Banheiros em pedágios
Sou representante comercial e no dia 18 de dezembro fui para Curitiba, de carro, e fiquei indignado com atendimento dado pela concessionária Rodonorte. Tenho problemas renais e necessitei ir ao banheiro. Na primeira praça de pedágio, em Ortigueira, fui informado pela atendente que no local não havia sanitários. O mesmo aconteceu quando cheguei às praças de Imbaú e Tibagi. Indignado registrei uma reclamação. Ao longo de todo o trecho administrado pela Concessionária Rodonorte não encontrei nenhum sanitário ou fraldário e tampouco um local de assistência ao usuário. Recebi uma resposta da concessionária de que, por questões de segurança, haviam desativado as instalações de apoio ao usuário. Nas demais empresas de pedágio do Estado existe um bom atendimento aos usuários, se não nas praças de pedágio, ao longo das rodovias. Ao retornar de Curitiba pelo mesmo trecho constatei que, além de não existirem serviços de atendimento, haviam muitos buracos na pista. O pedágio que pagamos financia grupos políticos que mantêm o sistema. Basta vermos o que o deputado federal eleito André Vargas, de Londrina, recebeu de pessoas ligadas a uma concessionária em recursos de doação para sua campanha .
JOÃO CARLOS QUEIROZ
(representante comercial) - Londrina

Agricultura e a crise
Senhor Luís Carlos Guedes Pinto, Ministro da Agricultura. Por acaso, o senhor, seus assessores já pararam para pensar o que representa a agricultura, nesta terra abençoada? ‘‘Quando há crise o governo é chamado para socorrer, apoiar. Mas nos anos bons o mérito, o sucesso é dos agricultores’’, disse o ministro. O governo socorre? Depois de muita luta e ameaças, socorre em parte, mas o agricultor paga com juros. Os mensalões, os sanguessugas, os dossiês pagaram? Quem são eles? O mérito e o sucesso não são dos agricultores? Existe agricultura sem agricultores? O que move este país? Olhemos para nossas mesas, o que vestimos, o que calçamos...Além do álcool e do biodiesel, mais uma alavanca do governo. Estes heróis lutam contra toda espécie de pragas, secas, granizos, intermediários, impostos, governos... O senhor Derci Alcântara, diretor de Agronegócios, disse que o Banco do Brasil vai atender apenas o norte do Mato Grosso. O BB virou banco do ex-paranaense Blairo Maggi, rei da soja, novo PT? Só nos resta dizer: que Deus dê a todos um Ano Novo de paz, progresso e valorização dos que, realmente, trabalham para o progresso do nosso País.
ROSALINA LOPES FRANCISCÃO e ALMIR ROGÉRIO LOPES FRANCISCÃO
(agricultores) Londrina

Tudo em janeiro
Quase tudo vence em janeiro. Fica difícil aceitar os cálculos do governo, praticamente tudo que é de necessidade básica subiu acima e até mais que o dobro da inflação oficial. O que está errado? As taxas e impostos sempre são em valores extorsivos e a maioria vence em janeiro, é uma indústria de juros e multas, uma vez que nesta época o dinheiro é escasso. Deveria haver uma ordem, por exemplo: primeiro trimestre: impostos e taxas municipais; 2º trimestre: impostos e taxas estaduais; 3º trimestre: impostos e taxas federais; 4º trimestre: outras extorsões. O maior problema é que raramente isto retorna, como deveria ser, em serviços. Segundo estimativas em 2007 deve ser arrecadado com impostos e taxas perto de R$ 1 trilhão. Para onde vai este dinheiro?
ADALBERTO BRANDALIZE
(administrador) - Londrina

‘A nossa FOLHA’
Aí, pessoal da FOLHA, mais um ano. Meus votos são que neste 2007, a FOLHA continue sendo esse jornal confiável, isento, a nossa FOLHA. Mas que tenha mais notícias positivas, embora não dependa de vocês.
ANGELA M.N. de PAULA
(universitária) - Londrina

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