CARTAS
Ecologistas de galinheiro
Em benefício da segurança noturna na UEL, a administração bobeou e fez o corte de duas árvores bem no início das aulas. Foi o bastante para os ''ecologistas de galinheiro'' se manifestarem furiosamente. É sempre assim no Brasil: lembram do varejo e esquecem-se do atacado. O Paraná e o Mato Grosso estão devastados, a Amazônia está sumindo e eles ficam vociferando bravamente por causa de problemas menores e pontuais. Há tempos um ex-governador do Amazonas disse que ''Vocês não gostam de gente; vocês gostam é de lacraia, barata, escorpião, aranha e grilos! Gente não tem importância!'' Em nosso caso, ladrão, assaltante traficante não tem importância. Por que estes ''ecologistas de galinheiro'' não se movimentam em prol do replantio das florestas paranaenses? Ou do replantio das perobas no campus? Ou da melhoria das condições das favelas no entorno da UEL ?
LUIZ ANTONIO FELIX (professor universitário) - Londrina
Dengue
Tenho sérias dúvidas quanto à seriedade com que se combate a dengue. Preocupam-me com os ferros-velhos, mas e os pátios do Detran abarrotados de veículos de toda espécie e as pilhas de carros sinistrados nos postos da Polícia Rodoviária? O que as secretarias de Saúde, estadual e municipal estão efetivamente fazendo para combater estes criadouros de insetos, aranhas e ratos? A Polícia Rodoviária poderia explicar por que os carros acidentados devem permanecer nos seus pátios até virar pó?
JOHAN ELBERTUS SCHEFFER (professor) - Castro
Transporte ruim
Não existe coisa pior do que você esperar ônibus no Terminal Urbano de Londrina. Justamente nos horários de pico que você mais precisa do transporte, é um caos. A gente deveria chegar no local de trabalho com ânimo, mas chega estressado e revoltado com o tratamento de choque que passa. Quando você chega às 7 horas no local já tem uma multidão esperando e chega mais gente. Quando você chega no ponto é um empurra-empurra e o estresse aumenta. Nestes horários, é um salve-se quem puder. As pessoas pagam para ter um transporte digno e decente, mas não são respeitadas. Isto é abusivo. As autoridades têm que dar um jeito. Quando vamos ter um meio de transporte à altura do preço que pagamos?
LUCIMAR BATISTA DE SOUSA (técnico em telecomunicações) -Londrina
Descaso com mortos
No dia 14 de fevereiro fui ao Cemitério Jardim da Saudade para acertar a reforma de um túmulo de um parente. Fiquei surpreso e indignado com a cena com que deparei: os corredores que dão acesso aos túmulos estão abandonados: em alguns pontos o mato chega a mais de metro. Há túmulos com vidros e objetos quebrados, numa demostração de descaso. Segundo um pedreiro que trabalha no local, há muito tempo não existe segurança e menores e adultos invadem o cemitério para cometer vandalismo e furtos. O descaso que não poupa sequer os nossos entes queridos que já se foram.
FÁBIO EDGAR SILVA (assistente administrativo) - Londrina
Esmola nos sinais
Em resposta à carta ''Indústria da esmola'', do arquiteto Osvaldo Santos Jr., publicada pela FOLHA no dia 6/2, a Associação dos Surdos de Londrina informa que o ato de vender adesivos, canetas e outros objetos faz parte de um cotidiano que se repete há vários anos. Este fato se aplica a ''surdos'' e a ''ouvintes'' que também vendem balas e chicletes nas ruas para sobrevivência. Este é um problema social, político e econômico a que muitos estão sujeitos. Existem também alguns ouvintes que se passam por surdos. O equívoco na carta foi a generalização quanto ao trabalho dos surdos.
ASSOCIAÇÃO DE SURDOS DE LONDRINA





