CARTAS
Carta do Sul
Os governadores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem com urgência reunir-se e redigir a carta da região Sul. Os Estados do Sudeste já o fizeram e estão recebendo ajuda do governo federal. Recentemente nove governadores do Nordeste redigiram uma carta reivindicando investimentos para suas regiões, incluindo segurança, saúde, etc. Nota-se em declarações do presidente Lula e alguns de seus ministros que eles desconhecem a nossa realidade, pois deixam claro que aqui não tem pobreza que somos ricos e privilegiados, o que está muito longe da realidade. Está na hora de mostrar que temos muita miséria, pobreza e que aqui também tem gente que passa fome, que a violência, o tráfico e a falta de estrutura estatal adequada é grande.
ADALBERTO BRANDALIZE
(administrador) - Londrina
Geopolítica do crime
É digna de preocupação a ausência do Paraná e do Mato Grosso do Sul no esforço conjunto que está sendo realizado pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo para a criação de uma rede de integração de informações policiais para o combate ao crime organizado. A revista Veja publicou ampla cobertura sobre o tema e inclui um mapa da geopolítica do crime na América do Sul, ficando flagrante a importância logística do Paraná e do Mato Grosso do Sul no sistema, face às amplas fronteiras com Paraguai e Bolívia, deficiente ou nenhuma cobertura de radar, boa base de telecomunicações e estradas que permitem fácil acesso não-policiado a qualquer destino desejado. Com o incremento da ação policial naqueles estados será natural que as lideranças saiam à procura de abrigos mais confiáveis, o que torna nosso Estado altamente conveniente, um covil perfeito para todo tipo de atividade criminosa organizada.
LUIZ ANTONIO FELIX
(professor) - Londrina
Mudança de nome
De tanto ler diferentes opiniões a respeito da pretensa mudança do nome da Av. Dez de Dezembro, resolvi dar meu pitaco. A melhor maneira de se homenagear uma pessoa é respeitando sua vontade. Segundo li, o nome da Av. Dez de Dezembro foi dado pelo sr. José Richa. Ora, se ele resolveu homenagear a cidade, posto que é uma data significativa, nada mais coerente do que respeitar sua vontade e deixar o nome como está. Existem tantas outras coisas mais urgentes para arrumar na cidade.
EDMILSON ASSIS DOS REIS
(bancário aposentado) - Londrina
Estádio do Café
O presidente da Fundação de Esportes de Londrina está sonhando muito alto. Querer colocar o Estádio Café como sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 foi o auge! Como foi dito, nem o Morumbi está na briga, que dirá o Café. A idéia é ótima, mas tem que se pensar no enorme investimento que a Prefeitura de Londrina terá que fazer no estádio. Acho muito difícil esse investimento sair, mas como sonhar não paga imposto e nem necessita investimento, vamos sonhar!
ROBSON ANDRÉ FABRINI
(estudante) - Lupionópolis
Que inveja!
De viagem ao Canadá, gostaria de dividir com os leitores da FOLHA algumas observações que constatei por lá. Caminhei por cerca de uma hora numa lavoura de milho recém-colhida à procura de espigas para comparar com as do Brasil e levá-las a um experimento de cultivo. Para minha surpresa, a perfeição da colheita foi tão grande que não conseguia encontrar nenhuma. Só consegui três espigas numa curva muito difícil. No Brasil perde-se uma quantidade incrível de espigas durante a colheita. Outra observação importante: as pessoas têm um sentimento patriótico invejável. Por onde se anda, vê-se sempre a bandeira do Canadá. Apesar do maior poder aquisitivo do canadense, a gasolina (com três octanagens e três preços diferentes para cada uma) é muito mais barata que a nossa. A mais utilizada e com menor octanagem custa de 76 cents de dólar durante a semana e 85 cents nos finais de semana. Não dá uma inveja danada?
OSVALDO MARCONATO BOSI
(microempresario) - Ibiporã
GAPC e golpes
O empresário Eduardo Tomasetti, no artigo Pequenos golpes em Londrina, se refere depreciativamente ao GAPC, Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer. O GAPC atendeu em Londrina, só no ano passado, a 1.159 pessoas. Foram 3.969 atendimentos diretos (cada pessoa, em média, foi atendida mais de duas vezes); e houve 4.130 atendimentos a seus parentes. O GAPC está sob investigação e a apóia, sabendo que suas atividades são lícitas, socialmente responsáveis e necessárias, essenciais para pessoas doentes e pobres. Não sofreu qualquer condenação que pudesse justificar as ásperas palavras do empresário.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO GAPC
- São Paulo
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem da Folha da Sexta, o curso de culinária do Moinho Globo será realizado na próxima sexta, dia 26





