CARTAS
Corte de galho
Não digo legal, mas inteiramente justa a providência do advogado Hamilton Laertes ao cortar o galho da árvore em frente ao seu edifício no Calçadão. O poder público tem sido omisso. Na 2 Vara Cível, tramita ação de indenização de um motorista que teve o carro atingido pela queda de uma árvore pobre enquanto aguardava que a forte chuva passasse. O Município se defendeu alegando que não tinha culpa, que o susto e o internamento hospitalar do rapaz não lhe causaram nenhum dano. Agora, pretender que se responsabilize o dr. Hamilton é grave insensibilidade oficial. O ato praticado decorreu de um nobre sentimento de justiça natural.
MOISES DE GODOY (advogado) - Londrina
Dúvida Cruel
Uma raposa velha da nossa política não tem dormido de preocupação depois que o Tribunal de Justiça suspendeu o concurso para remoção de cartórios, projeto aprovado no período extraordinário porém, sem a mínima justificativa de urgência, simplesmente para beneficiar um legislador em causa própria, dono de um caça-níquel no interior, que pretende transferi-lo para a capital. Se for mantida a suspensão da remoção do cartório, ele terá que sobreviver a duras penas com um empreguinho já assegurado que lhe garantirá uma modesta aposentadoria de R$ 40 mil por mês enquanto que, se derrubada a decisão do Tribunal sua receita mensal será de R$ 400 mil por mês, além de garantir aos seus descendentes uma das minas hereditárias, exploradas no Paraná, por uns poucos sobrenomes, de geração a geração há séculos.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina
Fim dos tempos
Não sou um fanático religioso, mas o que vem acontecendo ultimamente é para se pensar, e muito, que o ''final dos tempos'' está chegando: catástrofes naturais, crimes, discórdias até nas famílias, o desamor à vida, ao corpo e ao semelhante. No Carnaval, os governos fazem campanha para prevenir a AIDS com distribuição maciça de camisinha, dando a entender que é uma festa profana, de orgias. Será que o Carnaval de verdade é isto? E agora o maior absurdo: o governo quer colocar nas escolas máquinas de camisinha! Sim, igual àquelas de refrigerante: coloca-se uma moeda e sai a camisinha. É ou não o fim dos tempos?
WALDIR DE OLIVEIRA (empresário) - Barboza Ferraz
Salários do Iapar
A manchete de ontem da FOLHA - ''Rindo à toa - Salários do Iapar tem aumento de até 88%'' - dá a impressão que o pessoal do Iapar está na contramão da história e podendo ser comparado aos congressistas brasileiros, o que não é verdade. O Iapar foi sucateado nos últimos 10 anos, tanto estruturalmente como também no seu maior capital, a mão-de-obra. Tratam-se de pessoas que se dedicaram uma vida inteira à instituição e há muito vêm sendo tratadas de forma relapsa pelos nossos governantes. A manchete não espelhou uma verdade uma vez que deu a impressão que o pessoal do Iapar está ''nadando de braçadas e rio abaixo''.
CARLOS ALBERTO MOZER (administrador de empresas) - Londrina
Nota da Redação: A expressão ''rindo à toa'' não sugere que o reajuste não seja merecido. E o fato de o reajuste (não é aumento real!) apenas corrigir uma injustiça salarial, não impede que as pessoas beneficiadas fiquem felizes. Portanto, inferir que as pessoas estejam felizes (por terem finalmente seus salários corrigidos) não passa a idéia de privilégio. O Iapar conquistou grandes avanços para a agricultura do Paraná graças à competência e dedicação dos seus funcionários. A FOLHA mostrou essas conquistas ao longo dos anos e, certamente, não é o único veículo a reconhecer a importância da instituição. O Paraná reconhece.
Aumento justo
Acho excelente este aumento dado para os funcionários do Iapar. Nós, paranaenses, não conhecemos a vital importância de um órgão tão prestigiado por outros países. Nossas escolas deveriam fazer visitas para aumentar o interesse nas pesquisas agropecuárias já que está mais que provado que o país ainda pertence aos senhores feudais e aos reis da corrupção.
ROMILDO APARECIDO MARTINS (operador de telemarketing) - Londrina
FOLHA Curitiba
Parabenizo a equipe de reportagem da FOLHA pela excelente matéria ''Nem todo curitibano é reservado''(Folha Curitiba). Estamos descobrindo que através de diversas pequenas ações ambientais, dos nossos vizinhos e amigos, contribuiremos para a melhoria das condições de vida e saúde de muitas pessoas. Todas as ações em benefício do meio ambiente retornam para todos os moradores da cidade. A qualidade do ar (arborização), o cuidado com a água dos rios urbanos (educação ambiental e o cuidado com o lixo), a manutenção dos jardins (diminui o impacto gerado pela crescente impermeabilização do solo - a cada dia temos mais asfalto e calçadas nas cidades), devem ser objetivo comum.
CESAR PAES LEME (editor) - Curitiba





