CARTAS
À atendente do Samu
No dia 2 de janeiro de 2007, por volta das 6h15, me deparei com uma situação de dor, sofrimento e descaso. Estava saindo do Terminal Central junto com uma senhora que não conhecia. Poucos metros depois ela me disse que não estava se sentindo bem e foi encostando-se nas paredes, eu a segurei e pedi ajuda a um rapaz que prontamente me auxiliou. Ela começou a ter crises de vômitos e eu corri para um orelhão e liguei para o Samu da Prefeitura solicitando socorro. Veio a decepção: a atendente me pediu que a levasse até o PAM pois, se fossem atender, demorariam até uma hora e meia para chegar ao local. Agradeci dizendo que, pela segunda vez, não fui atendida. A moça, ousada, me desejou bom dia três vezes, como se a tivesse atrapalhando. Consegui, então, pegar o telefone da patroa da dona Lurdes Freire, que a socorreu levando-a ao hospital. Dona Lurdes teve um infarto e hoje está internada na UTI. À atendente do Samu faço um apelo: seja humana e democrática. Dia 2 de janeiro foi dona Lurdes, uma pessoa que nem eu nem você conhecíamos. Amanhã pode ser eu, alguém da minha família, ou da sua, quem sabe. Até você pode vir a óbito por omissão de socorro. Obrigada por sua falta de atenção, de carinho e amor ao próximo.
IVANI JOSÉ DA SILVA ABREU
(ascensorista) - Londrina
Bueiros
Quero parabenizar à Folha de Londrina, e em especial ao jornalista Fábio Cavazotti, pela importante matéria Buraco Negro - o lixo que se enconde sob a cidade, publicada no dia 03/01/07. Entretranto, fiquei estarrecido com as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos aqueles servidores municipais. Como bem relata a matéria, os bueiros estão entupidos com toda espécie de material em decomposição. Os trabalhadores prestam o nobre serviço sem luvas de proteção, botas de borracha, máscaras, óculos, e sem nenhum outro equipamento de proteção individual para proteger-lhes dos agentes biológicos, físicos e mecânicos existentes em seus locais de trabalho. Peço de público, através deste importante veículo de comunicação, que as autoridades competentes iniciem de imediato um procedimento para apurar responsabilidades de quem de direito, para que seja respeitada a integridade física dos trabalhadores. Afinal, pela saúde do servidor público todos nos respondemos.
TITO VALLE
(advogado) - Londrina
Sonho de paz
Leitor assíduo desta FOLHA há anos, senti-me recompensado pela última edição de 2006 ao ler dois textos marcantes. As jornalistas Ruth Bolognese e Phoenix Finardi mostraram competência e compromisso com o leitor ao escreverem sobre a violência que assola Londrina, o Rio, o País e o descaso dos políticos com o tema, o que tem gerado a desesperança. Infelizmente Phoenix, como diz o Millôr, a esperança não é mais a última que morre, mas tem sido a primeira a ser morta por nossos governantes. A tão sonhada paz, ao menos no Brasil, parece tão distante quanto a linha do horizonte. E Ruth, enquanto nosso Presidente não aprender a diferença entre crime organizado e terrorismo, não deixar de lado a falácia e os discursos vazios de endurecimento com a bandidagem sempre repetidos nos momentos de crise , e enquanto limitar sua ação a este
mero lance de marketing
denominado Força Nacional de Segurança, não poderemos mesmo esperar medidas efetivas e concretas
para minimizar esta tragédia urbana.
ARTUR HUMBERTO PIANCASTELLI
(advogado) - Londrina
Nome da avenida
É um absurdo esses vereadores ganham demais pra ficar mexendo em nome de rua. A Dez de Dezembro já é conhecida em todo o Estado. Imagine a confusão que vão arrumar para os comerciantes e moradores para mudar os endereços. Procurem coisa mais importante para fazer, ora bolas.
JURANDIR BARBOSA
(economista) - Londrina
Comerciante assassinado
O caos está em toda parte, estamos vivendo em clima de guerra civil. Nota-se que a lei do silêncio, propina, suborno, etc., são ferramentas mais poderosas do que a própria Justiça, calando crimes e tráficos em troca de quê? Segurança através do bandido? Não podemos nos calar, amanhã este acobertado pode ser o traficante ou assaltante que poderá acabar com a vida de sua família.
ALDO BORGHESI
(analista de sistemas) - Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na matéria Poderoso grão, da Folha Sexta, edição do dia 5/1/2007, o preço de 500 gramas de Quinua Real orgânica em grão oscila entre R$ 10,00 e R$ 14,OO.





