Esmolas
  Natural da Argentina, estou vivendo em Londrina e gostaria de opinar sobre a matéria referente a esmolas publicada pela FOLHA (13/1). As esmolas que as pessoas carentes recebem nas ruas das cidades em pouquíssimos casos são utilizadas para alimentação, vestimenta ou outra necessidade. No Brasil a pobreza está mais caracterizada em regiões nas quais não existem avanços tecnológicos, falta trabalho e há pouca assistência médico-educativa. As esmolas que as crianças recebem são destinadas para o consumo de drogas. Há exploração infantil dentro e fora do núcleo familiar. Concordo com a sociológa Ileizi Fiorelli, da Universidade de Londrina, para quem ‘‘a pobreza no Brasil é causada pela história de grande desigualdade social existente no País e não pelas esmolas’’.
DEBORA GRACIELA
RADENTI GARCIA
(professora de Espanhol) - Londrina

Esmolas 2
  Concordo com a socióloga Ileizi Fiorelli. Por que fazer campanha contra esmolas e se preocupar tanto com quem às vezes não tem outra saída a não ser pedir esmolas porque a barriga de seu filho dói de fome? Chega de tanta hipocrisia! Vamos nos preocupar com o que está sendo feito com o dinheiro dos nossos impostos, com a administração pública, com a verba dos assessores de políticos, com a quantidade de deputados e vereadores e o que tem sido feito para a melhoria de nossas vidas. Existem tantos assuntos mais importantes e que indiretamente irão melhorar a vida destes que pedem esmolas. Por que não fazem uma campanha para conseguir trabalho para essas pessoas, para dar uma vida com dignidade e não as confinarem em albergues? Acho esta campanha de Londrina contra as esmolas fútil.
JACKSON ROGÉRIO
(técnico em teleco
municações) - Londrina

Esmolas 3
  É comovente a situação de muitas crianças e adultos que pedem esmolas. Estas pessoas, na sua maioria, não possuem as mínimas condições de arrumar um emprego, seja por falta de escolaridade, pela timidez ou por falta de documentos. São humanos vivendo e morrendo como animais. Entre a opinião da secretária de Assistência Social e a ordem dada por Jesus Cristo (o verbo utilizado por Jesus Cristo está no imperativo), fico com a do nosso Mestre e Salvador. Devemos e podemos dar esmolas mas sempre acompanhada de uma palavra amiga, um indicativo de solução para que o ato de caridade não se torne um simples lavar de mãos como fez Pilatos no julgamento de Jesus Cristo.
WANDERLEY ARJONAS
(comerciante) - Londrina

Exemplo de Selma
  É maravilhoso saber que existem pessoas como a bióloga Selma dos Santos. Lendo a matéria ‘‘Mulher de fibra’’ da ‘‘FOLHA gente’’ no último domingo tive muito orgulho da força, luta e garra que ela tem. Confesso que minhas pesquisas no mestrado irão avançar, pois ela me deu muito mais ânimo para lutar pelos meus objetivos sempre e tenho certeza que para muita gente também. Os governantes devem abrir os olhos e ao menos começar a mudar a educação do nosso país.
RICARDO DESIDÉRIO DA SILVA
(professor) - Londrina

Tapa-burraco
  Sou morador de Londrina, tenho 15 anos de idade e espero que daqui a três anos possa tirar meu título de eleitor e carteira de motorista, mas será que até lá os burracos de Londrina estaram totalmente tapados? Os moradores estão tomando suas próprias providências e tapando os burracos das ruas de Londrina até mesmo com concreto.
GUSTAVO JOSÉ MOREIRA
LIMA FURLANETO
(estudante) - Londrina

Gás natural
  Muito informativa a matéria ‘‘Gás natural é aposta para a região’’ publicada na edição de sábado da FOLHA. O repórter Rodrigo Lopes foi consciencioso na busca de informações sobre a utilização e conversão do gás natural como combustível veicular. Porém, houve um equívoco na matéria. Os kits GNV foram aperfeiçoados e os que são utilizados atualmente, chamados geração 5, apresentam o cilindro de combustível com um peso reduzido. Além disso, existem vários tipos de kits, onde os cilindros podem variar de capacidade e peso. Há desde cilindros de 30 litros, com peso de 31 quilos, até os de 66 litros, com peso de 67 quilos, este o mais comum. Há inclusive as linhas chamadas ‘‘light’’, ‘‘exclusive’’ e ‘‘standart’’ que, em média, pesam 28 quilos. Com a redução do peso, veículos populares podem se beneficiar da utilização do gás natural sem perda de potência.
WANER LABIGALINI
(diretor de projetos do Complexo Gastech) - Londrina

Nota da Redação: As informações sobre os dados técnicos referentes aos cilindros foram passadas pela Compagás.

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