Jornal e cidadania
Sou professora de Língua Portuguesa e gostaria de parabenizá-los pela matéria do último domingo sobre o incentivo que o jornal dá à leitura. Pesquisas têm demonstrado que este tem sido o canal de leitura que mais atinge a população, sendo ela de todas as idades. Vemos pessoas lendo nas praças, estudantes lendo nas bibliotecas com a intenção de ficar atualizado nas notícias e até, como foi mostrado por vocês, crianças fazendo leituras das imagens. Através do discurso pluralizado, o jornal forma cidadãos, pois o leitor pode apegar-se a um conteúdo particular ou buscar uma visão globalizada do mundo. Através da página de opinião é possível trabalhar com os alunos o senso crítico, a análise linguística, a coesão e coerência dos argumentos. Os pais e os professores devem ter o compromisso de despertar nos pequenos leitores o gosto pela leitura do jornal, pois ele acompanha a trajetória cultural da humanidade e jamais desaparecerá se as gerações forem estimuladas a valorizá-lo. Pais e professores, sejam leitores para poderem formar leitores.
FERNANDA COUTO GUIMARÃES (professora) Londrina

Segurança na feira
Sou feirante e coordenador da Feira da Lua. Fico triste com uma situação como esta (homem baleado na feira, pág.4, 8/1), em plena luz do dia e para agravar no meio de uma feira tão movimentada como é a da Saul Elkind. Porém, se faz necessário relatar que é um caso isolado e que as feiras em Londrina, antes de ser uma atividade econômica realizada por homens e mulheres de bem de nossa cidade, é também um serviço ofertado aos moradores destas regiões. Se faz necessário um trabalho para chamar a atenção das autoridades para que o policiamento seja constante, pois são locais de alta concentração de pessoas, que seja feito policiamento como ocorre nas feiras da Lua.
JOSÉ RAMATIS VARGAS HILARIO (eletrotécnico e feirante) Londrina

Lixo pós-feira
Sem dúvida, os feirantes têm que deixar o local limpo após o serviço deles. Depois que termina a feira, fica uma vergonha as ruas, de tanto lixo. Quando chegam para trabalhar pegam as ruas limpas, então por que na hora de ir embora não deixar do jeito que pegaram, limpo? A CMTU tem que multar as barracas que são colocadas em frente as passagem de pedestres na Saul Elkind. Não tem como sair da feira. Eles impedem todas as saída no canteiro da avenida. Precisamos resolver isso.
REGINALDO DE SOUZA (conferente de mercadorias) Londrina

513 deputados
Na edição de sábado, li o artigo escrito pelo advogado Antonio Fidelis. Fiquei imensamente feliz pois finalmente, alguém possui o mesmo ideal que o meu. Até hoje não entendi tal absurdo. Os EUA possuem 52 estados federativos e têm 435 deputados. O Brasil, 26 estados e essa exorbitância (513) deputados. Outra coisa que também nunca entendi, qual a razão da existência de prefeituras nas capitais se ali já existe a sede do governo estadual? É puro desperdício do dinheiro público. A propósito, até encontrei um apelido ''carinhoso'', para nós, pagadores de impostos: ''burrotrintes'', cruzamento de burro com contribuinte.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário) Londrina
Sobre o artigo do advogado, Tito Valle (Cartas, 6/1), alertando as autoridades sobre o descaso no tocante das ''péssimas condições de trabalho a que estão'' expostos os servidores que atuam nos de bueiros. Faz referência à falta de Equipamentos de Proteção Individual-EPI's. A legislação responsabiliza o empregador para entregar e treinar o servidor no uso correto do EPI, objetivando, com isso, a proteção da saúde. Por diversas vezes, presenciei servidores cortando grama sem protetor auricular, luvas e calçados. O operante da máquina que produz ruído contínuo precisa fazer uso de protetor para prevenir perda de audição e outras consequências. Portanto, repasse o equipamento ao trabalhador, recomende-o à fidelidade no uso, higienização adequada e a guarda do mesmo, em local apropriado. A incumbência de prevenção de acidentes é do Técnico em Segurança do Trabalho, e não do leigo. Agindo assim, a redução de acidentes e doenças ocupacionais, tornam-se realidade.
APARECIDO GUERGOLETTE (professor e especialista em segurança do trabalho) Londrina

Ruas escuras
Basta um breve passeio noturno pelas ruas do centro de Londrina para se verificar o grande número de lâmpadas de iluminação pública queimadas. Somadas a isto, árvores com copas baixas e não podadas ou antigas com troncos podres dão a algumas ruas uma aparência de filme de terror, já não bastassem os ''monstros'' que andam soltos a nos assustar no dia-a-dia. Pobre Londrina, setentona e tão mal cuidada!
DIRCEU DA SILVA (servidor público federal) Londrina

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