CARTAS
Doação x castração
Em relação à doação dos 55 gatos capturados em uma residência em Londrina, creio que será uma missão difícil tentar recolocá-los em um novo lar. Gatos são animais voluntariosos e gostam de liberdade. Os adultos logo entrarão no cio, os machos sairão à procura de parceiras e as fêmeas se encherão de filhotes, sem contar a enorme algazarra noturna que fazem nesta época incomodando os vizinhos e assim alimentando um ciclo vicioso: gatos envenenados e gatinhos abandonados em terrenos baldios ou quintais. Passou da hora de se criar um canil/gatil municipal, contratar veterinários, castrar todos os animais aptos à doação e sacrificar somente aqueles que não apresentarem condições de sobrevivência. Chega de esperar que o SOS animal resolva tudo sozinho, ainda mais sem recursos financeiros oficiais.
HERANA MARCIDELLI FADEL MARQUES (bióloga) - Londrina
Tempo da carrocinha?
As atitudes do secretário municipal do Meio Ambiente, Gerson da Silva, e da veterinária Anne Christine Hiltel, da Sema, no episódio dos animais abrigados em uma residência da Vila Casoni, fizeram-me lembrar dos tempos da infância, em que ''os homens da carrocinha'' laçavam e prendiam os animais ''meliantes'' que transitavam pelas ruas. A raiva que nós, as crianças, tínhamos de tais personagens era tanta, que nossos pais ficavam abismados com os impropérios que éramos capazes de lançar. Hoje, os animais são retirados de seus lares para serem chacinados. A solução foi aventada por membros do mesmo grupo político que governa a cidade, e que devolveu a verba federal para a instalação de um Centro de Zoonoses. Paradoxalmente, o secretário, muito sensibilizado, saiu ainda em defesa de um ''galho'' de árvore e mandou autuar o cidadão que atentou contra o mesmo. Uma veterinária, que deveria lutar para salvar vidas, defendeu o sacrifício de bichos saudáveis. A imagem que me surge é a de ambos ''pilotando'' uma carrocinha e jogando o laço. Salve-se quem puder!
VERA LÚCIA DIOGO LIMA (psicóloga) - Londrina
Castração de animais
Novamente a polêmica acerca da eutanásia animal está em cena. Desta vez, ao invés de pombas, questiona-se o sacrifício de aproximadamente 65 animais, entre cães e gatos. O órgão responsável por impedir que a situação chegasse a tal ponto pretendia dar um destino estúpido em tais animais que possuem o direito à vida e a condições dignas de sobrevivência. É menos oneroso e traz mais vantagens investir o dinheiro público em castração do que em métodos de extermínio que, além de não solucionarem o problema, instigam a revolta e o repúdio em todos.
LUCIANO ARCOLEZE (estudante) - Londrina
Valeu a sensibilidade!
Enfim, a comunidade se manifestou e fez valer sua sensibilidade: os animais recolhidos na casa da Vila Casoni não serão mais sacrificados. No entanto, diante das dezenas de questionamentos e ligações que recebemos durante esta semana, cabe aqui esclarecer que a Sema, que julgou e condenou à morte os pobres animais, é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, pertencente à Prefeitura de Londrina. O esclarecimento é necessário porque muitos londrinenses nos pediram que apelassem para a sensibilidade do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida para que interviesse na questão uma vez que foi titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
ELZO CARRERI (chefe do Escritório Regional da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) - Londrina
Interesse público?
Não sei o que os ilustres membros da Câmara de Vereadores de Londrina andam comendo, lendo, assistindo. Todavia, a Câmara vive sempre cheia de ''grandes'' idéias! No espírito protetor da natureza, o ecologicamente correto vereador Gláudio Renato de Lima quer, por intermédio do PL 264/2006, obrigar proprietários de imóveis com mais de 100m2 de construção e outros que desenvolvem determinadas atividades a instalarem aquecedores solares. Isso é de interesse público? Ou seria de interesse particular das empresas que vendem e instalam o aquecedor? Depois dessa, é bom tomar uma ducha quente para esquecer tanta bobagem.
CLÁUDIO ANTÔNIO DE PAIVA SIMON (estudante) - Londrina
Aplicação do fumacê
Concordo com o leitor Edson Sene (Cartas, 6/2) quanto à aplicação ''fumacê'' na ruas. Sou mais radical: acho uma piada acreditar que o inseticida atinja os fundos de quintais no ângulo que é aplicado em relação à horizontal. Não contando que aplicam de um lado da rua e em seguida voltam aplicando no outro lado, então em um lado foi aplicado contra o vento. Em resumo só se o mosquito morrer de rir.
MILTON FANCELLI (agricultor) - Marialva





