Ultraje
O simples vestígio de uma tentativa de propor a anistia do ex-ministro e ex-deputado cassado José Dirceu retrata explicitamente e vergonhosamente um dos pontos da qual a pesquisa, encomendada por uma revista de grande circulação nacional, apontou recentemente com a expressiva importância de 52% dos entrevistados referindo-se aos parlamentares como insensíveis aos interesses da sociedade. Utilizar a iniciativa popular e a vontade do povo para anistiar o José Dirceu é zombar com a democracia brasileira e um ultraje à memória dos brasileiros.
VIVASVAN CAMPOS E PRADO (relações públicas) - Curitiba

Maioridade penal
Parabéns pelo editorial de ontem a respeito da maioridade penal, colocada em questão pela tragédia ocorrida no Rio de Janeiro que emocionou o País. A corrente dos que atribuem o aumento da criminalidadel à legislação sempre aparece em momentos emocionais. O Estatuto da Criança e do Adolescente sempre foi alvo de incompreensões. As questões levantadas pelo editorial vão ao âmago de gargalos de nossa estrutura. A impunidade gerada pela falta de estrutura do Judiciário e do Ministério Público é mais grave que as eventuais ''benevolências'' das leis. Em Londrina um único o juiz cuida de todas as questões ligadas à infância. Não é incomum que o julgamento aconteça depois que o indivíduo atingiu a maioridade. É necessário e urgente criar varas distintas: uma para questões gerais e outras para os atos infracionais. O mesmo vale para o Ministério Público que não logra acompanhar a qualidade das medidas socioeducativas e nem mesmo aprofundar o conhecimento das condições que levaram ao ato infracional. Somos todos responsáveis por nossas crianças e jovens.
ROSEMARI FRIEDMANN ANGELI (professora aposentada) -Londrina

ECA ineficiente
Toda vez que ocorre um crime bárbaro causado por um marginal menor de idade, volta-se os olhos para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que está mais que ultrapassado para coibir este tipo de barbárie e deixa a sociedade de mãos atadas quanto a uma punição mais severa. Façamos um levantamento e veremos quanto tempo os menores infratores permanecem internados por crimes bárbaros: um ano e meio e muito raramente 3 anos (máximo permitido por lei). O ECA é ineficiente com estes marginais que por pura demagogia são chamados de adolescentes em conflito com a lei.
ORIDES ARANTES FILHO (servidor público) - Londrina

Hora de cobrar
O país parece acordar para realidade. O recente caso do menino João Hélio, que foi arrastado pelo carro pilotado por bandidos no Rio de Janeiro, causou grande indignação. Devemos aprender com este triste fato e não deixar passar nossa indignação. Devemos cobrar melhor empenho de nossos representantes, pois o Congresso Nacional não existe somente para absolver mensaleiros e sanguessugas, mas sim defender a sociedade. Devemos cobrar e não desistir de construir um país melhor.
JOSÉ AUGUSTO BARBOSA URBANEJA (estudante de Direito) - Londrina

Caso João Hélio
A atitude e a coragem de uma jovem em não compactuar com as mentiras do namorado em relação ao crime hediondo que ele cometera no Rio de Janeiro, deveria sair estampado na primeira página dos jornais. Quem sabe através dessa atitude, em que a verdade prevaleceu, nossos políticos e governantes cairiam na realidade e fariam alguma coisa de útil, como por exemplo, começar a tirar o menor ou jovem da rua dando-lhe condições do seu primeiro emprego, minimizando a carga tributária do empresário para que ele possa gerar mais empregos, baratear e financiar os estudos dos jovens. Com certeza sairá mais barato do que construir penitenciárias e educandários.
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA MACHADO (segurança) - Arapongas

Esta é de doer
Sou londrinense e muito me orgulho por amar esta cidade que sobrevive no embalo, quase sozinha. Sou frequentador do Zerão e costumo ir andando até a barragem quase todas as manhãs. Dias atrás, porém, uma coisa me machucou demais pelo desmazelo em que encontra nossa cidade. Nas margens do Igapó ficam os postes de iluminação e deparei com vários deles torcidos com a lâmpada ainda acesa dentro da água. A revolta é grande pela falta de zelo de nossas autoridades por aquele lugar tido como um cartão de visita, embora dilacerado. Vamos lá sr. prefeito e vereadores, vamos dar um trato a nossa querida Londrina que tanto merece: ''Londrina, ame-a ou deixe-a''!
JOSÉ BONO MEDINA (industrial) - Londrina

mockup