CARTAS
Prêmio?
No ano passado enfrentamos uma greve de mais de 100 dias no funcionalismo municipal. E qual foi a postura da OAB? Alguns dizem ter sido praticamente um órgão de defesa da Prefeitura de Londrina. Não queria acreditar, pois a Ordem sempre foi imparcial e compromissada com os justos movimentos sociais do país. Mas eis que surge a notícia da doação do terreno para a entidade em uma região nobre de nossa cidade. Será um reconhecimento/agradecimento pela postura adotada pela OAB durante a greve? Quere acreditar que não, mas os fatos estão claros. Tirem suas próprias conclusões.
DANILO FERREIRA DA SILVA (arte finalista) - Londrina
Síndrome de Kawasaki
Muito oportuna a reportagem apresentada pela FOLHA nesta semana no tocante a esta grave e indecifrada doença. Pena que a linguagem excessivamente técnica pode ter confundido mais ainda a cabeça do leitor. Minha filha teve esta síndrome em 1992 quando tinha 6 anos de idade, hoje ela estuda o terceiro ano de Medicina e pesquisa muito este enigma. O caso dela foi o sexto em Londrina. O dignóstico feito pelo pediatra na época foi muito confuso e errôneo, receitando antibóticos ''pesados'' como experiência. Foi preciso um estudioso e dedicado especialista em doenças infecciosas diagnosticar corretamente e iniciar o tratamento com imunogloblina. Hoje qualquer criança conseguiria identificar os 7 sintomas, cuja associação de alguns deles já daria uma certeza da Síndrome de Kawasaki: olhos avermelhados, língua com cor de framboesa, adenóide (carocinho) na região do pescoço, descamação de pele nas plantas das mãos e pés, dores no peito (confundindo com pneumonia), dores nas articulações superiores e inferiores (cotovelos e joelhos) confundindo com ARJ (Artrite Reumatóide Juvenil) e uma febre alta diária. Se o pesquisador necessitar de informações pode me procurar. Já existem comunidades da Síndrome de Kawasaki no orkut, navegue.
PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor) - Londrina
Segurança
Concordo com o leitor Lourival Barbosa sobre pouca preocupação de nossas autoridades com grandes problemas de Londrina. Porém, acho que o foco não é tão-somente o poder público local. Gostaria de sugerir ao sr. Lourival, como policial militar aposentado, e conhecedor da hierarquia estadual, que o debate a respeito de segurança pública hoje é premente. Envolver o governo estadual, mantenedor e responsável pela Segurança Pública no Estado do Paraná, articulado com o Conselho de Segurança local, a sociedade organizada, e o poder público local no sentido de apontar medidas efetivas para conter o crime. Isto é extremamente necessário e urgente. Londrina agradece.
DANIEL JOSÉ DE CARVALHO (funcionário público) - Londrina
Eleições no Congresso
As eleições no Congresso Nacional estão consumadas. O jogo chegou ao fim. Agora, está na hora de se esquecerem as competições e se irmanarem, vencidos e vencedores a favor do Brasil. Precisamos sim, de uma oposição, porém, responsável e fiscalizadora dos atos do Executivo, mas não para obstruir ou votar contra os projetos do governo, simplesmente porque é oposição. Não é justo para com a sociedade que os elegeu, que não se tenha um trabalho, transparente e sem mágoa, votando tudo o que é bom para a Nação e para o povo brasileiro.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Descaso
No dia 10/2/2006 tive a infelicidade de ter minha moto furtada. Passadas 24 horas consegui recuperá-la com algumas avarias e o número do chassi adulterado. Fui junto ao Detran com os documentos nescessários para remarcá-la, mas não consegui. Meses se passaram e não consegui fazer a remarcação que tenho por direito de cidadão. No dia 1º de janeiro tive a moto apreendida pelo mesmo motivo que incansavelmente vinha tentando solucionar. Pergunto: se não resolvem o problema, como vão ficar as diárias da minha moto no pátio do Detran? Quantos anos mais terei que esperar para que o Detran resolva o meu problema?
BRUNO SILVA FONSECA (recepcionista) - Londrina
PAC igual a nada
O chamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) trata-se de uma demonstração inequívoca de mais um açodamento na ação governamental. A lição que aprendemos com a edição de outras iniciativas deste governo - como Primeiro Emprego, Farmácia Popular, etc. - é a constatação viva de um descompasso entre o que anuncia e o que se produz em termos de resultado em prol da população, especialmente da camada de menor poder aquisitivo. Pelas alterações introduzidas no chamado plano PAC, por só belo no discurso mas que de antemão já se antevê, não fugirá das raias da inoperância em termos práticos. Por isso, não se trata de nenhum exagero dizer que o PAC se constitui numa pretensão vazia. Estereotipado de resultado prático, seu cunho é absolutamente inexpressivo. Todo seu conteúdo é o apogeu do nada. Esta é infelizmente a verdade nua e crua. Pensar diferente não só raia pelo absurdo como igualmente demonstra pura hipocrisia.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) - Ibiporã
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





