CARTAS
Hora de reagir!
Achei que com a reeleição do mandatário da nação, os trâmites retornariam à normalidade. Enganei-me. Regado com o voto democrático, o retorno do governo que se daria somente a partir de janeiro, já mostra sua faceta - até então sobre um manto apropriado para a ocasião. Volta com mais voracidade baseado no aval recebido dos eleitores. Iniciam-se os acordões entre os partidos e os eleitos, ficando as apurações das CPIs e denúncias impunes, com alegações pífias de que a prova mesmo com prova, não prova nada. É necessário que o governante tenha consciência de que seu cargo é meramente representativo, e que deve prestar contas ao povo. Está chegando a hora de a sociedade reagir com rigidez, trazendo à razão este país maravilhoso.
YOCHIHARU OUTUKI
(engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Todos são iguais?
Grande inverdade de que todos são iguais. A lei é uma para quem está do lado do poder. A lei é outra para o cidadão comum que paga a conta. Dentista é preso por sonegação (FOLHA DE LONDRINA (2/11). Não estou defendendo quem sonega, mas que se cumpra a Constituição. E os que desviaram dinheiro do povo? Nada lhes acontece. É o caso do sr. Maluf, agora impune pois se elegeu deputado. Que lei é esta? Veja a lista de alguns sonegadores: Belinati, Marcos Valério, Duda Mendonça, Freud Godoy, o Ronaldinho de Lula. Não me envergonho de ser brasileiro: este ainda será um país de dirigentes dignos e não mentirosos, como os que estão no poder. Que Deus tenha piedade do povo.
SAMUEL HELENE CARDOSO
(empresário) - Londrina
Triste Brasil
O Brasil vive uma era que será lembrada como a mais podre. Nem as leis servem para mais nada. Olhem o que aconteceu no Paraná: a lei só dá cobertura a este bando que invade, destróe, rouba, mata e, quando são chamados na lei, ninguém é responsável pelos seus atos. Agora que andam de braços dados com o comedor de mamona, salvem-se quem puder. Feliz da família que não tiver políticos agora, no futuro serão lembrados pelos cuecões, sanguessugas, ambulâncias e dossiês. Tem até deputado que deve estar de licença maternidade tanto tempo faz que sumiu. Começa agora mais um show nos tribunais: sobe e abaixa o pedágio. Querem apostar no que vai dar? Para deputado nunca mais voto, não participo desta bandalheira.
VALTER APARECIDO LANDGRAF
(assistente técnico comercial) -
Cornélio Procópio
Ismael Mologni
Ex-aluna do professor Ismael Mologni não poderia deixar de manifestar minha tristeza. Deixa saudade. Leva conhecimento, sem repassar tudo; era tanto que parece não ter dado tempo para repassar aos alunos, apesar da sua sempre boa-vontade e disposição. Que Deus o tenha.
MARIA CLARA S.C. PEIXOTO
(economista) - Londrina
Defensoria pública
A defensoria pública no Paraná é uma velha promessa desde os governos Richa e Álvaro. Com menos de 30 anos, o Mato Grosso do Sul conta com um sistema judiciário de rivalizar com países nórdicos. A começar pela oficialização dos cartórios - judiciais e extrajudiciais - com custas tabeladas e recolhidas junto aos bancos oficiais. A Defensoria foi instituída por lei, com quadros de carreira, preenchidos mediante concurso público. Desse modo, a atuação da Defensoria Pública às populações carentes frente àquele Judiciário, pressupõe um serviço público de qualidade, pautado no binômio eficiência com eficácia. A diferença é abissal, entre o caos de ontem e a ordem atualmente. O governador Requião tem dado alguns passos nessa questão com vista à modernidade e maioridade cívica da sua gente. É o caso da lei que oficializa os cartórios judiciais e extrajudiciais, na medida da vacância dos titulares dessas escrivanias. A defensoria na terra das araucárias sempre foi tratada como algo supérfluo na relação custo benefício da equação política-eleitoeira.
DERMEVAL VIANNA
(advogado) - Assis Chateaubriand





