CARTAS
Código Penal
Quando vejo juristas defendendo o abrandamento
(mais!) das leis penais, chego a pensar que eles vivem protegidos dentro de uma bolha, afastados da vida real e da violência à qual estamos sujeitos em nosso dia-a-dia. A reforma do Código Penal é de prioridade máxima para que a sociedade brasileira deixe de se sentir acuada pelos criminosos. Minha família já pagou
com o próprio sangue pela indiferença com que as autoridades tratam a questão da Segurança Pública e pela benevolência com que as leis julgam aqueles que nenhum valor dão à vida humana. Eu, cidadã brasileira,
sinto-me como se estivesse vivendo num país em que fosse uma imigrante ilegal, sem direito algum. Não dá nem mais para apelar para o bispo!
MARA MONTEZUMA ASSAF
(dona-de-casa) - São Paulo (SP)
Chip político
Essa onda de implantar um chip nos veículos, com a finalidade de coibir as irregularidades, deveria ser estendida à classe política também. Quem sabe se com um chip implantado na cabeça, o político brasileiro se comportaria com maior decência? Porque, caso contrário, ao cometer uma falcatrua, dispararia um alarme que ficaria piscando, indicando que aquele político, estava cometendo uma irregularidade. Em termos de arrecadação para o Governo seria mais rentável que nos veículos, pois muito dinheiro poderia ser poupado dos desvios de rotas.
HABIB SAGUIAH NETO
(aposentado) - Marataízes (ES)
Indústria da multa
A vigorosa indústria da multa de Londrina, fechou mais uma ano sem ser incomodada agindo de maneira sórdida e rasteira, criando, inventando e principalmente roubando o contribuinte londrinense. Ao que me consta até a presente data nenhum órgão ligado a justiça se mexeu para saber em que bolso vai parar o dinheiro arrecadado por essa indústria. Não resta dúvida que alguém está enriquecendo em cima desta roubalheira institucionalizada e, pior, se fazendo passar por guardiões do trânsito, vendendo a imagem de coisa séria. Alguém tem que
pôr fim nessa picaretagem urgentemente.
ROBERTO TEIXEIRA
(empresário) - Londrina
Corte no IPTU
O presente de Natal que os 4,9 mil contribuintes londrinenses que têm terrenos plantados, com mureta, calçada, recebeu foi uma apunhalada covardemente desferida pelas costas. Na avidez da arrecadação a qualquer custo, essas pessoas que fazem as leis que regem nossas vidas são, muitas vezes, inconseqüentes. Muitos donos desses lotes com a diferença do valor do IPTU faziam uma poupança, para a compra do material de construção, a fim de edificarem as suas moradias tão sonhadas! Outros, plantavam e ao manter limpos os terrenos recebiam incansáveis elogios dos vizinhos da rua e mesmo dos bairros próximos, que muitas vezes competiam entre si pela qualidade das lavouras. Os homens e mulheres que decidem por nós, esqueceram ou ignoram que, para cada terreno plantado perde-se no mínimo dois ou mais dias de serviço de pessoas que trabalhavam no trato dessas culturas! Esse desemprego não interessa àquele que está na posse do seu cargo político, gozando de vencimentos extraordinários! Portanto, não só os donos de terrenos plantados, mas também a população de Londrina irá tomar medidas contra esta sessão extraordinária da sexta-Feira, uma verdadeira arapuca contra o contribuinte.
RENATA BARCELLOS
(dentista) - Londrina
Terror no Rio
Enquanto não houver a limpeza e unificação das nossas polícias, essa demonstração de força dos bandidos será modesta perto do que virá pela frente. O tamanho da máfia de autoridades policiais e traficantes brasileira, é inimaginável. O Governo Federal tem que decidir de que lado está, prá poder dar a segurança que a sociedade tem direito.
MARTA SANTOS
(cantora) - Londrina
Teorema
Gostei muito deste Teorema (coluna Luiz Geraldo Mazza/29-12-2006) fazendo um comparativo entre o caso Rasera e alusões ao comportamento dos três poderes. Será que esta verba de R$ 27 milhões liberadas para o MP, tem alguma coisa a ver com este quarto poder, que a bem da verdade é o que empunha a adaga resistência, uma vez que a estranha
libertação de Rasera já botou por terra o Judiciário. O Legislativo se dobrou (corvo não come corvo) e o Executivo, bem, réu tem o direito de defesa.
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO
(advogado) - Barbosa Ferraz





