CARTAS
Ensino fundamental
Como pai de um menino de 5 anos que só completará 6 anos em agosto deste ano, fui alcançado pela norma estadual que determina que ele permaneça na pré-escola e somente inicie o novo ensino de fundamental de 9 anos em 2008. Ao contrário de várias manifestações que li na FOLHA, principalmente de dirigentes de escolas particulares que têm interesse na captação de novos alunos, venho manifestar que concordo com a fixação de uma data para ingresso das crianças no novo ensino fundamental. Creio que existe muita ansiedade de pais que querem um filho supercompetitivo desde criancinha. Esses pais afoitos esquecem que a instrução espiritual e o amadurecimento psicológico são mais importantes na formação de um cidadão de bem do que qualquer megapreparação para um vestibular, o qual nem se sabe se existirá daqui a dez anos.
MÁRCIO AUGUSTO NASCIMENTO (juiz federal) - Londrina
Inclusão
Esta polêmica tomou dimensões nacionais, quando abordada em novela global de forma dramática e sensacionalista. Como mãe de criança especial, entendo que este processo seja realmente delicado. No entanto, encontrei em uma escola municipal tratamento que o personagem ''Helena'' buscou em caríssimas escolas particulares. Naquela novela, as escolas diziam-se ''não-preparadas'' para a inclusão. Em Londrina, embora maioria dos cidadãos não saibam, a inclusão é abordada como ''política'' na rede de ensino. O município investe na capacitação de profissionais e na adequação das escolas. Meu filho, Bruno, cursa atualmente o terceira série e está alfabetizado, produzindo lindos e emocionantes textos. Nossas crianças especiais encontram nas pequenas escolas de bairros o que inexiste nas melhores escolas particulares do país: ''respeito''. Portanto, você que for pai de um filho especial não sofra como Helena, busque o que está a seu alcance.
MARIA DO CARMO PINHATARI FERREIRA (presidente da APM da Escola Municipal Maria Irene Theodoro Vicentine) - Londrina
Londrina até quando?
Cada dia que passa Londrina se torna alvo de acontecimentos que nos deixam cada vez mais apavorados. Dias atrás, as pessoas ficaram horrorizadas com o que viram: bandidos fazendo a festa pelas ruas do Centro, criando tumulto, envolvendo carros em batidas e deixando por ali um morto e feridos. Para completar a ''festa'', os bonitões ainda conseguiram escapar. Após o acidente, nem pista dos assaltantes que mataram um senhor de 37 anos e o bebê que a passageira do carro estava esperando. Até quando vamos sair nas ruas sem saber se voltaremos para casa? E esses marginais que estão causando o terror em famílias de bem continuam nas ruas passeando pra cima e pra baixo? Alguém precisa tomar uma providência, e rapido.
THAIS REGINA ROSSI (estudante) - Londrina
Amor pelo LEC
Assim como a cidade, o Londrina Esporte Clube, mesmo com os problemas que todos conhecemos, sabe nos conquistar. É este amor que nos motiva a comparecer no VGD e incentivar o ''nosso Londrina''. Chegamos com aquele amor esperançoso: ''Dessa vez vai! É Tubarão!'' Durante o jogo, um amor valente: cada lance é motivo de vibração! Mas no final da partida...Ah! o final. Muitas vezes nada daquilo que o nosso amor esperaçoso idealizou, sonhou. Decepção. O próximo jogo? Ah sim! O amor esperançoso nos leva novamente ao VGD. Mas um amor não correspondido é doloroso. E o coração alviceleste diz: ''Ah, se se vencesse por amor''!
LUCIANE PAULA SOUZA (estudante de Odontologia) - Londrina





