Barbárie

O Brasil está em pranto pela barbárie cometida contra o menino João Hélio. Sem dúvida alguma esse crime chocou e emocionou a todos: uma criança, uma família, destruídos. Estamos perplexos hoje, mas talvez amanhã assistamos aos jornais anunciarem a morte de outro João e já a encararemos com naturalidade, banalizando o horror do mesmo modo como, passivamente, assistimos à marginalização dos menos favorecidos, como convivemos com cidadãos morando ao relento, comendo restos de alimentos e suportando a dor da exclusão às custas das drogas. Como educadora, não poderia deixar de reforçar que o investimento em projetos educacionais se apresenta como uma das maneiras mais viáveis na prevenção da multiplicação deste mal que tanto nos assombra. É chegada a hora de revertermos este caos.

SILVIA HELENA RAIMUNDO DE CARVALHO (membro do Conselho Municipal de Educação de Londrina)



Homenagem a Richa

Após cessar a polêmica da mudança do nome da Avenida Dez de Dezembro, cheguei à conclusão de que alguns moradores de Londrina não gostam de homenagear os homens ilustres que efetivamente construíram e desenvolveram esta cidade. Não será a primeira vez, e nem a última, que nome de rua, avenida, via ou prédio público foram mudados em Londrina e outras cidades. Aliás, prática muito comum porque no setor público homenagem somente pode ser prestada após a morte da pessoa a ser lembrada. Suponho que essas pessoas que estão contra a mudança do nome da Avenida Dez de Dezembro não sabem os nomes oficiais do Ginásio de Esportes Moringão, da Via Leste Oeste ou do Estádio do Café. Obviamente porque os nomes fantasias continuam marcantes, tais como o Estádio do Maracanã, o Estádio do Morumbi, etc. A Avenida Dez de Dezembro continua sendo conhecida pelo nome fantasia, de via Expressa. É preciso continuar homenageando os homens ilustres de Londrina, como José Richa e José Hosken de Novaes.

MOACI MENDES LEITE (advogado) - Londrina



Cadeia não conserta

Cadeia é faculdade do crime. Se cadeia resolvesse o problema não seria tão evidente a reincidência criminal, os crimes orquestrados dentro das penitenciárias não existiriam e a sociedade que ''enjaula'' criminosos não teria tantos problemas com rebeliões e fugas. A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos se consumada representará a falência do Estado no que diz respeito à segurança pública. A maioria dos jovens de 16 anos mal interpreta as condições de cidadania, pertence às camadas mais pobres e teve sempre alguma tragédia na família. Esta é a realidade da maioria dos menores que cometem crimes. A sociedade, em vez de tapar o sol com a peneira, deve possibilitar ações para driblar a falta de educação, cultura e esporte, na vida daqueles que já estão na vida do crime e, principalmente, aqueles que estão pela via natural prestes a se tornarem criminosos.

ANDRÉ GUIMARÃES (vice-presidente do Conselho Municipal de Juventude de Londrina)



'Chavização'

Com o mundo globalizado, as distâncias encurtadas pelo espantoso aparato dos meios de comunicação, convergem para um ponto comum de interesses. Mercados comuns, moedas unificadas e sistemas políticos que busquem o fortalecimento de regimes democráticos serão ferramentas essenciais na busca de soluções comuns entre as nações. Cada vez mais exigirá projetos globalizados com decisões técnicas e científicas. Na contramão da história surgem figuras como o bufão Hugo Chávez. Com suas bravatas inconsequentes fazendo ressurgir nas Américas a figura famigerada do ditador. Pode parecer insignificante para o mundo, mas para o Brasil causa preocupações. Nossas fronteiras, nossos laços de amizades e principalmente a tolerância do nosso governo e os afagos que o deplorável ditador recebe do nosso presidente. O discurso fácil e principalmente pelo populismo feito por aquilo, que aqui no Brasil passou a ser chamado de transferência de renda, Chávez pode fazer escola. Já calou as oposições e a imprensa de seu país, agora acaba de calar o Congresso Nacional, já plantou células na Bolívia, Equador e Nicarágua. Tenho medo que a ''chavização'' comece a ganhar adeptos e atravesse nossas fronteiras.

WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina



Radar

Duvido que o cidadão de bem esteja indignado com a real finalidade de um radar. A indignação é tamanha porque sabe que o dinheiro gasto nessa licitação poderia ser melhor aplicado. Não há dinheiro para tanta coisa, como há tempos vem sendo dito por essa administração, mas para essa licitação (talvez ela seja lucrativa para alguém!) o dinheiro surgiu. Não é de hoje que isso acontece em Londrina. O que deveria ser prioridade para a cidade é deixado de lado pelos políticos.

JOSÉ AUGUSTO BARBOSA URBANEJA (estudante de Direito) - Londrina



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