Postos de gasolina
Obrigada, promotora Solange Vicentin. Após anos e anos de noites mal dormidas, finalmente podemos colocar a cabeça no travesseiro e desfrutar o merecido descanso depois de um dia inteiro de trabalho. Foram inúmeros os telefonemas para o 190, vários abaixo-assinados que não surtiam efeitos. Os nossos postos de gasolina tinham se transformado em verdadeiras boates, onde o som, a gritaria e o consumo de álcool corriam solto. Parabéns promotora! Os trabalhadores, crianças e idosos que residem próximos aos postos de gasolina agradecem sua coragem e determinação. Que os homens que detêm o poder sigam o seu exemplo. Obrigada e que Deus lhe pague!
Vera Lucia Guidugli Golono
(comerciante) - Londrina

Sobras de caixa
Muito louvável a atitude do presidente da Câmara de Apucarana, João Carlos de Oliveira, de devolver ao erário recursos não utilizados por aquele Legislativo ao longo do ano. Pelo que se tem notícia, o mesmo também aconteceu este ano na cidade de Tamarana. São atitudes elogiáveis, embora não sejam inéditas. Já aconteceu, por exemplo, em Londrina no final de 1993, quando o presidente da Câmara local era o então vereador Alex Canziani, hoje deputado federal pelo PTB. São lances do gênero que ainda nos fazem acreditar no caráter das pessoas.
PAULO MATTIUZ
(bacharel em Direito) - Londrina

Reforma trabalhista
Desde o início do mandato passado o governo Lula já tinha sinalizado esta reforma trabalhista e sindical mas não teve clima, ou seja, força política para implementar. Chegou a se formar comissões da reforma sindical e sempre tripartite. Foram realizados vários fóruns envolvendo os atores sociais para este debate, inclusive em Londrina, coordenados pelas Delegacias Regionais do Trabalho (DRT). Nossos empresários, na maioria, não têm visão social e nosso salário é 40 vezes menor que o de um trabalhador europeu. É necessário saber que retorno os trabalhadores terão se forem retirados os impostos sobre a mão-de-obra. Já a reforma sindical acredito que deveria acontecer sim. Estamos muito atrasados. Hoje está mais fácil fundar um sindicato que abrir um boteco. Não há ideologia e muitos fazem do sindicalismo uma carreira profissional. O trabalhador nem sabe que 15% da contribuição sindical vai para as federações que não têm muita ação junto aos trabalhadores e que 5% vai para a confederação, outra que deveria acabar porque só tem pelagada atrasada.
ADIR DE SOUZA
(técnico de segurança
do trabalho) - Curitiba

Desconto no IPTU
Na calada da noite, trabalhando incansavelmente, nossos políticos conseguiram aprovar lei que retira o desconto para quem possui horta em terrenos urbanos. A mentalidade ‘‘capialesca’’, provinciana e acima de tudo arrecadatória de nossos políticos vai impor à cidade de Londrina uma nova safra de terrenos baldios. Esse tipo de ação promovida na boquinha da madrugada por nossas autoridades só provoca insegurança e medo por parte dos investidores. Talvez esteja nesse tipo de atitude a explicação para tantos terrenos à venda ou para locação, sem que haja interessados pelos mesmos. Nossos administradores estão deixando a cidade em ruínas, falta segurança, sobram buracos e de Natal recebemos este presente.
ROBERTO TEIXEIRA
(empresário) - Londrina

Pena de morte
Eu acho que a pena de morte deveria existir sim, em todos os países. Pois de nada adianta o bandido ser condenado, ficar 10, 20, 30 anos sustentado por nós, e depois sair e continuar praticando os mesmos ou piores delitos de antes. Assim, quando comprovada a autoria de um crime considerado hediondo, como estupro, latrocínio, é melhor executá-lo de uma vez. Pelo menos acabam-se as despesas e serve de exemplo e medo para os que pensam em praticar esses tipos de crime.
JOSÉ BRIZOLA
(eletricista aposentado) - Londrina
CORREÇÃO

- Ao contrário do que informou ontem o destaque da matéria ‘‘Câmaras da região devolvem dinheiro para as prefeituras’’ (pág. 3), a Câmara de Vereadores de Londrina não empenhou a utilização dos R$ 3 milhões, portanto o valor não foi repassado ao Legislativo.

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