertar o menino.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (administrador) - Londrina
Anfiteatro do Zerão
A inspeção realizada no Anfiteatro do Zerão demonstra mais uma vez, o total descaso das autoridades e dos órgãos de fiscalização: todos omissos esperando uma tragédia. O anfiteatro foi idealizado para ser um espaço cultural, com boa música, shows e peças de teatro. Entretanto, o abandono dos mesmos que foram inspecioná-lo semana passada, acabou por transformar o teatro em um verdadeiro mocó. Segundo o secretário, o anfiteatro deveria ser inutilizado. Seria melhor para a cidade inutilizarmos a Prefeitura que a cada dia se parece mais com o Anfiteatro do Zerão, ou seja, um verdadeiro depósito de lixo.
NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina
Kimiko Yoshii
Tinha um conceito errado da sra. Kimiko Yoshii do que foi apresentado na entrevista do FOLHA Gente do último domingo. Não a conheço pessoalmente, mas estava acostumado a vê-la somente na coluna social dos jornais de Londrina. Tinha a impressão que ela era daquelas que não queria nada com a dureza, que no mínimo dormia até as onze, recebia café na cama, era cercada de empregadas, motorista particular e tantas outras mordomias. No entanto, pude conhecer a mulher criativa, participativa e batalhadora que faz muita coisa boa acontecer para melhorar a vida de tanta gente. Sua principal lição: ''As pessoas falam em responsabilidade social, mas para mim é amor ao próximo''. Realmente um bom exemplo!
EMÍDIO CASAGRANDE (administrador de Empresas) - Londrina





