Doação da praça
A única área que poderia servir de lazer público no parque Waldemar Hauer foi doada para uma empresa pela prefeitura de Londrina, com o aval da câmara de vereadores. Há alguns anos a associação de moradores solicitou o mesmo terreno à prefeitura e com muito custo foi atendida. A associação tinha intenção de construir um centro comunitário e um campo de futebol para a comunidade. Apesar das tentativas para viabilizar os projetos com o poder público, nada foi conseguido. O prazo para iniciar a construção venceu e o terreno foi retomado pela prefeitura. A luta que a comunidade trava para manter os espaços de lazer e aparelha-los é desigual comparando-se com a força que as empresas têm. Conseguem terrenos, isenção de impostos e outras regalias, em troca da promessa de empregos e cuidado com a comunidade, coisas que quase nunca são integralmente cumpridas. A comunidade não consegue convencer o poder público sobre a necessidade de espaços para o lazer e o encontro, talvez porque precise investir e não dê lucro, talvez porque a comunidade não paga campanha eleitoral ou porque realmente não importa.
WILSON FRANCISCO MOREIRA (agente penitenciário) - Londrina

Trânsito
O desrespeito às leis de trânsito em Londrina é uma lástima. Motoristas e, principalmente, motoqueiros são os donos das ruas e, parece, criam suas próprias leis. Não usar cinto de segurança, falar ao celular, avançar sinais vermelhos, furar fila dos que pacientemente esperam a sua vez, ''dormir'' no sinal, estacionar em faixas amarelas ou em fila dupla, dirigir em excesso de velocidade. E vá alguém reclamar! Aí se acham no direito de xingar, ofender ou debochar de quem está certo. E reclamam que há uma indústria da multa! Pode até ser que haja erros, mas dirijo na cidade todos os dias há muitos anos e nunca fui multado. É só andar direito que, certamente, não haverá multas. É preciso haver maior fiscalização para punir quem merece e, assim, deixarmos de ser os bobos do trânsito porque obedecemos a lei.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

Caminho que escolhemos
A lei que trata do confisco de terras onde for encontrado trabalho escravo foi aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados. A bancada ruralista em vão tentou se articular. A votação apresentou 326 votos a favor, 10 contra e sete abstenções. O Paraná apareceu com três votos contra: Abelardo Lupion (PFL), Moacir Micheletto (PMDB), Dilceu Sperafico (PP); e duas abstenções: Ricardo Barros (PP) e Eduardo Sciarra (PFL). Lamentavelmente, o Paraná desponta no cenário nacional como um dos carros-chefe do agronegócio: desenvolvimento, empregos, exportações, lucros, e onde esse discurso se sobrepõe ao meio ambiente e dignidade humana. As exigências do mercado são mais relevantes do que a vida. Parece ser esse o caminho que escolhemos. Há quem realmente o agronegócio beneficia?
AMANDA SOARES DE BRITO (estudante) - Londrina

Governantes de esquerda
No Brasil, governos de esquerda têm outro significado: assistencialistas. Me causa um certo desconforto saber que cada dia mais pessoas aprovam e adotam essa postura ridícula de assistencialismo e a chamam erroneamente de ''esquerda''. Mas esquerda de quem? Da classe média que sustenta esse corrupto governo com seus impostos em dia? Como ser governo de esquerda sendo que os bancos são os que mais lucram no País? Nossos políticos precisam rever suas posturas com boas aulas de história e geopolítica para conhecer o verdadeiro significado da ''esquerda''. Cada vez mais pessoas aderem ao ''bolsão miséria'' e vemos o desejo de crescimento do País cada vez mais distante.
YURI AUGUSTUS BARBOSA VARGAS (estudante) - Londrina

Via Expressa
Esse é mais um de muitos ridículos projetos que são discutidos por esses políticos que infelizmente temos que colocar no poder. Em vez de se preocuparem com a segurança na Via Expressa, onde muitas pessoas são assaltadas, eles se preocupam em mudá-la de nome. Só com muito tempo para perder mesmo! E qual via terá o nome do ex-governador Jaime Lerner? Quem sabe a BR-369 onde ele colocou o pedágio.
RODRIGO PEREIRA GONGORA (engenheiro da computação) - Londrina

Outros problemas
Absurdo o projeto de alterar o nome da Av. Dez de Dezembro e homenagear a quem deu o nome a avenida. Ao invés de mudar nome de rua, não seria mais responsável tapar os buracos, podar as árvores? Há ruas inteiras com asfalto destruído, galerias entupidas, poluição sonora, insegurança, saúde caótica, a questão dos pombos que ainda não foi resolvida e outros assuntos que são muito mais relevante que a Dez de Dezembro. Que tal refletirmos com seriedade sobre nossa querida cidade.
NADIR DE MEDEIROS PEREIRA (funcionária pública) - Londrina

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