Mínimo para políticos
Já que não há uma definição sobre o aumento do salário dos deputados e senadores, faço a seguinte proposta: fica fixado como salário mensal o valor de 35 (trinta e cinco) salários mínimos, hoje equivalente a R$ 12.600,00 e fim de papo. Solução simples e prática, pois como há equiparação anual do salário-mínimo, não haveríamos de presenciar este mesmo circo todos os anos e o aumento seria equitativo como de todos os trabalhadores do Brasil. O problema é que para isso, esbarramos em campos muito minados, como inconstitucionalidade, cláusulas pétreas, discussões jurídicas, etc. Mas o pior é que só eles – parlamentares – podem mudar estas regras com uma nova Constituição, impulsionados pela vontade soberana do povo brasileiro. Enfim, como elegemos ‘‘Malufes a Clodovis’’ – de novo! – a esperança é que desta casta surja um ‘‘Dom Quixote’’ para salvar a pátria.
JOÃO MANELLA CORDEIRO
(advogado) - Londrina

Votar no Gabeira
Nos tempos do voto de protesto, o macaco Tião, o cacareco e o Gabeira eram ‘‘opções’’ do eleitor. Naquela época o macaco Tião e o cacareco se elegeram, mas obviamente não puderam tomar posse. Gabeira foi empossado. Figuras das mais polêmicas dos últimos tempos, no Congresso Nacional mostrou-se intelectual, concatenando idéias e dando exemplo de um comportamento ético e transparente de um parlamentar. Confesso que a sua irreverência e franqueza foi uma das únicas coisas boas que vi no atual Congresso. Quando pediu o afastamento do Severino Cavalcanti da presidência da Câmara ou chegando do STF propondo mandado de segurança contra o abusivo aumento de salários, senti vontade de transferir meu domicílio eleitoral para o Rio de Janeiro e virar seu eleitor. Quem sabe na companhia de outros eleitos na base do protesto possa formar com mais alguns excêntricos um bloco para enfrentar esta grande corporação que tanto nos enjoa.
WALTER COSTA BARROSO
(dentista) - Londrina

Imorais
A democracia no Brasil é utilizada como demagogia pela imensa maioria dos nossos governantes. Aqui, o sonho de um país onde todos os homens são iguais e compartilham ações e idéias para o bem comum está muito longe de ser realidade. Porém, mais distante ainda está a noção de política de Platão, que mesmo sendo um modelo aristocrático de poder, não de riqueza, de sabedoria, propunha que para o Estado ser bem governado, era preciso que ‘‘os filósofos se tornem reis, ou que os reis se tornem filósofos’’. A atitude dos parlamentares de quase dobrarem seus salários expõe o verdadeiro objetivo desses homens públicos, que são os seus interesses econômicos em detrimento de tantos outros de supra importância para o desenvolvimento do Brasil. Por meio do voto, as vossas excelências conseguiram, legitimamente, os respectivos cargos. Votos conferidos pela população no intento de que esses homens lutassem pelo interesse coletivo e não individuais.
VIVASVAN CAMPOS E PRADO
(relações públicas) - Curitiba

Amor por Londrina
  O ano de 2006 foi apenas mais um ano desperdiçado por nossas autoridades públicas locais, um ano que se soma a uma década nada proveitosa – nossas autoridades jogaram 10 anos pelo ralo. Uma das poucas coisas boas que se ouviu falar de Londrina saiu da boca do ex-prefeito Dalton Paranaguá, que disse: ‘‘quem administra Londrina tem que amar essa cidade’’. É impossível não concordar com essas sábias palavras. Porém, essa última década tem revelado uma total falta de amor, de bem querer por essa terra. Eu até completaria, falta amor e vergonha na cara daqueles que colocam o interesse pessoal acima do coletivo, dos que sem constrangimento recebem o seu contra-cheque no final do mês sem ter prestado qualquer tipo de serviço para o município. É insuficiente a paixão dos que zelam pela segurança, saúde e educação.
ROBERTO TEIXEIRA
(empresário) - Londrina

Natal e comércio
Quero parabenizar a todos os comerciantes de Londrina por manterem o comércio fechado no dia 24 de dezembro! O Natal é a festa do nascimento de Jesus, a festa da família de Deus. Nos anos anteriores as pessoas não tinham possibilidade ou disposição de participar desta festa, pois, exaustos, iam para casa descansar. O que vi neste ano foi igrejas lotadas de famílias participando das cerimônias. Tenho certeza também que muitos conseguiram viajar, preparar alguma comida gostosa com tempo ainda para se arrumar. Há os que conseguiram um tempo de sossego para respirar e pensar na sua vida em 2006. Seria muito bom se a prática fosse continuada nos próximos anos. O consumidor certamente se organizará para fazer suas compras. Com certeza, muitos tiveram neste ano realmente um Feliz Natal.
HARRY KRELING
(diácono) - Londrina

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