CARTAS
Cartilhas de saúde
Estive em Londrina para o vestibular da UEL e na rodoviária peguei um panfleto direcionado a visitantes e à população da cidade. Dele constavam explicações sobre algumas doenças. Em uma delas, sobre a doença de Chagas, estão boas explicações sobre sinais, sintomas e vetores. Mas, quanto a como acabar com a doença, a explicação é ecologicamente incorreta. A cartilha diz em letras maiores: Acabando com o bicho barbeiro. Se se acabasse com o bicho barbeiro, desencadear-se-ia um enorme desequilíbrio na cadeia alimentar, podendo haver extinção de outras espécies, e, até a superpopulação de outras, causando impactos no meio ambiente. Na minha opinião, o melhor que se tem a fazer é o controle biológico, que consiste no controle dos vetores da doença, sem erradicação da espécie, diminuindo os riscos de impacto ambiental. Não haverá a doença se o vetor estiver presente, podendo ele não estar contaminado com o protozoário da doença de Chagas. Explicar para a população não é tarefa difícil, basta explicar o conceito. Sem dúvida, seria mais difícil para a natureza consertar um impacto causado por falta de informação.
IZABELA VAN HAM COLCHETE
(estudante) - Belo Horizonte (MG)
Salário unificado
Não está parecendo mais uma malandragem, a proposta do deputado Max Rosemann, de discutir um salário únificado para os 3 poderes? O que se vislumbra é um nivelamento por cima. Ou alguém acedita que qualquer proposta vinda desta classe vislumbraria alguma redução e equalização dos salários hoje existentes? Ou alguém acredita que o poder judiciário, com os maiores salários nunca antes pagos neste País, concordaria em qualquer coisa abaixo do que hoje usufrui? E os direitos (privilégios) adquiridos, como ficariam ? Assim, o debate se restringirá a como fazer para nivelarmos os tetos salariais hoje existentes? Mais uma vez, veremos outra festança (imoral) patrocinada por nossos altíssimos tributos.
RUY PIGATTO
(agrônomo e agropecuarista) - Curitiba
Violência no Rio
Apesar de milhares de explicações, não há concretamente, nenhuma ação para combater o banditismo ocorrido no Rio de Janeiro nos últimos dias. E as autoridades ainda se orgulham de ter descoberto, antes dos primeiros tiros, que o crime organizado iria atacar! Se sabiam, por que nada fizeram? A situação tende a piorar. Para combater o narcotráfico e o crime organizado, o Governo fluminense fechou os olhos às milícias particulares grupos de policiais, aposentados ou não, que ocupam favelas, expulsam os traficantes e passam, eles mesmos, a extorquir os moradores, cobrando-lhes taxas. Boa parte da opinião pública aprova o uso de métodos ilegais contra os bandidos fogo contra fogo. O problema é que os milicianos são tão bandidos quanto os bandidos. E, pior, como há policiais no bando, a Polícia também é infiltrada. A propósito, se milícias formadas por policiais conseguem entrar no morro e expulsar os narcotraficantes, por que a Polícia propriamente dita não o consegue?
ANTONIO CARLOS DE ANDRADE VIANNA
(advogado) - Londrina
Doação OAB
Enquanto muitas entidades, instituições, associações e órgãos públicos ou privados têm que se virar sozinhos para conseguir recursos para adquirir sua chacrinha e construir sua sede, a Seção da OAB de Londrina está prestes a receber da Prefeitura a doação de um terreno de mais de 1.000m2, avaliado por baixo por R$ 190 mil para construir sua sede social, bem em frente ao Lago Igapó 2, no final da Rua Maringá. Bem que essa área poderia ser melhor utilizada pela Prefeitura, por exemplo, para permutá-la por terrenos que precisam ser desapropriados para construção de obras públicas a exemplo da Av. Ayrton Senna. Será que o dono da chácara que está impedindo a conclusão da avenida não aceitaria essa troca?
EMÍDIO CASAGRANDE
(administrador) - Londrina





