Erro do ECA
Os crimes cada vez mais frequentes são resultado de erros de nossa política social. Inclua-se ainda os políticos e sua insensibilidade e nós que somos desmemoriados e falhos em participar das decisões sociais, principalmente, na educação. É marcante o resultado do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em nossa sociedade. Os fichados na Polícia são adolescentes que vão dos 12 aos 18 anos. Não sou contra o ECA, mas como está não pode ficar. Sou contra o trabalho de crianças, mas adolescentes podem e devem trabalhar. Houve pequena melhoria nas interpretações do ECA e o governo colocou algumas alternativas tapa-buraco como o primeiro emprego. O custo social de não-incentivo ao trabalho dos adolescentes é muito alto aos brasileiros do bem. Por que adolescentes em trabalhos decentes e seguros não poderem atuar?
RICARDO HIDEKI KAKIHATA (farmacêutico) - Arapongas

Preservativos
É impressionante ler e ouvir as opiniões das pessoas a respeito do anúncio feito pelos ministérios da Saúde e Educação de implantar máquinas de distribuição de preservativos nas escolas da rede pública a partir do ano que vem. A não-aceitação da maioria das pessoas é engraçada. Até parece que ainda vivemos no ''tempo das cavernas'' e que uma máquina dessas pode ''incentivar o aluno a iniciar a prática sexual''. Mas, afinal, em que mundo essas pessoas estão? Isso já vem acontecendo, o tempo está passando e cada vez mais cedo, os jovens iniciam a sua vida sexual. Se é para iniciar que seja se preservando.
RICARDO DESIDÉRIO DA SILVA (professor e educador sexual) - Londrina

Requião x Beto
A guerra de poder travada entre o governador Roberto Requião e o prefeito da Capital, Beto Richa, tem ocupado toda a atenção da mídia sobre o nosso Estado. São acusações de ambos os lados, mas quem sai perdendo somos nós. Afinal, se o governo só se preocupa em mostrar sua força para o prefeito que o desafiou nas eleições, assuntos ligados à população ficam em segundo plano. Não quero defender o prefeito nem acusar o governador mas quero lembrá-los que há muito mais problemas para solucionar do que o simples jogo de vaidade. O Estado e a população pedem respeito.
YURI AUGUSTUS BARBOSA VARGAS (estudante de Direito) - Londrina

Inflação
A inflação é um fantasma que está de novo ameaçando os países emergentes da América Latina. Os brasileiros sabem o quanto nos custou para dominar a inflação. Quem não se lembra do congelamento de preços, a caça do boi no pasto, o sequestro da poupança? Foram dias amargos que ninguém deseja a sua volta. Melhor estarmos crescendo, na medida do possível, do que estarmos na situação da Argentina e da Venezuela, estarrecidos pela volta da inflação. Pensem nisso! Não deixemos que esse fantasma nos ameace novamente. Ao vermos a barba do vizinho pegar fogo, é melhor que coloquemos a nossa de molho.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

Autocrítica
A respeito do artigo ''Autocrítica da sociedade brasileira'' (16/2), temos que considerar o seguinte: passamos 21 anos sob a ditadura militar, em que as manifestações eram impossíveis, o que, de certa forma, inibiu essa cultura no povo. No período pós-ditadura o PT conseguiu formar uma militância que saiu às ruas, atendendo suas conveniências, mas que também serviu para os interesses nacionais, tais como as Diretas Já e a queda do Collor. Agora essa militância está empregada, ocupando os 40 mil cargos no atual governo. A oposição, que é fraca, não conta com líderes populares para mobilizar o povo. Além disso, muitos integrantes dessa oposição se envolvem nas negociatas do Congresso Nacional e são comprados para atenderem os interesses do governo. Os canais abertos na imprensa, para demonstrarmos nossa insatisfação, têm sido de grande valia e têm trazido resultados. Em nível local nossa indignação manifestada aqui nos espaços oferecidos pela FOLHA tem mudado rumo dos acontecimentos para melhor. Portanto, não há submissão, falta sairmos às ruas, mas para isso precisamos das lideranças das instituições da sociedade organizada. E por falar em submissão, o próprio articulista se diz ''apenas um observador da situação'', apesar de indignado. Portanto, um submisso confesso!
LUDINEI PICELLI (microempresário) - Londrina

Correção
- Ao contrário do que afirmou o título da matéria ''Presidente do PMDB repudia ação indenizatória de Beto'' (Política, pág. 5, 18/2), o presidente do diretório do PMDB de Curitiba, Doático Santos, repudia a ação movida pelo prefeito da Capital, Beto Richa (PSDB), referente à tentativa de apreensão de panfletos produzidos pelo PMDB municipal.

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