Freis ameaçados
Em uma semana, o convento dos freis menores missionários, localizado em uma chácara próximo ao Conjunto Jamile Dequech, foi invadido duas vezes e os seus moradores rendidos. Até mesmo a casa dos freis, que são desprovidos de pertences valiosos, está sendo alvo destes marginais. Cogita-se até o fechamento da casa que têm preceitos bem evidenciados de dádiva, beneficência e conforto espiritual. Abriga também postulantes que se encetam nesta tão sublime missão de amenizar o sofrimento de muitos e construir um mundo mais fraterno. Que omissão tão severa é a de nossos governantes responsáveis por nossa segurança? O caos na insegurança está estabelecido. Se não nos mobilizarmos, a conivência estará evidenciada.
ANTONIO CARLOS NOGUEIRA (administrador de empresas) - Londrina

José Carlos Morreu
Zé Carlos morreu. Levou um tiro. Saiu nos jornais. José Carlos vivia nas ruas da cidade. Alguém olhou para ele da janela do carro? Alguém deu um sorriso para ele? Alguém sabe pelo que ele passou nessa vida? Ele é mais um que muitos vêem morrer, ouvem dizer e nem percebem, talvez acreditem que seja menos um, ''ainda bem''. Não sei se Zé Carlos tinha família, sei que tinha uma filha ou um filho, sei que tinha seus amigos - de rua -, tinha muitos profissionais que o conheciam e que por ele trabalhavam, como por muitos outros trabalham. Mas ele não morava na rua, era a rua que morava nele. Sei que ele tinha família, todos nós que vivemos debaixo do mesmo céu, irmãos, de um jeito ou de outro. Vá em paz, Zé Carlos.
REGIANE DE OLIVEIRA ANDREOLA RIGON (advogada) - Londrina

Automedicação
Referente à matéria publicada sábado na Folha Economia sobre automedicação, acho que as pessoas preferem ir ao hospital quando estão quase morrendo e ter tentado de tudo para resolver o problema por conta própria. Porque se a pessoa vai ao posto de saúde doente, mas em condições de andar seu problema não tem importância, às vezes não é atendida porque não tem vaga ou é marcado para outro dia como se ficar doente a gente pudesse escolher dia e hora. O problema de automedicação só vai parar quando o doente for atendido com rapidez, eficiência e humanidade.
ADALBERTO CESAR ALMEIDA MARTINS (autônomo) - Londrina

Gratificação a PMs
Muito embora a segurança receba tantos pontos negativos, há policiais militares que se esforçam e se aprimoram para prestar bom serviço à população, estudando e se aperfeiçoando. O governador do Estado sancionou lei determinando o pagamento de uma gratificação a policiais com curso superior e, mais de um ano após a assinatura, tem policiais que não estão recebendo. Será esta mais uma lei que ''não vai pegar''?
GISELE CORDEIRO (dona de casa) - Jandaia do Sul

Centro de zoonoses
Ao assumir a Secretaria Municipal de Saúde e Ação Social do Município de Presidente Médici, em Rondônia, me deparei com um gravíssimo problema: o município se encontrava nas estatísticas do Ministério da Saúde com o maior índice de raiva canina e felina do país chegando ao ponto de 8 pessoas vir a óbito em um mês. Atacamos a epidemia iniciando palestras de conscientização nas escolas, visitas de agentes comunitários de saúde, reforma de um prédio abandonado para criação do Centro de Zoonose e recuperação e adaptação de uma camionete como ''carrocinha''. Estas medidas mudaram os rumos dos acontecimentos de minha ex-cidade eliminando totalmente a raiva. Senhores assessores do prefeito de Londrina: trabalhar com recursos é fácil, difícil é trabalhar com porcos, mas é possível desde que tenha dedicação e criatividade.
GILMAR ROLIM DE OLIVEIRA (professor) - Londrina

Terceirização
Sobre o que foi dito pelo advogado Osvaldo Gimenes em artigo publicado pela FOLHA no último sábado, sobre a ''prestação do serviço jurídico'' da Prefeitura de Londrina, não é verdade que a Procuradoria Geral do Município ''retém processos judiciais de cobrança de impostos por meses, até mais de um ano, inexplicavelmente'', conforme afirmou. Atualmente estão em trâmite aproximadamente 50 mil ações judiciais em que se cobram tributos devidos ao Município. E como autor das ações e credor dos valores cobrados, o Município, por óbvio, não tem interesse em prolongar sua tramitação, cujo procedimento é regulado por lei. Ao contrário, tal prática normalmente é típica de alguns contribuintes inadimplentes. Aliás, em relação à ação de execução fiscal nº 99/1997 - 6 Vara Cível, citada na publicação e na qual o nobre advogado figura como executado (seu trâmite pode ser acompanhado por meio do site www.assejepar.com.br), pergunta-se: o ''absoluto desinteresse'' no desfecho da demanda é de quem está cobrando ou de quem está devendo?
SÉRGIO VERÍSSIMO DE OLIVEIRA FILHO (procurador do Município de Londrina)

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